Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes

Apesar do meu emprego consistir mais ou menos em jogar videogame o dia todo, todos os dias, quando eu chego em casa a primeira coisa que quero fazer é jogar ainda mais. Sento e vejo as opções: tem Assassin’s Creed, Resistance, Army of Two, Fallout 3… no que eu pego o controle, ligo o videogame e começo a jogar Lumines. Quando pego o meu DS, minhas escolhas primárias são Planet Puzzle League e Peggle Dual Shots. No computador, com tantos jogos, eu corro para Audiosurf, Insaniquarium e Plants vs Zombies. Mas por que meu foco tem sido desviado a títulos casuais em maioria?

Ah, a pergunta que aflige todos os gamers. Na acalorada discussão que vem acontecendo nos comentários do post da lineup do Wii, muitas vezes essa palavra foi jogada pra lá e pra cá, mas ninguém realmente sabia o que significava.
Será o jogador hardcore melhor que os outros? Será ele apenas um nerd gordo no porão da mãe? Será que esse título não é algo feito apenas para inflar pintos virtuais? Ou será que é uma definição válida nos tempos atuais?

“Qualidade é algo que será consertado com o tempo. Não é algo onde você acorda um dia e diz, ‘Sabe, vamos melhorar a qualidade dessa franquia,’ e isso acontece magicamente. Muito trabalho duro vai em assegurar a qualidade. Interessante é que eu achei que Sonic Unleashed foi muito bem recebido pelas crianças. Teve algum falatório sobre o lobisonic, as partes mais devagares e a jogabilidade mais voltada ao combate, mas quando saímos pra testar essas coisas e sentamos com os consumidores, as crianças na verdade gostam disso. Eu acho que os fãs mais velhos da Sega, que cresceram com a franquia e com o primeiro Sonic the Hedgehog, associam Sonic mais com o 2D em alta velocidade. Eles gostaram da jogabilidade durante o dia, mas quando chegou nas partes mais devagares eles foram muito críticos, e tudo bem — eles tem suas opiniões. O que eu quero dizer, em termos de qualidade, é que estamos constantemente tentando melhorar a qualidade. Quando estávamos em Tóquio recentemente, houve muita discussão quanto às diversas propriedades da Sega e como podemos ter certeza que estamos erguendo o nível de qualidade de Sonic. (…) Sim, é sempre um desafio erguer esse nível, mas nossos competidores estão tentando colocar o melhor produto lá fora e nós não somos diferentes. Vendo que leva alguns anos para fazer alguns desses jogos, não é surpresa que não veremos o esforço sendo colocado nos 12 meses que se passaram até 6-12 meses depois.” - Sean Ratcliffe, vice-presidente de marketing da SEGA.

Sem dúvida nenhuma, a notícia da semana foi a Rock Band Network. Com essa novidade da Harmonix para o jogo, qualquer banda poderá colocar a mão na massa e programar as versões das suas músicas para o Rock Band. Isso abre as portas para o tão sonhado conteúdo localizado — ou seja, bandas brasileiras.
A discussão que eu quero propor hoje, por isso, tem até mais a ver com música do que com games. Quero saber quais bandas brasileiras você gostaria que se puxassem para disponibilizar as suas músicas no jogo. Ou melhor: não só brasileiras, mas qualquer uma daquelas bandas que parece que só você gosta, por isso você não tinha a menor esperança de um dia tocar com os seus instrumentos de plástico.
Mas especialmente as brasileiras.
Só tentem citar bandas que façam sentido na jogabilidade. Por exemplo, tem uma banda do nordeste brasileiro que eu acho super simpática, chamada Rádio de Outono, mas eles não usam guitarra — só teclado, baixo e bateria. Aí não dá. Los Hermanos é outro bom exemplo de banda que eu gosto, mas não incluiria, afinal, boa parte da graça das músicas deles está no naipe de metais, algo que não poderia ser introduzido na jogabilidade.
Depois do continue, vou falar um pouco sobre algumas bandas que eu gostaria e tenho esperanças de ver no jogo. Depois é com vocês!

[A Discussão desse Fim de Semana foi enviada com todo amor, carinho e indignação pelo Dimitri Robles, que não apenas é nosso leitor fiel, como também tem o seu próprio site, o E-Zone. E a imagem também foi feita especialmente para este post, mas não pelo Dimitri -- o crédito vai para a Chairin, que, segundo ele, "é fãzona do Continue e fez esse desenho na empolgação-master quando eu falei que era para vocês!" A gente é que agradece, Dimitri e Chairin!]
Se você tem um Xbox360, provavelmente é fissurado por GamerScore. Sim, aqueles pontinhos que cada game te dá de maneira criativa (ou nem sempre, não é, Avatar?) por realizar certas proezas que cumprem alguns parâmetros pré-definidos pelo jogo em questão.
Com o nome “abrasileirado” de Conquistas — ou “Conquistachievements”, como o pessoal gosta de chamar aqui no Continue –, essas pequenas tarefas tiveram a capacidade não só de prolongar violentamente a vida útil de quase todos os games, como a de fazer brotar um sorrisão na boca de qualquer jogador quando elas pipocam na tela. Isso quando não é apenas um amigo seu conectando na Live bem na exata hora em que a conquista deveria ser desbloqueada, te deixando com cara de Pegadinha do Mallandro.
A verdade é que essa pontuação, que fica atrelada ao seu perfil na Live e, agora, também na Playstation Network através dos Troféus, não serve apenas para te fazer perder dias procurando um item raro ou orbs escondidas por mais de 500 pontos de uma cidade gigantesca. O GamerScore tem também o propósito de criar uma competição saudável entre os gamers, onde quem é melhor é quem tem a pontuação mais alta; logo, mais respeito dos outros jogadores.
A teoria nos prova que uma pontuação alta incentiva a competição e a superação entre os jogadores. Eu mesmo já me vi procurando todas as bandeiras de Assassin’s Creed, mesmo depois de já ter decidido não me engajar em tão repetitiva tarefa, quando um amigo meu veio me aloprar, dizendo que tinha encontrado todas. Era questão de honra, e quer saber? Acabou sendo bem divertido. Essa, teoricamente, deveria ser a essência dos pontos liberados nos games.

Reggie Fils-Aime quer saber dos jogadores:
No mesmo esquema do Team Ninja estar trabalhando com a Nintendo para re-imaginar Metroid, que outros desenvolvedores os jogadores gostariam de ver fazendo parcerias e colaborando com a Nintendo? E em quais franquias?
E nós perguntamos, ainda: E por quê?
Eu tenho vááárias idéias aqui, mas não quero influenciar ninguém. Os comentários estão abertos. Mandem bala!
[via Sickr]

É com muito orgulho que eu ofereço a você, leitor/ouvinte do blog, este novo capítulo do Dreamcast. Admito que a responsabilidade em conseguir proporcionar um dos melhores podcasts de games da internet brasileira, mesmo que ele ainda esteja engatinhando, é pesada. Foram muitos os empecilhos, tanto que esta edição quase não saiu (!) [Nota do Trezub]. Mas acompanhar ao seu lado a evolução deste novo “filho” do Continue é deveras gratificante. Obrigado mesmo.
Baixe ou Ouça! (No mesmo link!)
Bom, chega de conversa. Tenho muitos avisos para dar e vamos a eles:
» Este infelizmente é o “último Dreamcast”. Sim, pois a partir do próximo ele terá um novo nome escolhido por você! Ouça o podcast e participe da nossa primeira promoção, para ganhar um jogo lacradinho e extremamente desejado! (Agradecimentos à GamesTown, nossa parceira nessa promoção, por ceder o jogo para vocês.)
» O segmento Hadouken excepcionalmente não vai dar as caras desta vez, pois tivemos alguns problemas à lá “Encontros e Desencontros”. Mas fiquem tranquilos, na edição que vem ele estará de volta — cada vez melhor.
» Alguns palavrões me escaparam. É complicado ouvir e ouvir e ouvir mais de 1 hora e meia de conversa procurando cada vez que o maledeto Berdinazzi Fabio fala algum. Sim, ele é o campeão deste capítulo. Palmas.
» Cometemos (ok, na maioria das vezes fui eu
) algumas caneladas, então quando vocês ouvirem uma buzina geralmente quer dizer que eu já percebi estas ignorâncias na edição. Mandem pra gente mais qualquer erro que encontrarem que iremos ler no próximo capítulo.
» Sixsense
» Jogo em que a Suzana dubla um boi
» O Fábio me interrompe pra falar de God of War 3 e NÃO FALA DE GOD OF WAR 3! ò.ó
» A casa do Fábio é realmente um zoológico, tanto que a pincher dele quis aparecer no podcast :B
» Globo Games. Aposte nessa ideia.
» Não falamos quase nada do 360. Puxem nossa orelha.
» Siga o exemplo, se você encontrar o Ciro online no TF2, manda ele trabalhar. Argus, VAI FAZER TIRINHA! [Nota do Argus: Me dá um roteiro D:] [nota do Trezub: Já te mandei um plot. Quer um roteiro também??]
Agora que a gente já falou nossas mer(DING!), é a sua vez. Conte para a gente o que você espera desta E3? Deixe suas expectativas nos comentários e divida com todos as suas apostas sobre a feira. Mas seja rápido, afinal, a feira já começa amanhã!

Vou ser sincero: eu não ouço podcasts. Nenhum. Nem mesmo o todo-popular-e-adorado Nerdcast, ouvido por dez entre dez e meia pessoas que ouvem pelo menos um podcast regularmente. E sejam nerds. Enfim.
Não é que eu não goste (inclusive eu acho o Nerdcast foda pra caralho), é que eles simplesmente não se encaixam na minha rotina. Pra ouvir um podcast eu preciso fazer só isso e mais nada, e eu sempre tô fazendo outra coisa que me parece inadiável. Com isso conclui-se que eu não manjo nada do riscado, e é verdade.
Por isso queria falar disso essa semana. Tenho várias perguntas, e vocês, que surpreendentemente gostam MUITO de podcasts (essa semana recebi email de um leitor dizendo que já ouviu o Dreamcast #2 oito vezes — true story), certamente tem as respostas.
O que torna um podcast de games legal? O que vocês querem ouvir? O que a gente está fazendo certo, e o que ainda está ruim? Peguem o podcast favorito de vocês e me digam: o que falta nele, que a gente pode fazer no nosso? O que vocês não gostam em um podcast de games? A gente está realmente querendo fazer isso direito, e, como sempre num caso assim, a sua opinião é importantíssima.
Falando nisso, incluam também os nomes (e links, se possível) de podcasts que vocês ouvem e recomendam. Aí todo mundo pode pegar dicas de casts bacanas dos outros.

Essa semana saiu a notícia de que teremos um novo jogo da série Contra para WiiWare, no velho estilão 2D clássico. Imediatamente começaram a pipocar comentários sobre a dificuldade da série. Eu, particularmente, sempre achei difícil, mas não impossível. Com um pouco de treino e concentração — e muita decoreba dos locais de onde os inimigos surgem –, dá pra zerar sem jogar o controle no chão.
Mas tem alguns jogos que nem assim. Jogos que são difíceis MESMO, que fazem você considerar seriamente submeter o seu caríssimo controle às leis da gravidade e inércia simultaneamente, formando uma trajetória arqueada que somente será interrompida pela parede, com o único objetivo de extravasar um pouco da raiva e frustração.
A discussão desse fim de semana (aliás, já deu um abraço na sua mãe hoje?) é sobre isso. Qual o jogo mais difícil que você lembra de ter jogado, seja num passado recente ou distante? O que faz dele tão difícil? Essa dificuldade se traduz em frustração ou desafio? Você desistiu ou superou a dificuldade?
É claro que há alguns jogos clichês numa discussão como essa. O primeiro que citar Battletoads (ou o próprio Contra) ganha o Troféu Previsibilidade. Então, para dar aquela refrescada na mente e ajudar você a se lembrar dos jogos mais desesperadores de todos os tempos, fica o link para uma lista do GameDaily com 25 jogos casca grossa.
Depois do continue eu dou início ao papo, falando sobre um momento em específico que quase me fez desistir em um dos meus jogos favoritos ever, e que eu tenho certeza que vai ser familiar a muita gente.

Ontem foi feriado, o que significa que, além de dar um tapa na casa pra ela ficar relativamente limpinha no fim de semana, eu joguei muito Team Fortress 2. E, como quase sempre acontece, depois de jogar eu me senti meio mal. Parte disso, admito, foi por eu ter jogado — de novo! — mal pra cacete, mas boa parte foi por outro motivo: me senti mal por ter jogado uma coisa que não me leva a lugar nenhum, não evolui. Desta vez eu fiquei particularmente tocado pela situação porque decidi olhar os meus stats antes de fechar o jogo e descobri que já gastei mais de 190 horas nesse único jogo.
Nesse meio tempo eu poderia ter terminado Henry Hatsworth, Metroid Prime 2, BioShock e Lost Planet, todos jogos que eu já iniciei e não terminei. E ainda sobrariam um monte de horas, que eu talvez pudesse até usar para terminar o resto da série Phoenix Wright, que abandonei no segundo jogo. Tudo isso é culpa de um Jogo Infinito.