
[A coluna Brawleando está definitivamente se tornando um negócio bem colaborativo. Inicialmente era pra ser só eu e o mestre Prandoni atualizando, mas aí o pessoal começou a mostrar interesse em mandar seus próprios textos falando sobre os seus personagens favoritos... e deu nisso! Hoje a coluna é do Marcus Oliveira (exceto a parte da Arena lá no fim), e semana que vem, quem se habilita? Escrevendo bem, é só mandar!]
Ela é uma caçadora de recompensas que já lutou contra piratas espaciais, gelatinas sanguessugas, substâncias radiotivas, vírus-mímicos, cérebros em conserva e mais uma infinidade de bizarrices. Ela sabe se contorcer até virar uma bolinha pouco maior do que a própria cabeça, pular infinitamente e explodir os inimigos no ar. Ela foi a primeira grande personagem feminina do mundo dos games e com certeza te fez proferir um sonoro “OMFGWTF?!” quando você jogou Metroid pela primeira vez e descobriu que por trás daquela pesada armadura que foi fonte de cópia inspiração para o Master Chief não havia um macho parrudo fedendo a suor, mas uma legítima ‘femme fatale’…
Sim, ‘femme fatale’ é um termo adequado para definir Samus Aran, personagem mais do que veterana na série Super Smash Brothers. E agora, que podemos escolher usar sua versão sem armadura, é que realmente descobrimos o quão fatal ela pode ser.
Jogar com Zero Suit Samus (ou ZSS, como iremos chamá-la) não é fácil, pois para utilizar seus golpes com maestria é preciso muito treinamento e paciência. Mas o sacrifício é bem recompensado pois, quando bem utilizada, ela é sem sombra de dúvidas uma das personagens mais cheias de recursos e cartas nas mangas. O que eu vou fazer aqui é explorar de modo geral esse imenso leque de possibilidades.

[Os leitores estão efetivamente tomando conta do Continue! Até a coluna Brawleando foi invadida! O texto de hoje é de autoria de Argus, fã da série Kirby, que demonstra por A+B que realmente entende do assunto e sabe controlar o nêmesis da bolota rosada. Aproveitem, prestigiem! E mandem os seus textos também, oras... Por que não?]
O jogador novato, ao tentar usar Meta Knight pela primeira vez, poderá pensar (a) “Nossa, que legal, uma bolota espadachim”, (b) “Nossa, legal, ele é rápido”, (c) “Nossa, legal, fácil de usar!” ou (d) “Nossa, que fraco”. De fato, todos os pensamentos são compreensíveis, mas devemos deixar claro que apenas a primeira afirmação está cem por cento correta.
Prós: para começar, o maior cavaleiro de Dream Land é um personagem de velocidade razoável e que ataca muito rapidamente. Ao contrário de Sonic, que é veloz mas tem ataques que precisam ser “calculados”, Meta Knight é muito mais agressivo. Ele, nas mãos de um jogador com bons reflexos, pode fazer qualquer um sofrer na lâmina dourada de Master (ou Galaxia, se você prefere o anime), mesmo ela geralmente causando pouco dano. Além disso, sua recuperação é uma das melhores do jogo, se não a melhor, superando até mesmo monstros como Pit ou ambas as formas da guerreira Samus.
Contras: Em contraposição, como supracitado, os ataques de Meta Knight causam, em geral, pouco dano, e você precisará atingir o oponente múltiplas vezes se quiser ser efetivo. Também é um personagem extremamente leve, assim como Kirby, que pode ser mandado longe beirando os 70%. Óbvio que nas mãos de um jogador que saiba se esquivar bem, tanto em terra quanto no ar, isso pode ser evitado, mas não para sempre.

Ah, o ballet de se jogar com o Sonic. É uma arte, definitivamente. O ouriço-mascote é previsivelmente o brawleador mais rápido do jogo, e isso não se aplica somente à sua velocidade de movimento, mas também aos seus golpes. Ao contrário de pesos-pesados como Ike, que depois de um tempo podem se tornar previsíveis nas mãos de um jogador com menos talento para inovação, um Sonic bem controlado geralmente consegue acertar o oponente antes que ele saiba o que aconteceu. E bater em retirada antes que ele consiga sequer pensar em revidar.
Lutar com ele é um exercício de reflexos rápidos e improvisação. Não tem nada dessa coisa de esperar o oponente fazer alguma coisa para você atacar: você é quem cria as suas oportunidades — ou melhor, se aproveita delas.

Eu nem sei porque estou escrevendo esta resenha. Sério mesmo. A definição de uma resenha é um texto escrito por um suposto especialista, analisando os defeitos e as qualidades de um produto ou serviço, com o único intuito de instruir os consumidores a tomarem uma decisão informada sobre comprar ou contratar o determinado produto ou serviço. Em resumo, o objetivo da resenha é ajudar o leitor a responder a pergunta “isso merece o meu dinheiro?”.
Agora me digam: quantas pessoas você conhece que estão em dúvida entre comprar ou não comprar Super Smash Bros. Brawl? Resenhar jogos com muito hype, como esse, é uma tarefa ingrata. Quem já comprou ou decidiu comprar o jogo muito antes dele sair vai querer ver você falando bem, enquanto quem se recusa a entrar na onda vai te xingar se você der a boa nota que todo mundo espera.
No fim das contas, estou resenhando este jogo porque eu quero. Vai ser divertido. E porque eu prometi a vocês que faria. Quem quiser saber a opinião deste blog a respeito do jogo mais esperado da história do Wii, siga-me após o continue!
[Mas antes, uma palavra aos nossos patrocinadores: quero agradecer ao Igor Balero, meu camarada que é mestre no Photoshop, por fazer as artes que aparecem nas resenhas. Ia agradecer na semana passada, mas fiquei tão ansioso pra colocar o texto no ar que esqueci. Valeu! Vocês não têm idéia de como aquele painelzinho no final seria feio se não fosse por ele.]
[Segundo aviso: pensando naqueles que não estão nem aí para Smash Bros e querem ver outros assuntos no blog, esta resenha está substituindo a coluna Brawleando nesta semana. A partir da semana que vem, continuaremos normalmente.]

Não, o blog não morreu. Eu e o Lef é que tivemos dias difíceis coincidentes, de modo que ontem ninguém pôde escrever uma letra. Acontece. Mas hoje, pra compensar, estréia uma coluna nova, escrita em conjunto por mim e o colega Claudio Prandoni — mundialmente famoso pela sua coluna Pixels Mortos. É a Brawleando!
Como nós temos jogado Smash Bros. Brawl online praticamente todos os dias, achamos que poderíamos compartilhar um pouco de conhecimento com os leitores. A idéia é falarmos a cada semana sobre um personagem e uma arena, citando suas particularidades e modo de jogar com cada um. Como nós claramente não sabemos jogar bem com todos os personagens, você está convidado a participar como leitor convidado, caso saiba com alguém que a gente é prego cego. Tipo o ROB.
Pense nesta coluna como um “detonado à prestação”. E hoje, como pagamento da primeira mensalidade, Mestre Pranda disserta sobre o lento, mas estupidamente forte Ike, enquanto eu falo um pouco sobre uma das minhas arenas favoritas, a Hanenbow.