Atrasei, tive vários imprevistos e adiei assunto, mas aqui estamos nós de novo, rumando ao PC Bacana!
Essa semana vamos falar sobre os monitores, as maravilhosas janelas por onde a gente vê o mundo digital. Monitores são um problema sério, pois se você escolher o errado poderá ter problemas tanto nos jogos quanto fisicamente. Vamos às comprasao guia depois do continue!

No penúltimo artigo, eu falei sobre jogos indie que chegaram ao grande mercado. Casos americanos e europeus. Mas há outro caso ainda, um caso que eu não poderia me esquecer ao falar sobre jogos independentes que chegaram ao mercado de massa. Ao menos não ao falar sobre isso em um blog brasileiro, já que é um exemplo claro de que não, não é só lá fora que você pode perseguir seu sonho de conseguir partir do desenvolvimento independente e chegar às mãos das multidões.
Você conhece a MDev? A menos que seja realmente aficcionado pelo assunto de desenvolvimento de jogos no Brasil ou fanático por conteúdo para celular, é provável que não. Mas você vai ficar sabendo sobre ela e algumas coisitchas mais, após o continue.

Dez edições. Contando com os que você vai jogar hoje, são trinta webgames que apresentamos aqui nas últimas dez semanas. Trinta idéias originais (algumas menos, outras mais), trinta frutos do tempo investido por algum apaixonado por games ou pequeno estúdio independente, trinta maneiras de passar alguns minutos do seu dia e de manter a cabeça fresca com mecânicas simples e que não dependem de três botões e uma puxada de direcional analógico só para recarregar uma arma.
E o mais legal é que esses trinta jogos apresentados nessas dez edições para as quais eu me permito fazer uma pequena comemoração… não são nada. Em breve estaremos na edição trinta (com noventa jogos apresentados), então na 50 (com 150 jogos) e quem sabe um dia chegaremos na edição 150 (com 450 jogos). Falta pouco, falta pouco.
Mas uma semana de cada vez, certo? Então curta os joguetes de hoje, dedicados aos maníacos obsessivos que ficam repetindo para si mesmos “só mais uma jogadinha, só mais uma jogadinha…”

Os monitores ficam pra semana que vem, pois esses dias rolou uma polêmica que vai ser legal discutir com vocês um pouquinho.
Nesse mês rolou um evento bem legal, que todo mundo conhece e que fez meus chefes viajarem pra São Francisco e me deixar aqui morrendo de inveja! Lá rolou uma entrevista com um cara super influente no meio PC-ático: Peter Molyneux, ou pra quem não conhece, o cara por trás de Black & White, Dungeon Keeper, Fable e Theme Park.
Ele fez alguns comentários interessantes sobre o estado dos jogos de PC no atual paradigma midiático-gamístico mundial: primeiro, ele diz que embora todo mundo tenha um PC em casa, ninguém compra softwares. Sem dúvida, considerando que 99% da população mal sabe o que é Ctrl+Alt+Del, é justificável. Fora que em PC ainda está bem difícil controlar a pirataria, e acho muito pouco provável que comecem a usar coisas como chaves iLok para programas tão populares quanto os jogos.
Menos vendas, menos lucros e menor vontade de portar jogos dos consoles para os PCs. Antigamente era muito comum ver jogos só sendo lançados para PC, mas hoje você pode contar nos dedos da mão quantos são realmente exclusivos. Outro problema também é que não há um “representante do PC” extremamente forte que convença os fabricantes a darem exclusividade do PC às suas superproduções. Afinal, quem tem mais influência, uma Microsoft e seu reinado de Xbox 360 ou a nVidia?
Vou lhes contar a minha situação: ontem fiquei até 10 horas da noite no trampo pra conseguir fechar o pacote de celulares para os quais estamos portando um jogo. Não rolou, aí hoje acordei tarde, chego atrasada e já tem 4 celulares na minha mesa. Pra vocês terem uma idéia, normalmente se testa uns 4~6 celulares por dia. Hoje vou ter que fazer esses 4 só na parte da manhã, ou seja, até meio dia.
Vim aqui para duas coisas:
Peço desculpa a todos esses leitores fofos e gente boa, mas tá foda! Semana que vem eu volto com força total porque facul = fazer nada. Mas eu juro, a coluna sai hoje.
Vocês já leram sobre o IGF em uma Quarta Indie, e portanto já conhecem a importância desse super evento, não é mesmo? Pois bem, na última quarta-feira (é, eles também curtem quartas indies!) foram anunciados os vencedores da décima edição do evento. Entre os ganhadores estão alguns favoritos do pessoal daqui do Continue, como vocês podem conferir:
Excelência Técnica:
Se você tem acompanhado essa coluna, esse nome não lhe será estranho, já que falamos dele em um artigo anterior, sobre o projeto Experimental Gameplay Project. A idéia do jogo consiste em construir estruturas feitas de Goos (que, segundo o autor do jogo, não sabem que estão em um jogo. Ou que são deliciosos). Para quê? Bom, nos seus projetos iniciais, Tower of Goo e Tower of Goo Unlimited, a idéia era tão simples quanto tentar fazer a maior torre de Goo que você conseguisse sem deixar que a estrutura começasse a cair. No seu projeto “real”, World of Goo, que será lançado para PC, Wii, Mac e Linux, seus objetivos podem ir desde atravessar um abismo, escapar da língua de um sapo gigante e girar engrenagens, entre outras bizarrices, como você pode conferir nesse vídeo.

Acho que os dois gêneros de webgames mais prolíficos são os point-and-click no estilo “escape the room” e os puzzles. Talvez por não exigirem programações chatas de colisão de objetos ou aqueles enredinhos que justificam qualquer jogo de ação meia-boca, e provavelmente por se sustentarem em qualquer boa idéia, os puzzles casuais existem aos montes. E muitos são realmente bons.
Essa semana eu trago três até vocês. E são tão diferentes entre si que eu tenho certeza que você vai gostar ao menos de um.
Semana passada eu disse que deixaria seu ortopedista mais feliz. Infelizmente não posso te convencer a fazer mais exercício, comer mais salada ou ir catar umas mulheres (sexo gasta calorias que é uma beleza!), mas posso ao menos tentar fazer você melhorar o seu ambiente PC-ático.
Vamos às dicas!

Todo indie sonha em, um dia, ter seu jogo distribuído para o maior número possível de pessoas. Um verdadeiro desenvolvedor independente não tem aquele pensamento elitista de querer que seus jogos sejam “cults” e “obscuros”, não se engane — ao fazer um jogo, um dos maiores desejos de quem o faz é ver as pessoas jogando-o e gostando de jogá-lo. Hoje vamos falar de alguns desenvolvedores que conseguiram ampliar a distribuição de seu jogo através de contratos com grandes empresas do ramo. Desenvolvedores que começaram com uma mão na frente e outra atrás, movidos essencialmente pela sua paixão pelo assunto, e hoje trazem grandes experiências de diversão e magia para todos os que quiserem tê-las.

Com um dia de atraso, o Joguetes de hoje chega com dois jogos que impressionam pelo acabamento, interface e qualidade gráfica… e um que impressiona pela completa e intencional falta dessas coisas todas.
E para tentar evitar mais atrasos, tirei um tempinho hoje pra montar uma pasta de favoritos no Firefox com trocentos mil jogos para eu escolher quando estiver com pressa. Vamos ver se adianta.
O joguetes de hoje, depois do continue.