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Archive for the ‘Cultura Pop/Gamer’ Category

Friday
Aug 1,2008

A premiação anual que junta uma galera de críticos — grupo no qual o Continue está sem sombra de dúvidas incluído, conforme prova cabalisticamente a imagem acima — para escolher o melhor jogo de cada ano da E3 em várias categorias já tem os seus indicados. A única regra para um jogo ser escolhido é ter sido apresentado de forma jogável na feira. Eles foram escolhidos por votação pelos próprios críticos que vão escolher os vencedores, o que me deixa com a pulga atrás da orelha: os mais votados para uma indicação não acabarão sendo os vencedores depois? Ou isso ou eu não entendi como a coisa toda acontece.

Bom, o importante é que o Estadão funciona é que saiu a lista com esses indicados para cada categoria. Ela se encontra logo ali depois do continue. E o meu grande amigo e parceiro de churrasco Brian Crecente, que é um dos tais críticos-juízes, adiantou no blog dele — que, por sinal, tem futuro; eu boto fé — que o campeão de votos para se indicado a melhor jogo da feira foi LittlBigPlanet. Fato que, segundo os meus cálculos do primeiro parágrafo, já o torna o mega-favorito só-perde-por-milagre ao título. Esperemos.

Enquanto isso, responda: pra quem você vai torcer?

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  • Thursday
    Jul 31,2008

    Pra quem ainda não sabia, a Nintendo juntou-se a mais 54 empresas de software — entre as quais figuram Arc System Works, SNK, Capcom, Koei, Jaleco, Square Enix, Sega, Taito, Tecmo, Hudson, Bandai Namco Games, The Pokémon Company e Level Five — em uma ação legal contra empresas que importam o famoso R4 Revolution, equipamento que possibilita o uso de jogos baixados pela internet no Nintendo DS, sem necessidade de desbloquear o aparelho. Como se você já não conhecesse. ;)

    As empresas alegam competição desleal e requisitam a interrupção das vendas, marketing e importação do acessório. Com razão.

    O problema é que uma ação dessas causa duas impressões: a de se estar assistindo a uma batalha perdida (tipo Cicarelli versus YouTube) e, paradoxalmente ao mesmo tempo, um senso de urgência em quem queria comprar um R4 e ainda não o havia feito. O resultado, obviamente, foi um estrondoso aumento na procura pelo treco.

    Tudo isso no apenas Japão, claro, ou você achou que o Brasil tem alguma importância pra esse monte de gente?

    Embora a Nintendo e as suas colegas de auditório estejam completamente em seus direitos legais de lutar contra esse tipo de coisa, todo mundo sabe que não adianta: cada vez que a Nintendo anuncia que X unidades foram apreendidas, como se isso fosse grande coisa, o mundo pensa por dois segundos e chega à conclusão de que ainda existem 10.000.000X unidades de R4 à solta pelas lojas de todo o planeta Terra.

    As únicas maneiras realmente efeitivas que as fabricantes de consoles têm para lutar contra a pirataria são 1) investir muito mais em métodos de validação de software, ou então usar mídias estranhas como os discos proprietários do antigo GameCube, ou 2) fazer como a Microsoft fez com a Xbox Live: desenvolver uma série de serviços bacanas que envolvam autenticação de hardware no servidor, bloqueando o acesso a quem for pego usando equipamento modificado para rodar pirata.

    É igual treinar gato. Não adianta dizer “NÃO!!” toda vez que ele fizer algo que você não quer. A única coisa que funciona é mostrar pra ele como ele vai ter mais vantagens ou diversão sempre que fazer a coisa certa. Funciona.

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  • Friday
    Jul 25,2008

    Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):

    Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.

    Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.

    O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.

    Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.

    Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.

    Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.

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  • Thursday
    Jul 24,2008

    Vault 77

    A Bethesda, produtora de The Elder Scrolls IV: Oblivion e do iminente Fallout 3 fechou uma parceria com o bacaníssimo site Penny Arcade para publicar uma série de tiras exclusivas inspiradas no universo de Fallout[bb]. A primeira você confere aí em cima. Gostou? Clique para ver em tamanho natural, no próprio site. E fique de olho no Vault, site oficial do jogo, para acompanhar as próximas.

    Isso é o que eu chamo de uma jogada de marketing sensacional! Associar a tirinha de games com maior audiência do mundo ao seu jogo? Não tem preço.

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  • Tuesday
    Jul 22,2008

    Dia desses eu estava conversando com o Fabão e eu resolvi mostrar para ele aquele gif resumindo a conferência da Nintendo nessa E3. Talvez você já tenha visto (se não viu, vai ver daqui a pouco). Ele já conhecia, aí me mostrou outro, e eu mostrei outro e assim foi. De tanta risada que eu dei naquele papo, resolvi procurar mais alguns e montar esse Top 8 inusitado, com direito até a títulos infames. Talvez você dê tanta risada quanto eu dei. :P

    E não, não estou copiando o Judão e o seu simbolismo com o numero “OITÔ”. É que eu só achei oito gifs bacanões de verdade.

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  • Tuesday
    Jul 22,2008

    Há males que vêm para o bem, já diz o ditado. E é verdade! Quando o polêmico e adorado Jeff Gerstmann foi sumariamente dispensado de seu emprego no GameSpot, não demorou muito para surgir o blog Giant Bomb. Era um blog simples, até mais simples do que o Continue em termos de layout. Tinha um podcast e reviews muito bem feitos (marca registrada de Jeff). E os posts ultrapassavam 500 comentários com facilidade.

    Só que o blog era só fachada, só um lance provisório até que eles lançassem o verdadeiro Giant Bomb. E isso aconteceu ontem.

    É um site que eu só consigo caracterizar como “muito foda”. Continua tendo os posts do blog — e muitos mais virão –, mas agora é um site completo. Muito mais que um site, é um imenso banco de dados colaborativo. Todas as séries (ex: Final Fantasy), jogos (ex: Final Fantasy XIII), plataformas (ex: Xbox 360), personagens (ex: Cloud Strife), lugares (ex: Midgar), objetos (ex: Sword) pessoas (ex: Hironobu Sakaguchi) e conceitos (ex: Pontos de Experiência) têm suas próprias páginas, interligadas entre si. Também há páginas para vídeos, screenshots, box arts, empresas, publishers, designers e até para a entidade onipresente conhecida como hambúrger.

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  • Thursday
    Jul 17,2008

    (MegaMan) [bb]

    Sabe qual a única coisa mais old-school que o visual, o som e a dificuldade dos primeiros Mega Man para NES? As boxarts deles. Figurinha fácil em qualquer lista de boxarts mais ridículas do mundo, a arte da caixa do primeiro Mega Man é um ícone trash dos anos 80 tanto quanto Cindy Lauper ou o palhaço Bozo.

    Sendo um jogo distrubuído digitalmente, o futuro Mega Man 9 não tem uma boxart e, portanto, nunca chegará aos pés dos primeiros jogos da série no quesito retrozidade. Certo? Não!

    A imagem acima é uma foto da estampa da camiseta que alguns funcionários da Capcom estão usando no estande onde está sendo demonstrado Mega Man 9. Eu não consigo nem começar a descrever o quanto ela é cool e trash ao mesmo tempo. Existe FAIL, existe WIN e existe essa estampa de camiseta. Parabéns, Capcom!

    [via Jeremy Parish's 1UP Page -- dica do 350ml]

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  • Wednesday
    Jul 16,2008

    Quem está no clima para uma boa enquete e um punhado de flame wars? Eu estou!

    Aqui estão os nossos posts sobre cada uma das três conferências: Microsoft, Nintendo e Sony. Responda a enquete abaixo e depois, na melhor parte, justifique seu voto nos comentários. Especialmente se você votar na Nintendo. :P

    Apenas pelas conferências, quem você acha que "venceu" a E3 2008?

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    Só lembrando que, sim, a feira ainda não acabou, muita coisa ainda pode acontecer e ser mostrada. A pergunta aqui é a julgar pelas conferências, quem ganhou? E por quê?

    A tirinha foi uma dica do leitor Bocão. Valeu!

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  • Saturday
    Jul 12,2008

    (psp) [bb]

    A E3 é o evento não-competitivo mais competitivo do mundo. Assim que termina a última das três maiores conferências do ano, todo mundo (imprensa inclusive) se põe a apontar o “vencedor”, aquele que mostrou mais e mostrou melhor. Aquele que empolgou mais. Na E3 2004 este vencedor não ficou muito claro.

    Boa parte das pessoas declarou como vencedora a Sony, a exemplo do ano anterior. O PSP, já previamente anunciado, foi finalmente demonstrado no palco por Kaz Hirai, e impressionou o mundo. Com uma tela daquele tamanho e gráficos como aqueles, era literalmente como ter um PS2 na palma da mão. Além do mais, a Sony já era a líder mesmo, então estava mais cotada para ser vencedora da E3.

    A Nintendo mostrou aquilo que todo mundo queria ver: Miyamoto empunhando ridiculamente uma espada e um escudo de brinquedo o primeiro trailer daquele Zelda “adulto” que todo mundo esperava desde 2001, e mais ainda depois do anúncio do Zelda cartunizado para GameCube. A empresa também deixou todo mundo de boca aberta com o anúncio do seu contra-ataque ao PSP — um portátil bem feio e com cara de brinquedo, mas lotado de idéias diferentes (sensores de toque, microfone, canetinha stylus, duas telas) que que poderiam torná-lo um sucesso ou o novo Virtual Boy. O nome “Revolution” foi citado pela primeira vez, mas ninguém teria a mínima idéia do que ele significaria pelos próximos vários meses.

    A Microsoft teve a apresentação mais previsível das três, mas também mostrou — e mostrou bem — o que se esperava: vários minutos in-game de Halo 2. Só isso já foi suficiente para acalmar os fãs, que pela primeira vez tiveram certeza absoluta que a série que salvou o Xbox da irrelevância estava evoluindo a contento.

    O PC, depois de alguns anos de bolas dentro, teve alguns jogos interessantes mas ficou mesmo em segundo plano.

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  • Friday
    Jul 11,2008

    Quantos clones de GTA você conhece, leitor? Sem pensar muito me vêm ao menos cinco na cabeça, mas se eu parar para pensar um pouco, acredito que a lista é bem extensa. E nenhum deles têm o carisma do jogo que copiam. Alguns até são legais, mas a maioria fracassa vergonhosamente. Talvez por isso sempre que vejo as expressões “mundo aberto” e “liberdade de ação” nos press-releases que os produtores soltam por aí, fico com receio de que seja mais um clonezinho mixuruca da franquia da Rockstar.

    Felizmente, não parece ser o caso de Ride to Hell, jogo recém-anunciado pela produtora inglesa Deep Silver, que tem elementos novos o suficiente para ser muito interessante sem precisar ser comparado a nada. O jogo explora o universo dos motociclistas dos anos 60 e 70. Pense em filmes como “Easy Rider - Sem Destino”: choppers estilosas, jaquetas de couro, bares de beira de estrada e claro, Steppenwolf tocando “Born to be Wild”[bb] ao fundo. Melhor ainda: para entrar no clima, assista a abertura do filme aqui embaixo

    Basicamente, em Ride to Hell você e sua gangue viajarão de moto pelo oeste norte-americano, encarando outras gangues de motoqueiros. Simples, né? Claro que tem mais, afinal, os caras prometem uma história épica e cheia de ação, mas de uma forma muito resumida a premissa é essa. Se a minha opinião vale alguma coisa, é uma premissa muito foda!

    Como sempre, o jogo promete muita liberdade de ação desde o princípio e, segundo o press-release dos desenvolvedores, é bastante imersivo, colocando o jogador dentro da cultura das gangues de motoclicistas da época: espere por bebedeiras, sexo, drogas, rock’n'roll, hippies, brigas violentas e muita ação. A Deep Silver está cuidando para que todo o projeto visual, cenários e também a trilha sonora do jogo se encaixe no estilo artístico do fim dos anos 60.

    A Deep Silver é uma produtora européia com bastante tempo na estrada mas pouco conhecida nos Estados Unidos. Agora, a empresa aposta em Ride to Hell para acelerar de vez no mercado norte-americano.

    E eu espero que Ride to Hell seja um jogo tão bom quanto GTA ou Máfia, capaz de se destacar dos outros tantos games parecidos que pululam por aí, porque o mercado está carente de boas idéias originais. Desde Full Throttle que não vejo um jogo de motoqueiros decente, já está na hora de alguém fazer isso. Se Ride to Hell vai ser bem-sucedido em sua proposta ou vai para a vala dos comuns, só saberemos com certeza no final de 2009. Se tudo der certo.

    Um detalhe interessante: o press release comunica apenas que o jogo será lançado para “os consoles da nova geração e para o PC”. Xbox 360[bb] e PlayStation 3[bb] são escolhas óbvias, mas será que as gangues de motoqueiros invadirão também o pequeno Wii[bb]?

    [via Kotaku]

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