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Laughing all the way to the bank

Archive for the ‘Discussão de Fim de Semana’ Category

Eu não sei como é com vocês, mas eu não tenho tanto tempo quanto gostaria para jogar videogame. Quando era pequeno, o mundo era mais simples e livre de responsabilidades. Chegava o fim de semana, era hora de passar na locadora: meu pai pegava uns filmes, e meu irmão e eu alugávamos um jogo cada um. E assim tinha algumas horas do sábado e do domingo para me divertir com o bom e velho Nintendinho. Nas férias de julho, nas quais eu não viajava, passava a semana toda debulhando joguinhos em frente à televisão. Minha mãe tem fotos da gente jogando Punch Out! e Battletoads, no verso das quais está escrito “Férias de Julho de 1990″.

Saudosismo inútil? Nostalgia inglória de dias mais simples? Talvez. Mas servem para ilustrar o ponto que gostaria de discutir nesse fim de semana.

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  • Os jogos eletrônicos são uma mídia nova, sim, mas já não tanto. Os primeiros jogadores já têm filhos há tempos, talvez até netos, e mesmo muitos dos que chegaram um pouco atrasados à festa — lá pelos idos dos 8 ou 16 bits — já têm seus rebentinhos torrando a paciência para pegar num controle. Ou seja, jogatina entre pais e filhos já não é nenhuma novidade.

    Neste que é o primeiro dia dos pais da história do meu filho (o Continue! :P), aproveito a discussão de fim de semana para perguntar a vocês: como é sua relação pai/filho/game? Se você é um papai, quais jogos gosta de jogar com o pequeno (ou pequena)? Quais não deixa ele jogar? Quais gostaria mais que ele jogasse? Você acha que os jogos desempenham um papel relevante na educação da criança?

    E se você é filho de pai gamer, como é a experiência de jogar com o velho? Quais jogos vocês já detonaram juntos, quais ainda pretendem detonar?

    Mal posso esperar para ouvir as histórias de vocês.

    Quanto a mim, não tenho nada para compartilhar sobre esse assunto. O mais próximo de um filho que eu já tive é a minha gata Zelda, e o mais próximo de um videogame que o meu pai chegou foi meia partida de boliche no Wii ano passado. Mas tem um jogo que eu já separei na estante para jogar com o meu futuro mini-me: Viva Piñata. É.

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  • (Ratatouille) [bb]

    Pode acontecer de alguns não gostarem do que eu vou fazer agora, classificarem como preguiça ou qualquer outra coisa, mas eu vou fazer porque me deu vontade. Não é assim que funciona um blog, afinal?

    Eu tenho um assunto na manga, mas ele vai ficar para semana que vem — se ainda for relevante. Hoje o Fabio “Fabão” Santana publicou no seu blog, talvez não por coincidência, um ótimo debate. Qual a serventia dos críticos de games? Para que serve aquele carinha que senta na frente do computador, batuca num teclado suas opiniões sobre um jogo durante alguns minutos e depois publica, crente que serviu para iluminar a vida de alguém? Falar sobre reviews/resenhas/análises/criticas é falar sobre um dos meus assuntos favoritos.

    Portanto, não vou fazer o que eu costumo fazer sempre — pegar o gancho de outra discussão e trazê-la para cá. O que eu proponho dessa vez é que todos nós cliquemos aqui e comentemos . Por quê? Primeiro porque lá o assunto já foi lindamente iniciado, e seria ideal que lá mesmo ele se desenvolvesse. Segundo porque, por mais que eu queira fazer do Continue o maior e melhor blog de games do Brasil, eu nunca vou cometer o erro de achar que somos o único blog que você pode gostar (razão pela qual não poupamos links por aqui). E terceiro porque eu acho uma puta injustiça que nós tenhamos mais de 500 assinantes de feed, enquanto o Fabão — que põe num post a qualidade que a gente se esforça ara alcançar em uma semana de posts — não tenha nem 50 (ainda). As nossas Discussões de Fim de Semana costumam ter quase 40 comentários, então eu quero ver esse número de gente comentando lá no Gamer LifeStyle.

    Go and make me proud.

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  • Videogames podem mudar a sua vida?

    Créditos da imagem: Easy Skywalker @ Flickr

    Outra noite estava eu indo para casa quando me encontrei com um amigo de longa data. Vamos chamá-lo de Piuí, para preservar sua identidade. Cara esperto, inteligente, produtor de vídeo. Conversa vem, conversa vai, acabei puxando um assunto que foi discutido aqui no Continue tempos atrás. A questão da longevidade dos games. E levamos o tema para outras mídias, como a música e o cinema. Lá pelas tantas, ele falou uma coisa que me perturbou:

    “Filmes, videogames… é tudo entretenimento. E isso não muda a vida de ninguém.”

    Será que não? Tudo bem, é só um jogo. É um hobbie. Uma diversão. Tem quem diga que é uma válvula de escape das pressões do cotidiano. E há aqueles que enxergam os games como um estilo de vida.

    Mas será que eles não são mesmo capazes de mudar as nossas vidas?

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  • [Fabio Bracht está com medo. A conexão de internet dele está engasgando o tempo todo, e fazia tempo que isso não acontecia. Por isso, aliás, que este texto não entrou ontem, conforme seria apropriado.]

    Eu sinto que essa semana já tivemos uma DFDS, só que na quinta-feira. O que começou como um simples post “enche-linguiça”, cujo único propósito era divulgar mais uma enquete — visto que as anteriores sempre demoravam para juntar um número de votos que me deixasse satisfeito –, acabou virando uma ótima conversação sobre quais blogs cada um lê, não lê e recomenda. Mais de uma pessoa veio até mim agradecer pelo post (como se o mérito fosse meu), já que graças a ele acabou descobrindo vários outros blogs legais.

    Então, já que vocês gostam tanto de blogs, vamos discutir algumas outras pequenas questões sobre ele.

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  • odeiocontroleamovc.jpg

    O dia dos namorados foi quinta e o aniversário da minha namoradinha (oi, querida!) foi ontem. Sendo assim, não consigo pensar em nada muito diferente disso para discutir aqui com vocês — mas isso não significa que o assunto seja chato.

    Muito pelo contrário, muitas vezes é legal dar um tempo nas grandes discussões filosóficas e acaloradas e simplesmente contar alguma história, um causo, e ouvir os outros contarem as suas.

    Então lá vai: a proposta da discussão de hoje é contar uma história que envolva games e a sua, ou seu, namorada, ou namorado. Ou esposa/marido. Ou a/o namorada/namorado de outra pessoa que você conheça. (Caralho, quem foi que determinou que a língua portuguesa precisa diferenciar masculino de feminino em tudo?)

    Como a sua pessoa especial começou a jogar? Há um jogo em que ela seja infinitamente melhor do que você, apesar de ser n00b em todos os outros? Ou ela simplesmente odeia o seu hábito de jogar e isso já rendeu alguma história digna de ser contada? Você já filmou ela rebolando no Wii Fit e colocou na internet?

    Eu tenho várias, mas vou contar três aqui só pra fazer a coisa andar. Depois do continue.

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  • I feel good!

    Uma das coisas que mais me fez pensar essa semana foi um post que eu publiquei na segunda. Aquele do flash demo do Boom Blox. Ele me fez lembrar de um texto que eu li ano passado no Gamasutra, chamado “Game Feel: The Secret Ingredient“.

    (Aliás, fica a dica: para quem gosta de textos mais “cabeça”, discutindo vários aspectos dos games além da diversão, o Gamasutra é um bom site para se acompanhar.)

    O texto foi um dos mais marcantes que eu já li, porque toda santa vez que eu jogo um jogo realmente bom, eu lembro dele. Basicamente, ele trata daquele elemento X, aquela mágica, aquele ingrediente secreto que os bons jogos têm e se diferenciam por isso. Quantos jogos de plataforma 3D você já jogou? Muitos, aposto, e também aposto que a maioria é bem mais moderna do que o clássico Mario 64. Mas ainda assim, muita gente ainda hoje considera Mario 64 um dos melhores do gênero, senão o melhor. Por quê? Segundo Steve Swink — o autor do texto –, porque, em Mario 64, a Nintendo acertou o “feel” do jogo.

    A tradução de “feel”, para quem não sabe, é sensação. Mas que sensação é essa?

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  • Atualização importante em 11/06/2008: foi trazido à minha atenção por um leitor do Continue o fato de que este texto, publicado pela Suzana Bueno, é “praticamente uma tradução” do texto Are all videogames doomed to irrelevance?, do blog Controler Freak, cujo crédito não foi dado. Com o intuito de preservar a transparência que este blog sempre teve para com os seus leitores, quero informar que já dei uma “bronca” na Suzana — que disse que, “na pressa, simplesmente esqueci de linkar” — e agora estou aqui dando o crédito onde é merecido.

    Fabio Bracht, editor e apagador de incêndios.

    laranjamote1.jpg

    [Fabinho viajou, então estou tomando conta da Discussão, e decidi abri-la mais cedo pois o feriado vai ser longo, assim podemos fofocar mais intensamente (ui!). Créditos da imagem vão ao Platy, um de nossos comentaristas diários. Valeu!]

    Se Laranja Mecânica, do gênio Stanley Kubrick, tivesse sido lançado hoje, em vez de em 1971, eu tenho certeza absoluta que ele seria aclamado pela crítica como um dos maiores filmes de todos os tempos, com o mesmo fervor e polêmica que causou trinta e poucos anos atrás. É uma obra de arte atemporal, tal como quadros de Leonardo da Vinci ou as igrejas medievais européias.

    Mas peguemos Super Mario Bros. É um jogo impressionante, mas e se ele fosse lançado hoje, em vez de em 1985? Ele teria sido o fenômeno que foi há exatos 23 anos? Provavelmente não.

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  • Biito!

    Olha eu aqui, escrevendo a minha primeira “Discussão de Fim de Semana”! :D

    Sempre gostei dos tópicos abordados nessa coluna e mais ainda dos comentários e discussões que surgem na sua sequência. E agora o Bracht me deu a chance de começar uma eu também. E o tema de hoje, como o título já diz, é moda. Moda Gamer, para ser mais preciso. E não falo do estilista Karl Legerfeld ser DJ em Libert City, mas sobre o que nós, jogadores entusiastas de videogame, vestimos.

    Parece um assunto frívolo, mas não é. Eu já trabalhei com Moda e antes que alguém faça um comentário engraçadinho, adianto que é um negócio sério e quando analisado de um ponto de vista acadêmico, descobre-se que a Moda apresenta uma profundidade antropológica e sociológica impressionante.

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  • Pirataria

    Todos vocês já leram o ótimo texto do AyPyCy sobre pirataria publicado esta semana, certo? Muitos, além de ler, fizeram questão de comentar, e nisso saíram altos comentários super pertinentes e exemplares. Por isso hoje eu acho apropriado trazer duas novas discussões baseadas naquela. Ainda sobre pirataria, porém mais específicas.

    São dois pontos sensíveis, portanto estou ansioso para conhecer a opinião de vocês.

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