Depois de muitos anos de promessas vazias, indas e vindas, encontros e desencontros, a Sony finalmente confirma a chegada da linha PlayStation ao Brasil. E não foi uma confirmaçãozinha qualquer, vinda da boca de qualquer zé ruela. O nosso país foi citado nominalmente no início da conferência da empresa como sendo o próximo destino da marca, na “fase 3″ do seu plano de penetração na América Latina.
É difícil de acreditar, sabemos. Por isso mesmo, alguns dos jornalistas brazucas que estão infiltrados na maior feira de games do mundo foram bater um papo com Mark Stanley, diretor-geral da Sony para a América Latina e tirar satisfações. Como, quando e por quê são perguntas que foram respondidas nas respectivas entrevistas feitas por Theo Azevedo e Odair Braz Junior no UOL Jogos e GameTV. Alguns trechos abaixo:
A pirataria é um problema global, mas parte da solução envolve educar o consumidor sobre os benefícios de adquirir o produto original. Porém, parte de nossa responsabilidade é tornar os games mais acessíveis.
Logo, tal qual estamos fazendo com o hardware, fabricar o software no Brasil diminuirá o preço final entre 20% e 30% em relação ao que é praticado atualmente. Este é o nosso objetivo.
–Mark Stanley, em entrevista ao UOL Jogos
Já é uma redução considerável, mas será suficiente para fazer os pirateiros saírem da ilegalidade? Duvidamos.
Vamos levar toda a biblioteca de jogos de todas as plataformas. Alguns que não são relevantes para o mercado brasileiro, como NFL e Futebol Americano devem ficar de fora. Mas quase tudo de nossa biblioteca estará disponível.
–Mark Stanley, em entrevista ao GameTV
Agora vai!
Podem parar de procurar, especular, lançar rumores, fazer apostas, macumbas e xingar a Sony. O próximo PSP foi confirmado, chama-se realmente PSP Go, e mesmo com boa parte do resto da equipe deste blog discordando de mim, eu digo: é BONITO!
Alguém deu uma olhada na edição de junho da Qore (revista online da PSN) antes dela chegar na PSN e SURPRESA! Uma das matérias é justamente sobre o pequeno notável da Sony.
Alguns vídeos já estão correndo o Youtube, e um deles você vê depois do continue.

E não é empolgante esta época, quando as novidades “pré-E3″ começaram a aparecer? A primeira da Nintendo é justamente Metroid Prime Trilogy, compilação dos três jogos da fantástica série de “first person adventure” da Retro Studios. O lançamento é um presentão para quem estava reclamando da demora de “New Play Control! Metroid Prime” (disponível há alguns meses no Japão) a chegar aqui: em vez de receber dois games por US$ 30 cada, os americanos poderão comprar em agosto as novas versões de Metoid Prime 1 e 2 MAIS o recém-lançado Metroid Prime 3 por US$ 50. Do the math!
Ficadica: se você não jogou algum desses jogos, mesmo que seja só um deles, já vale a pena comprar. Além de serem bonitos para os padrões atuais do Wii (lindos, se pararmos pra pensar) e serem jogaços – tanto em termos de intensidade quanto de longevidade — os novos controles possivelmente vão criar um novo feeling totalmente diferente da jogabilidade do GameCube, nem um pouco libertadora. E ainda que o level design não tenha sido pensado no controle do pointer como foi Corruption, o multiplayer de Metroid Prime 2 (só em tela dividida, pena) deve ganhar uma bela turbinada só pelo fato de não ser mais exclusivamente jogado através do “lock on”.

A Sony anda mal das pernas, essa é infelizmente uma realidade.
Ao conferir os números do ultimo ano fiscal da empresa, liberados esta semana, pode-se formar uma imagem mais concreta do que está acontecendo atualmente no lar da marca Playstation. O “vovô Highlander” PS2, que havia vendido incríveis 13 milhões de unidades em 2007, caiu vertiginosamente para somente 7,9 milhões em 2008. Já o PSP teve uma pequena alta de 2% nas vendas (13,8 milhões em 2007, para 14,2 em 2008), enquanto o PS3 vendeu apenas 1 milhão a mais em comparação aos 9 que havia conseguido no ano passado.
A empresa precisa de um power-up na lucratividade de seus produtos, e, com a E3 chegando, inúmeros rumores pipocam todos os dias na nossa grande rede.
Há algum tempo, tivemos a informação de que para cada console fabricado, a Sony ainda sofria prejuízo e então, cada vez mais, sou impelido a crer [Nota do Bracht: ui, ele é 'impelido a crer', que chique!] que apesar de não acreditar necessariamente nestas imagens, uma nova versão do PS3 vem por aí.
Faz sentido, afinal de contas a empresa japonesa tem o costume de lançar upgrades mais rentáveis e econômicos de seus produtos após algum tempo de mercado (vide PSOne, PS2 Slim ou o próprio PSP 3000), mas não coloco a minha mão no fogo por esta coisa ridícula que me lembrou um protetor de carter sem aberturas numa primeira olhada sem atenção.
Espero realmente que a Sony lance uma nova versão do console e que comece a lucrar bem com ele, para que então não fique tão aborrecida com o já consolidado terceiro lugar nesta geração.
Ah sim, e que ele não pese tanto…

Alguém precisa urgentemente bater lá na porta da Activision com o exemplar de qualquer livro que conte a história dos games. Eles parecem ter se esquecido que o espetacular crash da Atari em 1983 se deu em grande parte porque havia jogos demais no mercado, e muitos deles parecidos demais entre si. As pessoas não tinham dinheiro pra comprar todos, e logo perderam o interesse.
Por que eu estou dizendo isso? Porque a Activision acabou de anunci… não, vamos fazer o seguinte: chute. Quantos jogos musicais da série Hero (como em Guitar Hero) você acha que ela anunciou, todos para o fim deste ano? Três? Naaahh. Quatro? Quase.
Cinco.
Cinco jogos musicais, todos essencialmente iguais, todos potencialmente caríssimos, todos a serem lançados no espaço dos cinco ou seis meses finais de 2009. Praticamente um por mês. Alô, é da Activision? Oi, só tô ligando pra avisar que tem uma crise financeira rolando aí, as pessoas estão meio sem grana, manja? Não leva a mal. Ahan. Tá. Entendo. Beijo, tchau.
A Activision falou que vai lançar mesmo, não adianta. Tudo bem, depois não vem me mandar SMS dizendo que perdeu dinheiro, chorando que os analistas estão analisando que as pessoas perdem cada vez mais o interesse pelos joguinhos de simular instrumento musical. Eu liguei pra avisar.
(Só pra constar: os novos jogos são Guitar Hero 5 — sequência direta –, DJ Hero — cujo instrumento você vê na imagem acima — e Band Hero — um GH para retardados que não conseguem jogar “um público mais jovem e familiar” –, que completam cinco jogos quando a gente soma os já anunciados GH Van Halen e Smash Hits.)

Todo mundo tem o seu Beatle favorito (é, tem gente que gosta até do Ringo), e todos esses estavam com medo de não serem claramente representados em The Beatles: Rock Band, o jogo, o blockbuster, o empobrecedor de fãs. Afinal, todos os Rock Bands e Guitar Heroes até hoje só vieram com uma guitarra de cada vez. Seria a do Lennon ou a do Harrisson?
Bom, ninguém mais precisa ficar triste, porque as DUAS guitarra foram confirmadas. Como você vê acima, teremos tanto a Rickenbacker 325 quanto a Gretsch Duo Jet (não confundir com Gretchen Doa Jato*). O grande lance é que, para não encarecer mais o pacote que já vai ser um dos jogos mais caros da história (U$250), elas serão vendidas separadamente, ao preço de 100 George Washingtons — ou apenas um Benjamin Franklin.
E, só pra lembrar, o excelentíssimo baixo Höfner empunhado pelo canhoto Paul McCartney também foi confirmado, assim como uma bateria personalizadinha com acabamento perolado, característica do nosso amigo Starr. Eu só não sei bem o que vem na caixa e o que não vem. Ao que me consta, vem a bateria, o baixo e uma das duas guitarras, sendo que a outra você precisa comprar em separado.
Money can’t buy you love, alright, but you’ll need plenty to buy this game.
*Eu me supero em ser infame, diz aí.
Muita gente já sabe, mas não custa espalhar um pouco mais a boa nova: sabe aquelas capinhas de Wii Remote que já vêm junto com os Wiis mais novos, mas que muitos dos donos de consoles mais antigos não tem até hoje? Então, acontece que, mesmo elas sendo feias como o cão, são bem úteis e realmente melhoram o conforto do controle (sem contar a segurança contra quedas e arremessos). Vale a pena ter uma para cada Wii Remote.
Mas, como diriam no Twitter, comofas//
Como as “Wiimote Jackets” são itens de segurança, assim como as Wrist Straps, a Nintendo as distribui para todas as lojas darem de presente aos clientes. Mas, claro, as lojas daqui não recebem — por experiência própria, digo que é difícil até mesmo achar uma loja que saiba do que você está falando se você for pedir. A solução é pedir diretamente para a Nintendo of America.
Ganhar presentinho pessoal direto da casa do Mario parece até bom demais pra ser verdade, mas dizem que funciona. É só mandar um email pedindo educadamente, como a mamãe ensinou, que o Reggie manda direto para a sua casa — quantas você quiser/pedir/precisar. Maiores instruções sobre como escrever esses emails você encontra aqui.
Eu mandei, e já me responderam dizendo que vão mandar. Só ver se chega, agora.

Ok. Se recuperou? Ótimo.
Após chegar em casa de um exaustivo dia, entro no Twitter e eis que me deparo com uma notícia vinda direto do twitterfeed do Steam: este final de semana, a Orange Box estará com desconto de 66% no seu valor. Ou seja, tá dez doletinhas.
Agora, amiguinhos, analisem: Half-Life 2, um dos melhores shooters single-players – e, eu diria, uma das melhores histórias da história dos videogames – e suas duas expansões; Portal, o jogo de puzzles que revolucionou o gênero FPS (ou criou um novo, você decide) e a construção de vilões carismáticos e, é claro, Team Fortress 2, o vício de 40% da equipe do Continue, tudo isso pelo mesmo preço de um jogo indie no próprio Steam. E eu creio que, de tanto a gente falar desse último, você já está ficando bastante curioso.
O grande revés mesmo é ter que baixar a coisa toda, já que são uns bons gigabytes (mais as atualizações do TF2) que podem ser demais para a conexão da maioria dos leitores. Mas, pessoal, vale muito a pena. Team Fortress 2 é pra mim o melhor multiplayer online já feito, Half-Life 2 é uma aula de como fazer um shooter single-player não-imbecil com uma história surpreendentemente profunda, e Portal… é Portal. É, Portal é Portal.
Ah, eu amo a distribuição digital. Tá, saquem seus cartões de crédito/contas do PayPal e vão comprar logo.

Vocês devem ter visto alguns Sackboys por aí no mundo real. Os “oficiais” eram feios pra caramba. Os feitos por fãs eram muito mais interessantes. Mas você não podia tê-los.
Agora, finalmente, uma empresa resolveu lançar Sackboys que realmente parecem Sackboys: a Mezco Toys criou uma linha de bonecos articulados baseada no jogo, que será apresentada na próxima Toy Fair 2009.
Aproveitando os conceitos de Play e Create, um dos produtos é um sackboy branco, sem decorações, para que você mesmo crie um personalizado, igual pode fazer no jogo. O site fala ainda de acessórios e partes intercambiáveis. Além disso, outros modelos estão no forno, com várias expressões, todos altamente articuláveis e com 20cm de altura. Ou seja, bem grandinhos.
Se você acha que bonecos são coisa para criança ou meninas, pode usar um chaveiro, então. (No site fala que são puxadores de zíper, mas quem diabos compra puxadores de zíper?)
Infelizmente eles não são de pano, mas de vinil. Mas que são quase tão bonitinhos quanto os do jogo, ah, isso são!
[via LittleBigBlog]

As coisas mudam muito rápido nessa nossa amada indústria de jogos. Há poucos dias, nosso amigo Caio disse que Patapon2 seria vendido em formato digital nos EUA e região, e em UMD na Europa e Japão.
Esqueçam. Patapon2 só em distribuição digital. Ninguém vai ver o joguinho em UMD. Ninguém. Graças ao nosso amigo-leitor Farley, isso está esclarecido: o Caio estava certo. Shame on me…
O vice-diretor de Marketing da Sony disse que Patapon2 é um teste para verificar as preferências do público (ou seja: se vender bem, pode ser que a Sony aposente mesmo o UMD).
Porém, essa história de distribuição digital gera sempre muitas dúvidas e, no geral, a galera fica com o pé atrás. Eu fico, pelo menos. Mas parece que o pessoal da Sony fez a lição de casa e resolveu pensar na gente para esse lançamento.
O jogo vai custar U$19,90, baixável pela PSN. Mas você ainda vai poder ir na loja e comprar uma caixinha que vai vir com um voucher para baixá-lo. Primeira grande sacada da Sony: você vai poder re-baixar Patapon2 (sem trocadilhos) quantas vezes quiser ou precisar, sem pagar a mais por isso. O download fica gravado na sua conta da PSN. Como todos sabemos que cartões de memória não são dispositivos de armazenamento confiável, essa é uma ótima notícia.
Outro ponto positivo para Patapon2: para jogar no multiplayer basta que um dos jogadores tenha o jogo. Os outros baixam o cliente a partir do PSP que iniciou a partida, e todo mundo pode jogar sem ter comprado. Isso já acontecia com Starcraft, lembram? E é MUITO bom. Porém, baixar qualquer coisa da PSN tem um custo, e os carinhas devem ter pensado nisso. Imagino o seguinte diálogo alguns meses atrás nos escritórios da Sony:
- Se cada comprador de Patapon2 for baixá-lo de volta cada vez que for jogar, estamos falidos!
- Calma, pequeno incrédulo. Daremos a opção para que nosso querido consumidor possa fazer backup do jogo no seu computador.
- Mas… mas…
- Mas nada. Já pensamos em tudo. Ele baixa um programinha do nosso site e com ele pode fazer um backup. Obviamente que tomamos as devidas precauções para que esse backup não possa ser pirateado depois.
- …
Ou seja: re-download grátis, multiplayer com apenas uma cópia do jogo, e backup no computador. Honestamente, acho que o UMD está, mesmo, com os dias contados. Pelo menos para lançamentos, já que cortar o suporte à tecnologia não é muito a cara da Sony.
Um ponto negativo nisso tudo? Não vamos mais poder revender nossos jogos num futuro próximo.
[via Playstation Blog]