
Sabe o Daniel Trezub, o jovem talento que estava mandando ver na série de posts Os Incansáveis aqui do blog? Ele parou de escrever temporariamente porque foi tirar umas férias na gelada nação canadense, de onde pretende voltar com um PS3 e Metal Gear Solid 4. E mesmo em meio aos pontos turísticos, aos passeios e às EBGames, ele arranjou um tempinho pra dar notícias e mandar umas fotos interessantes pra gente.
Recebi o seguinte email dele ontem, e publico aqui:
Assunto: Propagandas de rua do GTA IV
Salve, Fabio!
Como sei que vocês andam todos com saudades de mim, tirei essas fotos nos metrôs de Toronto. Posta lá.
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Viver em uma cultura gamer é outra história. Você entra nas lojas e os jogos têm um preço que dá pra pagar. Numa das lojas que fui, uma promoção anunciava: na compra de seis jogos de PSP, o console saía por $29,90. E olha que os jogos decentes custam em média $50 a $60. Só não comprei mesmo porque estou guardando a minha grana para o dia 12.
Nintendo Wii não se acha em parte alguma. Se você quiser, tem que fazer reserva, e ninguém sabe quando chega. O preço dele por aqui é $269,90, mas geralmente você tem que comprar um acessório ou um jogo para poder levar o console (se tivesse, claro). Os jogos giram todos em torno de $59.
Em todas as lojas e até mesmo em mercados grandes tem pré-venda do MGS4. Já o console com o bundle está mais complicado. Ninguém está fazendo reserva porque ninguém sabe quantos vão vir. Nem na loja da própria Sony. Fui lá e o vendedor me disse que vão receber apenas três ou quatro unidades. Se tivesse 50 ou 60 venderia todas no mesmo dia, disse ele, porque a procura está grande.
Porém, aqui no Canadá as lojas não fazem essa coisa de abrir à meia-noite do dia do lançamento. O que fazem é abrir mais cedo pela manhã, mesmo (às 8 ao invés das 10). Então não vou precisar dormir na frente da loja para garantir o meu (eu espero).
Um abraço,
Daniel
Retribuimos o abraço, Daniel!
As outras duas fotos que ele mandou estão depois do continue.
Jack Thompson e Uwe Boll são uns malas. Muito, muito malas. Mesmo. Mas, responda sinceramente: você gostaria que eles simplesmente desaparecessem? Eu não. O mundo dos games perderia muito da graça sem esses dois babacas falando merda a torto e a direito.
Pois esses dois espécimes peculiares podem mesmo estarem próximos à extinção, segundo acontecimentos recentes.
Jack Thompson, o adevogado do diabo, compareceu a uma espécie de julgamento (não entendo nada disso também), onde uma juíza julgaria, ou analisaria, 27 acusações de má prática profissional contra ele. No meio do negócio, o Sr. Thompson levantou-se e foi embora, afirmando que a juíza não teria envergadura moral para decidir o destino dele. No fim da história ela achou que dez anos sem praticar advocacia seria uma boa pena para o safadinho. Não sei como as coisas funcionam por lá, mas parece que essa decisão ainda tem que ser aprovada para entrar em vigor, e isso está marcado para acontecer no dia 2 de Setembro.
No outro canto, temos o alemão mais tosco desde Hitler, Uwe Boll. Há não muito tempo, ele respondeu duramente à criticas negativas do seu novo filme, a adaptação de Postal. Disse mais ou menos que os críticos não sabiam nada, que o filme dele era genial, não aquela porcaria de Hollywood e etc e tal. Ele parecia extremamente confiante no seu filme, como se a palavra dos críticos realmente não o estivesse abalando. Porém, a primeira exibição pública de Postal foi marcada não pelo barulho da pipoca ou das risadas, mas sim pelos pés se arrastando para fora da sala. A maioria dos 200 presentes à exibição se retirou, porque achou o filme muito ruim e/ou de mal gosto. Só pra lembrar, Postal faz piada com os atendados de 11 de Setembro e com Osama Bin Laden.
Eu acredito que Jack Thompson já possa ser considerado carta fora do baralho. Quanto ao Uwe, nunca se sabe. Pode ser que ele volte à tona, mas depois desse fiasco eu me esconderia no mesmo buraco que o Bin Laden. Ao menos por um tempo.

O Destructoid, sempre ele, publicou no mês passado mais uma série de posts muito interessante, chamada “If you love it, change it”. Nela, eles discutiram como melhorar grandes franquias, dando idéias de coisas que podiam ser incluídas em jogos novos e tal. Um exercício de fanboyismo, até. Mas um exercício produtivo.
Em um post recente dessa série (o último, na verdade), Jonathan Holmes sugere uma simples mudança na série GTA. Até agora, todos os GTA foram estrelados por homens, sociopatas e sem muito a perder. Eu não conheço muito CJ, Tony Vercetti e o outro cara, mas Niko Bellic, que todos afirmam ser o protagonista mais profundo e convincente da série, nada mais é do que alguém sem limites e que só se interessa por dinheiro. Ele tem um passado, tem desejos, tem sonhos, mas em nenhum momento ele é simplesmente obrigado a entrar no mundo do crime. Entra porque é um sociopata, e parece gostar. Tudo que ele tem é um primo distante, afinal. O que está em risco?
A idéia do redator é mudar algo simples, mas que alteraria completamente o peso narrativo e a importância cultural do jogo. Ele sugeriu que fosse mudado apenas um detalhe: o sexo do protagonista.

Acabei de receber, via Press Release, uma ótima novidade para os gamers brasileiros: o anúncio da Editora Europa de que estão lançando agora em 15 de Junho o guia mostrado na imagem acima.
Por que é uma ótima novidade? Vários motivos! Primeiro porque o Brasil quase nunca recebe esse tipo de publicação extremamente detalhada (se é que já recebeu, eu não lembro de nenhum). No máximo temos aqueles guias-pôster, tipo aqueles que sempre são lançados a cada Zelda ou Pokémon novo. São legais, mas não são um livro de 292 páginas.
Sim, o Guia Oficial de Grand Theft Auto IV será um puta livrão de 292 páginas esmiuçando cada cantinho de Liberty City e cada minuto da vida de crimes de Niko Bellic. Esse número impressiona, né? Duzentas e noventa e duas páginas.
O guia é uma adaptação da obra original em inglês, produzida pela BradyGames, que já tem experiência no negócio de guias detalhados de jogo nos Estados Unidos. Se a Wikipedia é confiável, eles fazem isso desde 1993 e já lançaram centenas de guias. Sabe o que é mais bacana? O preço das obras deles lá na Terra do Tio Sam é de 15 a 20 dólares, e a nossa versão vai sair por módicos R$29,90! Ou seja, não é mais um daqueles “oba, agora a gente também tem isso no Brasil… só que pagamos o triplo do preço”.
Mas o que exatamente tem nesse guia? Ao melhor estilo Kotaku, vou publicar o Press Release depois do continue. Lá tem todos os detalhes. E pra quem ficou empolgado, mais uma boa notícia: há grandes chances de eu conseguir um para sortear entre vocês, meus idolatrados leitores. Fiquem de olho!
E os meus parabéns a todos da Editora Europa pelo pioneirismo e iniciativa, especialmente ao Fabio Santana, responsável pela Gaming Books Division.

Os caras da Polyphony Digital levam muito a sério o slogan “The real driving simulator” dos jogos Gran Turismo. O grau de realismo na pilotagem dos carros em GT é elevado e essa é uma das razões do sucesso da franquia automobílistica, literalmente um dos carros-chefe dos videogames da Sony.
E eles estão prontos para aumentar ainda mais o grau de seriedade da coisa.
A partir da semana que vem começa a competição GT Academy na PSN. Segundo o press-release da Sony, o evento vai “unir os mundos real e virtual de corrida para tornar realidade os sonhos dos aspirantes a corredores”.
Vai funcionar da seguinte forma: serão sete semanas de competição na PSN, começando no dia 02 de junho, também conhecido como segunda-feira que vem. Os competidores devem registrar suas PlayStation ID no site GTAcademy.eu (viu só, Konami, não precisamos criar outra ID pra isso!) e, a partir daí, poderão correr no “GT Academy Time Trial” disputando os melhores tempos no circuito Eiger Nordwand, com um Nissan Fairlady 350z.
A segunda fase do torneio, “National Final”, vai rolar em julho e será disputada pelos vinte melhores pilotos virtuais de cada país, em modo versus. Da National Final sairão três pilotos por país. E é aí que a coisa fica real: Os pilotos finalistas vão para Silverstone, a Meca automobílistica da Inglaterra. Após testes físicos e mentais, os participantes vão competir pelo melhor tempo no famoso circuito inglês, mostrando suas habilidades de pilotagem a bordo de um Nissan GT-R.
Depois dessa última peneira, os dois melhores pilotos participarão de um programa de treinamento com duração de 04 meses, a tal GT Academy. Depois do curso, ganham suas carteiras de habilitação para competir como pilotos profissionais e participarão de uma corrida pra valer, guiando um Nissan 350z preparado para competição. A corrida será em Dubai, aquela ilha-shopping center no Oriente Médio e vai rolar em janeiro de 2009.
Completamente sensacional, não acham? Como nem tudo é perfeito, a competição esse ano está limitada aos donos de PlayStation 3 europeus.
[via Finalboss]

Trocadilhos infames à parte, estou passando por aqui para justificar a minha escassez de posts atualmente: estou organizando um evento de videogames!
Ooohhh!
O Checkpoint vai acontecer no Rio de Janeiro no dia 15 de junho e, acredite, vai ter muita coisa legal. Além da presença do membro mais simpático da equipe do Continue — este que vos escreve –, haverá diversos campeonatos (inclusive Brawl, para os pouco viciados leitores deste blog), freeplay dos mais variados consoles (com Rock Band!!1! \m/), concurso de cosplay, show com uma banda carioca de gamemusic, palestras de gente que entende, estandes, cardgames, campeonatos de portáteis e muuuuito mais! =D
É claro, todos os leitores do Continue, cariocas ou não, estão convidados. Realmente adoraria encontrá-los por lá. E aqueles que se apresentarem como tal no ato da compra do ingresso ainda ganharão de brinde um adorável… aperto de mão!
Parece que Tommy Tallarico, Jack Wall e companhia gostaram mesmo do Brasil. Eles vieram e fizeram show no Rio e em São Paulo em 2006, e em 2007 aumentaram ainda mais a extensão da turnê tupiniquim para Brasília. Como se não fosse suficiente, o Video Games Live retornará ao país mais uma vez em 2008! \o/
Por enquanto, a única cidade que consta na página de datas do site oficial é o Rio de Janeiro (chupem, paulistas! =D), mas seguindo a lógica dos anos anteriores é bem provável que eles agendem ainda mais espetáculos desta vez. [Nota do Bracht: precisam fazer um em Porto Alegre, no Theatro São Pedro.]
A mim, só interessa saber que modificações eles farão no setlist para justificar o interesse daqueles que já assistiram ao show duas vezes. Shadow of the Colossus, alguém?
Atualização importante em 11/06/2008: foi trazido à minha atenção por um leitor do Continue o fato de que este texto, publicado pela Suzana Bueno, é “praticamente uma tradução” do texto Are all videogames doomed to irrelevance?, do blog Controler Freak, cujo crédito não foi dado. Com o intuito de preservar a transparência que este blog sempre teve para com os seus leitores, quero informar que já dei uma “bronca” na Suzana — que disse que, “na pressa, simplesmente esqueci de linkar” — e agora estou aqui dando o crédito onde é merecido.
Fabio Bracht, editor e apagador de incêndios.

[Fabinho viajou, então estou tomando conta da Discussão, e decidi abri-la mais cedo pois o feriado vai ser longo, assim podemos fofocar mais intensamente (ui!). Créditos da imagem vão ao Platy, um de nossos comentaristas diários. Valeu!]
Se Laranja Mecânica, do gênio Stanley Kubrick, tivesse sido lançado hoje, em vez de em 1971, eu tenho certeza absoluta que ele seria aclamado pela crítica como um dos maiores filmes de todos os tempos, com o mesmo fervor e polêmica que causou trinta e poucos anos atrás. É uma obra de arte atemporal, tal como quadros de Leonardo da Vinci ou as igrejas medievais européias.
Mas peguemos Super Mario Bros. É um jogo impressionante, mas e se ele fosse lançado hoje, em vez de em 1985? Ele teria sido o fenômeno que foi há exatos 23 anos? Provavelmente não.

Olha eu aqui, escrevendo a minha primeira “Discussão de Fim de Semana”!
Sempre gostei dos tópicos abordados nessa coluna e mais ainda dos comentários e discussões que surgem na sua sequência. E agora o Bracht me deu a chance de começar uma eu também. E o tema de hoje, como o título já diz, é moda. Moda Gamer, para ser mais preciso. E não falo do estilista Karl Legerfeld ser DJ em Libert City, mas sobre o que nós, jogadores entusiastas de videogame, vestimos.
Parece um assunto frívolo, mas não é. Eu já trabalhei com Moda e antes que alguém faça um comentário engraçadinho, adianto que é um negócio sério e quando analisado de um ponto de vista acadêmico, descobre-se que a Moda apresenta uma profundidade antropológica e sociológica impressionante.
O DS não demorou nada pra ganhar uma revisão completa de design, ficando muito mais estiloso — e, por que não não dizer, mais “Applezístico”. O PSP, por outro lado, apesar de já ter nascido anos-luz à frente do primeiro modelo do DS em termos de beleza, só teve uma revisãozinha que visualmente nem se nota. Talvez você não ache que isso seja necessário, mas um maluco chamado Mat Brady acha. E já que a Sony não faz a mão pro cara, ele abriu o Photoshop e fez essa obra de arte sozinho.
Dois analógicos, tela deslizável (provavelmente de toque) com um teclado de smartphone por trás, máquina fotográfica Cybershot, tudo numa cor cinza bacanuda. Você compraria um PSP assim? Eu não tenho certeza… se pensaria duas vezes.
[via Meiobit Games]