
Não, o blog não morreu. Eu e o Lef é que tivemos dias difíceis coincidentes, de modo que ontem ninguém pôde escrever uma letra. Acontece. Mas hoje, pra compensar, estréia uma coluna nova, escrita em conjunto por mim e o colega Claudio Prandoni — mundialmente famoso pela sua coluna Pixels Mortos. É a Brawleando!
Como nós temos jogado Smash Bros. Brawl online praticamente todos os dias, achamos que poderíamos compartilhar um pouco de conhecimento com os leitores. A idéia é falarmos a cada semana sobre um personagem e uma arena, citando suas particularidades e modo de jogar com cada um. Como nós claramente não sabemos jogar bem com todos os personagens, você está convidado a participar como leitor convidado, caso saiba com alguém que a gente é prego cego. Tipo o ROB.
Pense nesta coluna como um “detonado à prestação”. E hoje, como pagamento da primeira mensalidade, Mestre Pranda disserta sobre o lento, mas estupidamente forte Ike, enquanto eu falo um pouco sobre uma das minhas arenas favoritas, a Hanenbow.

Neste primeiro de abril, como você já sabe, o blog americano Destructoid pregou uma peça mais digna de Halloween, aquele esquema bem gostosuras ou travessuras. No caso, só travessuras. Os caras trocaram de nome e de URL, passaram a ser o Foxtoid News, em uma clara tiração de sarro desmedida e sem medo de ser feliz ao canal/site de notícias mais anti-gamer dos EUA. Boa parte das vezes que Jack Thompson, o advogado mais querido dos games, apareceu falando groselha na televisão livremente, como se entendesse grande porcaria, foi no Fox News.
Como quem nem sabe da possibilidade de uma ação judicial, o pessoal do site postou um dia inteiro de notícias falsas, absurdas, muitas vezes sem sentido, fazendo-se passar (ainda que claramente de brincadeira) pelo preconceituoso site. As notícias falsas e preconceituosas do Foxtoid News eram de brincadeira, mas também uma carta aberta de repúdio ao modo real com que a Fox News trata os games e a cultura gamer em si, por consequência.
Conversando com o Prandoni, meu grande amigo e valioso colega, companheiro de madrugadas insones de trabalho e discussões filosóficas — e de partidas emocionantes de Brawl online –, descobri que ele achou que aquilo claramente passava dos limites. Ele havia acabado de falar brevemente sobre o fato no Hadouken. “Dá pra evoluir numa questão mais profunda sobre ética jornalística e o dever da informação e outras coisas chatas de aula de faculdade”, disse o graduado rapaz.
Se ele talvez quiser enveredar o assunto por esse lado, ele que fique à vontade. Eu não vou.
O que eu quero é perguntar a você, meu absurdamente estimado leitor, qual a sua opinião sobre a coisa toda. Eles passaram dos limites? Se algo parecido com isso tivesse acontecido aqui no Continue (ou, sei lá, no Finalboss ou no Outer Space), você teria achado interessante ou não iria gostar? Um blog que assume um teor jornalístico, de compromisso com os fatos e a informação, precisa necessariamente adotar uma postura séria e rígida, nunca se permitindo uma “molecagem” como essa?
No Jornalismo de Games, você dá mais importância à palavra jornalismo ou à palavra games?
Salve, leitores do Continue!
Ritmo de festa Super Smash Bros. Brawl? Eu estou. E o Bracht também. Ou ao menos estava até ter o traseiro espinhudo dele ser chutado repetidas vezes pelo meu trio parada dura (elfo orelhudo, guerreiro do emblema ígneo e agente com nome de animal peçonhento). Ok, ele me chutou um pouco também. Está aprendendo, o garoto.
Assim, hoje na Pixels Mortos falarei de Dead Phoenix, um jogo que mais ou menos tem a ver com Smash Bros. Brawl — mas pensando bem, que jogo não tem?

Já faz mais de um ano que a nossa amiga nVidia lançou sua fabulosa e revolucionária série 8, que mudou totalmente a nossa experiência de jogar no PC. Suas placas mid-range como a GeForce 8600GTS (~650 reais) rodam jogos tão primorosamente quanto vários modelos da série 7 que custavam uns 2000 reais. Minha 8600GT roda jogos como Oblivion no máximo com um framerate bem razoável (só em cenas fora de cidades e cavernas eu preciso desligar detalhes e sombras em grama, mas também a grama daquilo é chutar o balde!) e Bioshock também rodou super redondinho, no máximo dos gráficos (nesse não tem grama, ufa!) e tudo isso por apenas 350 reais!
Passou-se um ano e meio (nem parece), e para não ficar atrás da “nova temporada”, mesmo apesar de ainda estar totalmente na frente na corrida das placas de vídeo (pra quem não se lembra, a última da ATI foi meio… meh e a maioria dos gamers ainda não retomou a confiança nas placas vermelhas, fazendo da GeForce a marca de placas de vídeo mais vendida no mundo), lançou uma nova série com o objetivo de desbancar a sua série 8 e convencer as pessoas que sim, elas deveriam gastar seus 800 dólares de novo.
E aí, como estamos de segunda-feira? Tudo em cima?
Hoje eu resolvi cortar a enrolação inicial! Vamos direto ao que interessa, depois do continue.

Quando pensei em fazer esta coluna semanal de discussão, a minha primeira preocupação foi: “e se chegar um sábado em que eu realmente não conseguir pensar em nenhuma discussão para propor?” Minha cabeça não é um poço sem fundo de idéias e temas capazes de gerar debates construtivos e provocadores. Mas hoje, após ter escrito já um bom número de Discussões de Fim de Semana, eu percebo: muitas vezes a melhor pauta não é aquela que você propôs, é aquela que foi proposta a você.
Essa semana, durante a minha navegação básica atrás de notícias e informações, eu me deparei com um texto que me propôs uma ótima pauta. Após o continue, eu a proponho a você, já ansioso pelos comentários que se seguirão. Hoje o papo vai ser bom.
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* Não, a coluna não morreu. Aqui, apenas os pixels se encontram em tal estado de putrefação. Perdão pelo atraso inadmissível. Assim sendo, um texto com boa pitada de fan service pra agradar…
Impelido pelo arroubo nostálgico do Bracht, decidi abordar nesta edição da Pixels Mortos a dupla de remakes de Chrono Trigger que estavam sendo produzidos.
Sim, dois.
Geralmente, apenas o Resurrection é lembrado, mas havia também o Remake Project. Ambos partilhavam de premissas parecidas: releituras tridimensionais utilizando ferramentas de Unreal. As duas iniciativas tristemente interrompidas por uma atitude pouco amigável da Square Enix que não apenas afundaram os dois promissores projetos, como também fizeram a péssima piada de mau gosto de acender uma fagulha de esperança nos ávidos (e abandonados) fãs da série Chrono.
Enfim, sem mais delongas…

Chegou a hora de processar! Seu PC novinho em folha precisará de um processador, pois não será você quem fará os milhões de cálculos por segundos necessários para rodar seu joguinho favorito. Mas… qual? Como? Quanto? Quantos? Clique no botão Processar acima, curta o flash criado pelos caras geniais do Desencannes, e bora pras dicas da semana, que chegam atrasadas mas chegam! (more…)

[Este texto é uma republicação. Ele saiu originalmente no meu blog anterior, o 16-BIT, no dia 09/02/2007, sob o título "Quando eu for multimilionário". Mas casa tão bem com o tema desta coluna sem periodicidade que eu achei apropriado postar novamente e ver o que vocês acham da idéia.]
Jogando Rogue Galaxy, eu finalmente dicidi o que eu vou fazer no dia em que eu me tornar um multimilionário excêntrico: eu vou fazer uma rápida pesquisa no Google, descobrir exatamente o quanto foi gasto na produção de games como Final Fantasy XII, Dragon Quest VIII, Blue Dragon e do próprio Rogue Galaxy, aí vou pegar esse valor, multiplicar por dois (talvez até por três ou por quatro, dependendo do quão multimilinário — e do quão excêntrico — eu for) e vou DOAR para a Level 5 e para a SquareEnix. Mas com uma condição: elas vão ter que usar essa grana para fazer um remake de Chrono Trigger.
Mas não vai ser um remake qualquer. Não, porque eu vou ser o co-diretor. Eu vou comprar uma casa próxima ao estúdio onde o remake será feito e vou ficar lá do início ao fim da produção. E vou dar idéias, muitas idéias, que terão que ser seguidas. Eu já tenho até uma lista do que vou exigir:

Sim, atrasamos um dia. Eu culpo o Sonic Unleashed, que ganhou a apertada vaga de “post a ser escrito na madrugada de domingo para segunda”. Como ninguém reclamou (apenas Platy manifestou ciência de que a coluna não havia ido ao ar), já sei que posso atrasar mais vezes.
Essa semana marca também a primeira vez que eu coloco um jogo enviado por leitor. Foi o Homero. Oi, Homero! Ele entrou ali na página de contato, escolheu a opção “Sugestão” e mandou um link, dizendo que era uma sugestão de joguete, aí eu li, joguei, achei que cabia na coluna e tô postando. Grande coisa, né? Ah, eu acho bacana. Sempre acho bacana quando vocês comentam e participam. Então façam mais isso.
Agora aproveitem os nossos Joguetes da semana, cuidadosamente selecionados pela nossa equipe de quinze ouriços azuis antropomórficos e sete encanadores italianos e meio.