
Ela está chegando. Ela praticamente já está entre nós. A terrível maldição de fim de ano, a nós rogada pelas demoníacas e sanguessugas publishers e sua gana insaciável por separar os gamers de suas economias nos últimos três meses do ano.
Nada mais pode explicar o fato de Fable 2, Dead Space, Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, Left 4 Dead, Chrono Trigger DS, Mirror’s Edge, Prince of Persia, Fallout 3, Gears of War 2, Guitar Hero World Tour, Rock Band 2 e tantos outros games neste período tão apertado e conturbado que compreende do finalzinho de Setembro até o meio de Dezembro. E digo “tantos outros” porque aqui eu estou citando apenas os que eu pensaria em comprar se tivesse todo o dinheiro e tempo do mundo — se tivesse um PS3, poderia acrescentar com certeza LittleBigPlanet e talvez Resistance 2.
Simplesmente não há dinheiro para tudo isso — e mesmo se houvesse, não haveria tempo hábil. Nem mesmo se considerarmos o marasmo dos meses seguintes (praticamente nada de muito bom é lançado usualmente nos primeiros quatro meses do ano, a exceção foi Smash Bros Brawl este ano). Mas o que eu quero aqui não é reclamar. Se você quiser ler um bom texto sobre a estupidez deste fenômeno tão natural no nosso mercado, recomento este aqui.
O que eu quero é perguntar a você: qual é o seu plano de ação para este fim de ano? Considero óbvio que você quer mais jogos do que o seu dinheiro e/ou tempo vai permitir adquirir/aproveitar, de modo que você com certeza tem uma estratégia. “Compro primeiro este e talvez este, aí quando entrar 2009 já posso pensar em pegar este e quem sabe este”. Neste caso, qual o seu plano e quais os games que você pretende pegar assim que possível?
Acho uma boa conversa de caixa de comentários (equivalente online e não-alcoólico para conversa de mesa de bar), sem contar que me dará uma boa compreensão de quais são os jogos mais esperados pela coletividade dos leitores do Continue.
Na tentativa de ser um bom anfitrião, começo eu: gostaria de pôr as mãos em todos os citados no segundo parágrafo, mas na total impossibilidade de algo assim acontecer, arredondei as minhas prioridades para três. o novo Banjo-Kazooie, Mirror’s Edge e Fable 2. Como este último é o primeiro a sair (daqui a meras duas semanas e dois dias), espero conseguir comprá-lo o quanto antes. Depois, no meio de novembro (dias 11 e 14), saem os outros dois. Tiro dinheiro sabe-se lá de onde para comprar Mirror’s Edge e aí, se tudo der certo, o pingadinho do Google AdSense já chegou a 40 dólares (já estou com 34!! :P) e eu mando bala no Banjão. Cabou minha alegria: o AdSense só me paga quando eu tiver 100 dólares pra receber. Bom, vou guardar pra comprar Duke Nukem Forever.
Então, se a namorada achar que eu mereço mais um no natal… *pisca pisca cutuca cutuca sorri sorri*
E você, o que vai fazer?

Que tal um assunto levinho essa semana?
Bom, eu tenho jogado muito, MUITO multiplayer ultimamente. Basicamente Team Fortress 2, mas também muita coisa offline. Sempre que encontro algum amigo com DS a gente já saca as maquininhas e coloca o wi-fi pra trabalhar. Normalmente ao sabor de Mario Kart DS, o multiplayer universal (todo mundo tem, todo mundo sabe jogar).
Além desses, tem dois jogos inusitados que eu venho curtindo em pequenas doses de multiplayer: Braid e Spore. É que esses estão sendo jogados pela namorada, e eu sinceramente considero uma forma de multiplayer ficar ajudando ela, observando, dando dicas sutis… É uma interação entre duas pessoas através de um videogame. Logo, multiplayer.
Sendo assim, pensei em termos um bom e velho papo de mesa de bar (o Ministério da Saúde adverte: não beba se for jogar Burnout) sobre o assunto. Deixo a seguir as boas e velhas perguntas-fósforo (é só riscar que sai fogo):
Que role o papo! Quem sabe a gente até não consegue marcar uma jogatina sem compromisso? ![]()

Quem não quer ter um produto da Apple? Como se não bastasse ter o computador mais estiloso de todos os tempos, ela também criou o notebook, o MP3, o MP4 e o celular mais estilosos de todos os tempos. E, ao que tudo indica, pode ter em mãos também o videogame portátil mais estiloso.
Em um evento promovido esta semana para a imprensa, a empresa anunciou (além de novos modelos do iPod, é claro) que o seu novo canal de aplicativos promoveu, menos de um mês depois do lançamento, mais de 60 milhões de downloads — sendo 300 mil destes apenas do jogo Super Monkey Ball. E dando grande destaque aos videogames em sua conferência, com direito a montagem em vídeo de featured titles e tudo mais, o chefão Steve Jobs declarou que considera o iPod Touch como “o melhor dispositivo portátil para games”.
E não é só a Apple: várias produtoras estão apostando no sucesso do pequeno aparelho como plataforma de games, inclusive a EA — que além de ter lançado Spore Origins junto com a versão de PC, anunciou semana passada o desenvolvimento de mais nove jogos para o aparelho, incluindo versões de The Sims 3, Need for Speed: Undercover, Monopoly e Tiger Woods.
Então queremos saber de você, leitor: devemos apostar no sucesso da Apple nessa nova empreitada? Acha que podemos chegar a ver grandes lançamentos exclusivos para os iPods? A interface do iPhone, com uma única touch screen, lhe parece apropriada para jogos? O Continue deve dar mais atenção aos jogos anunciados para o iPod? E, mais importante: você compraria um portátil da Apple para jogar?

Se alguém ainda tem dúvidas de que o Brasil está no caminho certo para um futuro brilhante no mercado de videogames, esta dúvida deve ter se enfraquecido bastante nos últimos meses. Apesar de não ter rolado nenhum Megaton, as múltiplas boas novidades que aconteceram nos últimos, sei lá, 10 ou 12 meses são suficientes para concluirmos algo bem simples e direto: o mercado está aquecido.
Tão aquecido quanto aquela panelinha cheia de água no fogão, quase burbulhando, só esperando o miojo (de tomate da Turma da Mônica, no meu caso). Se tudo correr bem, em breve teremos uma bela porção de macarrão para colocar neste mercado aquecido, e aí são só mais três minutos até termos um suculento miojo sabor Desenvolvimento do Mercado acompanhado de um temperinho chamado Games a Preço Justo.
Estou viajando? Talvez. Mas se todo mundo estiver viajando como eu, essa viagem torna-se a única realidade possível.
Por isso a discussão deste fim de semana pergunta: o que podemos fazer? Se o mercado está aquecido, nós podemos ser considerados o fogo, ou pelo menos o gás que o acende. Precisamos fazer a nossa parte. Mas como? Mandar emails para os homens de Brasília cobrando aquele projeto de lei? Comprar originais em lojas nacionais? Adotar um pirata e tentar “convertê-lo”? Tenho certeza que tudo isso ajuda, mas deve haver formas mais criativas. Vamos nos unir e pensar em ações concretas que todos possamos fazer, se é que elas existem.
Alternativamente, um outro tópico que pode ser discutido é o bem menos positivo, mas talvez tão relevante quanto, “Vai mudar mesmo?”. Sempre tem quem ache que tudo é fogo de palha e que o Brasil ainda está bem mais longe do que a gente acha de se tornar um mercado decente. Eu gostaria de ouvir o argumento desses caras também, já que isso também rende assunto.
[Nota do Bracht: eu fiquei "offline" no fim de semana e combinei com o Pablo Raphael para que ele escrevesse e publicasse uma Discussão no Fim de Semana por conta própria, sem ter que passar pela minha edição. Mas acho que o camarada esqueceu, porque cheguei aqui hoje e vi o post "Pending Review".
Tudo bem, PR, a gente te perdoa. Mas só porque a discussão é realmente muito pertinente e bem apresentada!]
Uma das melhores coisas desse mundinho conectado deveria ser a tal da versão demo. Não é novidade, principalmente para quem joga no PC, mas se popularizou bastante com a consolidação das redes online nos consoles domésticos. Antes de comprar, baixe o demo e sinta um gostinho do jogo. É a experiência em primeira mão, com um impacto potencial no usuário muito maior do que previews, reviews, propagandas de página dupla ou vídeos na Internet. Se você gostar, vai comprar para continuar o jogo.
Essa é a teoria. Na prática, todo tipo de resultado possível e imaginável acontece quando se trata de versões de demonstração. Jogos ruins parecem melhores do que são e bons títulos podem parecer chatos e entediantes. E as vezes o jogo é exatamente o que estamos vendo, mas pensamos “é só o demo, no final vai ser melhor”. Dá pra confiar no demo? Vou compartilhar algumas experiências, a minha opinião e esperar as opiniões e histórias de vocês, depois do Continue.

Quando o Phantom foi anunciado, em 2002, a promessa de uma biblioteca de games inteira sendo distribuída apenas em formato digital, sem opção de usar mídia física, parecia algo diferente demais para ser verdade. Diferente demais para dar certo. Hoje, apesar do Phantom estar sentado à direita de Duke Nukem Forever no reino do vaporware, ninguém em sã consciência pode negar que a distribuição digital de games veio para ficar. No mínimo.

Eu não sei como é com vocês, mas eu não tenho tanto tempo quanto gostaria para jogar videogame. Quando era pequeno, o mundo era mais simples e livre de responsabilidades. Chegava o fim de semana, era hora de passar na locadora: meu pai pegava uns filmes, e meu irmão e eu alugávamos um jogo cada um. E assim tinha algumas horas do sábado e do domingo para me divertir com o bom e velho Nintendinho. Nas férias de julho, nas quais eu não viajava, passava a semana toda debulhando joguinhos em frente à televisão. Minha mãe tem fotos da gente jogando Punch Out! e Battletoads, no verso das quais está escrito “Férias de Julho de 1990″.
Saudosismo inútil? Nostalgia inglória de dias mais simples? Talvez. Mas servem para ilustrar o ponto que gostaria de discutir nesse fim de semana.
Os jogos eletrônicos são uma mídia nova, sim, mas já não tanto. Os primeiros jogadores já têm filhos há tempos, talvez até netos, e mesmo muitos dos que chegaram um pouco atrasados à festa — lá pelos idos dos 8 ou 16 bits — já têm seus rebentinhos torrando a paciência para pegar num controle. Ou seja, jogatina entre pais e filhos já não é nenhuma novidade.
Neste que é o primeiro dia dos pais da história do meu filho (o Continue! :P), aproveito a discussão de fim de semana para perguntar a vocês: como é sua relação pai/filho/game? Se você é um papai, quais jogos gosta de jogar com o pequeno (ou pequena)? Quais não deixa ele jogar? Quais gostaria mais que ele jogasse? Você acha que os jogos desempenham um papel relevante na educação da criança?
E se você é filho de pai gamer, como é a experiência de jogar com o velho? Quais jogos vocês já detonaram juntos, quais ainda pretendem detonar?
Mal posso esperar para ouvir as histórias de vocês.
Quanto a mim, não tenho nada para compartilhar sobre esse assunto. O mais próximo de um filho que eu já tive é a minha gata Zelda, e o mais próximo de um videogame que o meu pai chegou foi meia partida de boliche no Wii ano passado. Mas tem um jogo que eu já separei na estante para jogar com o meu futuro mini-me: Viva Piñata. É.
Pode acontecer de alguns não gostarem do que eu vou fazer agora, classificarem como preguiça ou qualquer outra coisa, mas eu vou fazer porque me deu vontade. Não é assim que funciona um blog, afinal?
Eu tenho um assunto na manga, mas ele vai ficar para semana que vem — se ainda for relevante. Hoje o Fabio “Fabão” Santana publicou no seu blog, talvez não por coincidência, um ótimo debate. Qual a serventia dos críticos de games? Para que serve aquele carinha que senta na frente do computador, batuca num teclado suas opiniões sobre um jogo durante alguns minutos e depois publica, crente que serviu para iluminar a vida de alguém? Falar sobre reviews/resenhas/análises/criticas é falar sobre um dos meus assuntos favoritos.
Portanto, não vou fazer o que eu costumo fazer sempre — pegar o gancho de outra discussão e trazê-la para cá. O que eu proponho dessa vez é que todos nós cliquemos aqui e comentemos lá. Por quê? Primeiro porque lá o assunto já foi lindamente iniciado, e seria ideal que lá mesmo ele se desenvolvesse. Segundo porque, por mais que eu queira fazer do Continue o maior e melhor blog de games do Brasil, eu nunca vou cometer o erro de achar que somos o único blog que você pode gostar (razão pela qual não poupamos links por aqui). E terceiro porque eu acho uma puta injustiça que nós tenhamos mais de 500 assinantes de feed, enquanto o Fabão — que põe num post a qualidade que a gente se esforça ara alcançar em uma semana de posts — não tenha nem 50 (ainda). As nossas Discussões de Fim de Semana costumam ter quase 40 comentários, então eu quero ver esse número de gente comentando lá no Gamer LifeStyle.
Go and make me proud.
Outra noite estava eu indo para casa quando me encontrei com um amigo de longa data. Vamos chamá-lo de Piuí, para preservar sua identidade. Cara esperto, inteligente, produtor de vídeo. Conversa vem, conversa vai, acabei puxando um assunto que foi discutido aqui no Continue tempos atrás. A questão da longevidade dos games. E levamos o tema para outras mídias, como a música e o cinema. Lá pelas tantas, ele falou uma coisa que me perturbou:
“Filmes, videogames… é tudo entretenimento. E isso não muda a vida de ninguém.”
Será que não? Tudo bem, é só um jogo. É um hobbie. Uma diversão. Tem quem diga que é uma válvula de escape das pressões do cotidiano. E há aqueles que enxergam os games como um estilo de vida.
Mas será que eles não são mesmo capazes de mudar as nossas vidas?