
Passage é um jogo criado por Jason Rohrer e apresentado ao mundo no festival independente Gamma 256. Esse festival impõe algumas limitações técnicas aos desenvolvedores com objetivo de estimular a criação de novos conceitos e designs. Umas das limitações é que os jogos devem ter apenas 256 pixels de resolução e serem curtos, no máximo cinco minutos. Jason respeitou todas as regras e criou um jogo de exploração, limitado tecnicamente mas muito rico em conteúdo.
Em Passage o jogador deve explorar o seu mundo, apenas explorar. Sem muitas regras. Inicialmente pode até parecer sem graça explorar um mundo feito em resolução de 100×12 mas com o passar dos minutos o jogador entende a mensagem.
Eu vou explicar a mensagem após o continue, mas este — confie em mim — é um spoiler que você não quer ter antes de jogar o jogo. Portanto eu peço a você que baixe esta pérola de 90KB e gaste míseros cinco minutos da sua vida em um experiência que você provavelmente vai lembrar por muito tempo. Depois volte aqui pra gente conversar.

[Nota do editor: Além de ser dono do Oitobits, entusiasta de programação, apaixonado por desenvolvimento de games AND carpinteiro digital do Continue (quem você acha que mexeu no CSS do blog? Eu? Hahaha!), o Vinicius Silva agora vai escrever a coluna Quarta Indie aqui para nós. Toda quarta-feira um preview, review ou discussão sobre o mesmo tema: jogos independentes, saídos das garagens de pessoas criativas e sem grana do mundo inteiro. E começa agora. Foi!]
Aquaria é o mais novo título indie no mercado. O projeto, vencedor do Independent Games Festival de 2007, era aguardado por bastante gente no cenário independente.
O jogo se passa em um universo aquático, e o jogador controla Naija, uma espécia de sereia que tem a capacidade de soltar magias e usar canções que melhoram suas habilidades. Segundo os desenvolvedores, o jogador pode usar o mouse, o controle de Xbox 360 ou o teclado para movimentar Naija. Eles destacam o sistema intuitivo que fizeram para o uso do mouse, permitindo total controle do jogo.
O que mais me impressionou nos vídeos e screenshots foi a qualidade da arte. Os sons e imagens são fantáticos! A ausência de uma HUD aliada com a qualidade da arte faz com que o jogo pareça um quadro em movimento.
É fantástico pensar que um jogo tão refinado é trabalho de apenas duas pessoas. A Bit Blot é composta somente por Derek Yu e Alec Holowka, figuras conhecidas no cenário independente. Segundo o site da produtora o jogo começou a ser desenvolvido em 2005 e foi lançado (somente na internet) recentemente ao preço de U$30, o que eu acho justo pelo nível do trabalho. Afinal, tem gente por aí que já gastou duas ou três vezes esse valor em jogos do Virtual Console ou da Live Arcade.
Dê um pulo no site oficial do jogo, baixe o demo para Windows e confira você mesmo o que dois apaixonados pelo desenvolvimento de jogos podem fazer. Se não ficou com vontade de fazer isso até agora, o vídeo e as telas abaixo provavelmente vão te fazer ficar.
E se gostar, considere seriamente incentivar comprando o jogo. Acredite, esses caras fazem coisas fantásticas e precisam muito mais da ajuda dos jogadores do que esse povo que lança jogos com nomes de algum esporte qualquer seguido pelo ano de lançamento.