
[Nesta semana com gostinho de NES -- você já baixou Mega Man 9 no Virtual Console? -- o ninja André Breder fala da estréia do seu colega Ryu Hayabusa. Shuriken neles!]
O primeiro jogo da trilogia Ninja Gaiden no console de 8 bits da Nintendo foi lançado em 1988 no Japão e em 1989 nos Estados Unidos. Apesar da série Ninja Gaiden ter ganhado fama entre os gamers do Brasil somente a partir do segundo episódio, boa parte disso graças a divulgação deste jogo nas páginas da antiga e extinta revista Videogame, muitos destes jogadores procuraram depois pelo primeiro jogo da série Ninja Gaiden para saber como tudo começou.

[Qual retro-jogo o nosso camarada André Breder vai trazer hoje para nossa apreciação? Ei, volte aqui! Leia o parágrafo direito! Não adianta, esses fãs de Final Fantasy VII são muito ávidos para ler um simples parágrafo de introdução...]
O jogo que marcou o fim do elo, que antes parecia inquebrável, entre a Nintendo e a Square: Final Fantasy VII. De acordo com a criadora da série isso ocorreu por causa da insistência da Nintendo em continuar usando cartuchos no então próximo console da empresa, o Nintendo 64. Qualquer um que já tenha jogado Final Fantasy VII sabe que o game, cheios de vídeos em CG, não conseguiria ter todo o seu conteúdo em um mero cartucho. A mídia CD é muito maior que o hoje aposentado cartucho, e mesmo assim, Final Fantasy VII teve que ser dividido em três CDs, pois o jogo era realmente enorme…

[Esta semana, André Breder nos relembra de um dos meus maiores clássicos pessoais, o grande QuackShot -- que não sei como ainda não foi lançado no Virtual Console. Já que você vai desempoeirar aquele Mega Drive para jogar Pier Solar, aproveite para se aventurar com o Pato Donald também.]
O ano de 1991 foi realmente especial para os fãs do Pato Donald, que receberiam de forma praticamente simultânea três jogos para todos os consoles da SEGA da época: enquanto o Master System e o Game Gear ganharam o jogo The Lucky Dime Caper, o Mega Drive ganhou o espetacular QuackShot.
Os jogos de ação/plataforma eram febre na época, mas QuackShot conseguiu trazer boas inovações para o estilo, sendo um jogo até hoje considerado por muitos como um dos melhores já lançados para o Mega Drive. Uma grande diferença que este jogo trazia em relação aos outros do mesmo gênero era a questão de não ser um jogo linear, no qual o jogador deve simplesmente passar várias fases numa ordem pré-estabelecida.

[Depois de ceder uma edição da Retroatividade para o nosso amigo Adney Luís, que falou sobre Super Metroid na semana passada, André Breder retorna ao posto. Demonstrando o sempre ótimo timing, ele aproveita o hype em cima de Mega Man 9 para nos lembrar das origens do Blue Bomber.]
Lançado em 1987 para o NES, Mega Man logo se tornou um dos jogos mais aclamados do sistema de 8 Bits da Nintendo. Mesmo sendo à primeira vista mais um jogo de plataforma estilo “Super Mario Bros”, Mega Man trouxe muitas novidades interessantes.
A história do jogo é a seguinte: no ano 20XX, dois cientistas, Dr. Thomas Light e Dr. Albert W. Wily, desenvolveram oito robôs para ajudar a humanidade, fazendo trabalho pesado e em condições extremas que os humanos não agüentariam. Deram-lhes o nome de Robot Masters. Eles são: Mega (assistente), Roll (dona de casa), Cut Man (lenhador), Guts Man (operário), Ice Man (criado para trabalhar em lugares extremamente frios), Bomb Man (demolidor), Fire Man (incinerador) e Elec Man (trabalho em usinas de força). Quando o trabalho deles foi reconhecido pelo mundo, apenas o Dr. Light recebeu crédito. Dr. Wily enlouqueceu e quis vingança, roubando seis dos Robot Masters e os reprogramando para o obedecerem e ajudarem a dominar o mundo. Dr. Light então modifica Mega, seu assistente que ele cria como se fosse seu filho, e o transforma em um robô de batalha chamado Mega Man para salvar o mundo das loucuras de seu colega, Dr. Wily. [Nota totalmente não-sarcástica do Bracht: Fala sério, esse enredo é muito bom! Por que não fazem mais enredos assim hoje em dia?]

[Hoje a coluna Retroatividade, excepcionalmente, não foi escrita pelo nosso incansável leitor André Breder. Se você gostar deste texto, pode parabenizar o esforçado Adney Luís, pois a "culpa" é toda dele! E mais: se quiser ter o seu texto publicado aqui, é só entrar em contato e a gente vê se rola!]
Lançado para o Super Nintendo em 1994, Super Metroid revolucionava a série iniciada no NES. O terceiro capítulo da série (sucessor de Metroid II – Return of Samus, lançado para Game Boy) trazia ótimos gráficos, uma jogabilidade bastante fluida e, principalmente, trazia como grande inovação um imenso mundo a ser explorado nos seus mínimos detalhes.
Todas essas qualidades apresentadas resultaram em milhões de vendas dos cartuchos, aparições nas mais variadas listas de melhores jogos de todos os tempos e, o mais importante, a consolidação da série (e da sua personagem principal) no panteão da “Tríade de Ouro” da Nintendo, composta também por Mario e Link.

[Aproveitando a notícia do lançamento do modelo revisado de Master System, o nosso leitor André Breder nos mandou um tratado sobre um dos maiores e mais atemporais clássicos do console. Confira!]
Lançado para o Master System em 1988, Phantasy Star foi um jogo revolucionário para a sua época. Tudo nele estava muito acima dos RPGs lançados até então.
O jogo trazia uma história simples mas cativante, gráficos maravilhosos, músicas bacanas e acima de tudo, proporcionava muitas horas de diversão. Com tantas qualidades, não era preciso ser vidente para prever o que aconteceu: Phantasy Star conseguiu uma legião de fãs ao redor de todo o mundo, e foi o grande rival da série Final Fantasy, que na época era exclusividade da Nintendo.
[Depois da nossa semana extraordinária de cobertura da extraordinária E3 2008, que foi extraordinariamente extraordinária, voltamos à programação normal. Que, como você sabe, começa com a coluna Retroatividade do nosso amigo André Breder, toda segunda feira.]
Castlevania: Symphony Of The Night foi lançado no final de 1997 para o PlayStation, e é até hoje considerado o melhor Castlevania de todos os tempos por grande parte dos fãs. Com gráficos fantásticos, músicas orquestradas, jogabilidade muito bem feita, Symphony conquistou uma legião de fãs em todo o mundo. Muitos que nunca haviam jogado um jogo da série Castlevania se rederam ao universo cativante deste jogo.
Em 1998 sairia uma versão do jogo para Sega Saturn, com algumas áreas a mais e Maria Renard sendo uma personagem jogável (na versão original só é possível jogar com Richter Belmont e Alucard), mas ocorreram perdas gráficas, ausência de transparências e aumento das granulações, além de maiores loadings, fazendo com que a versão do Playstation continuasse sendo considerada a melhor.
[Com Street Fighter IV cada vez mais real, e os jogos de luta voltando aos holofotes, nada mais natural do que relembrar os bons tempos de pancadaria do maior clássico do gênero. Com vocês, André Breder em mais uma edição do Retroatividade!]
Não é surpresa para ninguém: Street Fighter 2 - The World Warrior foi sucesso absoluto! Lançado originalmente para os fliperamas no ano de 1989, este jogo se tornou um vício coletivo entre os jogadores do mundo inteiro, que chegavam a fazer filas pela oportunidade de jogar! Quem nunca ouviu falar em Street Fighter 2 simplesmente não é desse planeta, ou morreu antes que o jogo fosse lançado!
Após o estrondoso sucesso nos fliperamas, a Capcom tratou de fazer mais dinheiro ainda lançado o seu maior sucesso de todos os tempos para os consoles caseiros, que era um mercado que a cada ano se tornava maior e mais lucrativo. E o primeiro console doméstico a ser escolhido para ter uma versão do fantástico Street Fighter 2 - The World Warrior foi o Super NES! Para se ter uma idéia da importância deste jogo de luta da Capcom na época, basta saber que sua ida para o Super NES foi um dos principais motivos da derrota da SEGA (e seu Mega Drive) na batalha no mundo dos 16 bits! Para azar da SEGA, seu console só foi ter uma versão da série Street Fighter tardiamente, e sem obter o mesmo sucesso de qualquer versão lançada para o Super NES.
Sendo um jogo simplesmente revolucionário, Street Fighter 2 - The World Warrior trouxe para os gamemaníacos caseiros todo o prazer e diversão obtida nos fliperamas. A conversão da versão arcade para o Super NES foi ótima, e fez com que milhões de cópias do jogo fossem vendidas em todo o globo.

[O jogo desta semana na coluna Retroatividade não poderia ser outro senão o grande Metal Gear Solid, clássico absoluto do PSOne! André Breder põe todos os seus retrônios para funcionare nos entrega o seu maior texto até hoje. Não deixe de ler, afinal, você provavelmente ainda não tem MGS4 para jogar!]
A série Metal Gear, do gênio Hideo Kojima, já havia feito um certo sucesso nos computadores MSX e até mesmo no NES, mas foi mesmo no PlayStation que a série se tornou famosa no mundo inteiro, graças ao lançamento daquele que é considerado por muitos como o melhor jogo já feito para o console de 32 bits da Sony: Metal Gear Solid, um jogo surpreendente para a época em que foi lançado (1998), com ótimos gráficos 3D, trilha sonora excelente e com um enredo criativo maravilhosamente escrito. Em um adjetivo: cinematográfico.
O modo de jogo de Metal Gear Solid não era novidade para os fãs mais veterenos do trabalho de Hideo Kojima, mas para uma enorme quantidade de pessoas que só foram ter contato com um jogo da série a partir deste lançamento para o PlayStation, o esquema “ação/espionagem” seria uma grata surpresa.
[André Breder, o homem-nostalgia, nos traz mais um texto sobre um jogo que marcou época. O que será que ele vai aprontar na semana que vem?]
Em 1986, o primeiro jogo da série Castlevania lançado surge para o mundo no Famicon Disk System japonês, sendo portado para o NES americano no ano seguinte e logo se tornaria um dos jogos mais populares na época entre os viciados no 8 bits da Nintendo. Por causa da popularidade crescente do NES, muitos até pensam que Castlevania foi o legítimo primeiro jogo da série, mas antes dele a Konami havia lançado o jogo Vampire Killer para o computador doméstico MSX, no ano de 1986. [Nota do editor: Isso no Brasil e na Europa; no Japão Vampire Killer foi lançado alguns dias depois de Castlevania.]