Preciso confessar: não sou um nerd autêntico — tr00, como dizem por aí. Já tentei jogar alguns adventures de texto, e, embora tenha achado absolutamente geniais, não consegui terminár nenhum. Tanto por falta de paciência quanto de capacidade, admito. Eles exigem muita criatividade e poder de abstração, coisas que são difíceis de conseguir quando se tem inúmeras janelas e notificações piscando a cada minuto.
Porém, isso não é problema em um celular, certo? Você pode pegar o aparelhinho e ir para um lugar bem sossegado, aí teria toda a memória RAM* do cérebro para lembrar que a saída do apartamento fica ao sul e a entrada do banheiro fica a oeste. E que você não pode “take a shower” antes de “take off clothes”.
Com o novo aplicativo gratuito Frotz, para o iPhone (e iPod Touch
, acredito), isso agora é possível. Basicamente um SCUMMVM para adventures de texto, com ele você poderá jogar Zork, Trinity ou The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (meu favorito) com apenas alguns poucos dias de trainamento intensivo no uso do teclado virtual do aparelhinho da Apple que eu tanto quero.
Se você tiver acesso à iTunes Store americana, basta clicar aqui para baixar o Frotz.
* Explicando a desatenção em relação ao blog nos últimos dois dias: troquei de PC e passei o maior trabalho da minha vida instalando o Vista e um zilhão de drivers. Sério, não desejo pra ninguém. Nem tá redondo ainda, mas a gente vai levando. =)
[via Kotaku]

O QUÊ? Uma resenha de jogo de celular?! Eu sei, eu sei, a primeira coisa você (provavelmente) pensou foi: “mas jogar em celular é um lixo!”
Não será hora de deixar esse preconceito de lado? Pense: quando e onde você joga com o celular? Ele não é perfeito nos momentos de fila de banco, ônibus no caminho do trabalho, onde você só tem cinco minutos disponíveis e quer entretenimento rápido?
Para um jogo de celular ser legal, ele basicamente precisa ser rápido, curto, ter um bom fator de replay e, acima de tudo, ser instantaneamente divertido. Se tem um jogo que consegue ter sucesso em todos estes quesitos, esse jogo é o Super Action Hero, da coreana Com2uS, com tradução e distribuição no Brasil feita pela Tectoy Mobile.
O que faz dele um jogo especial? Continue…

Este é só um trechinho do texto genial que me foi passado ontem pelo meu grande amigo Julio Bassi (que também atende pela alcunha de Imperial°Spirit):
Sempre que você vir ‘jogos casuais’ nas notícias, simplesmente troque a palavra ‘casuais’ por ‘retardados’ e você verá como ela realmente é percebida pela indústria. “Há uma explosão de jogos casuais!” deve ser traduzido para “Há uma explosão de jogos retardados!”. “EA Casual Games Division” realmente é traduzido para “EA Retard Games Division”. “Por que você está chamando jogadores casuais de retardados!?” rosna um leitor.
Eu não estou. Estou dizendo que a indústria hardcore é quem pensa assim. Para eles, ‘casual’ é apenas uma forma de dizer ‘bobo’.
O texto foi escrito (muito bem escrito, diga-se de passagem) por um cidadão chamado Sean Malstrom em seu site/blog pessoal e comenta sobre a estratégia da Nintendo para conquistar novos jogadores e como suas atitudes vêm sido erroneamente interpretadas pelos analistas, third parties, jornalistas, a indústria como um todo e até VOCÊ, gamer hardcore.
Não poderia ter vindo em momento mais oportuno, já que todos ainda estamos perplexos com a falta de atenção aos games “não-casuais” na conferência da Nintendo para a imprensa na E3. Recomendado pra todo mundo que se pergunta quais serão os próximos passos tomados pela Nintendo e àqueles que acham que nunca mais terão um Zelda ou um Metroid de verdade.
Depois de clicar no continue, você vai descobrir porquê os jogos de empresas como a Big N e a Blizzard reúnem mais fãs que as demais, a verdade por trás da estratégia do blue ocean da Nintendo, a causa do fracasso nas tentativas de outras produtoras de embarcar no sucesso do Wii e, principalmente, porquê o Zelda mais hardcore de todos os tempos pode ser só uma questão de tempo.
Antes de prosseguir, apenas um aviso: o texto a seguir é um dos mais geniais já publicados no Continue. Mas também é um dos maiores, senão o maior.

Olha eu aqui, de novo, falando bem de GTA IV. Parece que esse jogo pode mesmo vir a ser o que vai me fazer virar fã da série. Saiu hoje no blog de games da Wired que o jogo trará consigo uma nova proposta de download de músicas, usando três ingredientes básicos: o seu celular, a Amazon.com e as rádios do jogo.
Pelo que eu entendi, funciona assim: você está jogando, tranquilamente, quando uma das rádios do jogo toca uma música que você gosta, apesar de não conhecer. Seu próximo passo é sacar o seu celular do Niko (o personagem do jogo) e discar “ZIT-555-0100″. (Essa é a parte que eu não entendi.) Fazendo isso, você “marca” aquela música como uma das que você gostou, e logo recebe uma mensagem de texto com o nome da música e do artista.
Se você for sócio da Rockstar Games Social Club (outra coisa que eu até então nunca ouvi falar), receberá logo depois um link especial para baixar a música da loja de mp3 da Amazon.com por menos de um dólar. E a música vem sem DRM, portanto você pode passá-la para qualquer mp3 player que tiver, além de ouvir no celular e no próprio computador.
Isso abre um leque incrível de possibilidades para o esquema de rádios da série GTA — que já era um dos elementos que os fãs mais gostavam. Eu posso até ver um pacote de atualização por semana, mudando todas as músicas que as rádios tocam. Uma semana depois de uma música virar febre mundial, ela vai estar tocando nas rádios do seu jogo também.
Poxa, o futuro é mesmo incrível. Ainda bem que eu vivo nele.

No penúltimo artigo, eu falei sobre jogos indie que chegaram ao grande mercado. Casos americanos e europeus. Mas há outro caso ainda, um caso que eu não poderia me esquecer ao falar sobre jogos independentes que chegaram ao mercado de massa. Ao menos não ao falar sobre isso em um blog brasileiro, já que é um exemplo claro de que não, não é só lá fora que você pode perseguir seu sonho de conseguir partir do desenvolvimento independente e chegar às mãos das multidões.
Você conhece a MDev? A menos que seja realmente aficcionado pelo assunto de desenvolvimento de jogos no Brasil ou fanático por conteúdo para celular, é provável que não. Mas você vai ficar sabendo sobre ela e algumas coisitchas mais, após o continue.
Ontem, no último minuto do dia, rolou um post esquisito aqui no Continue. Pra quem ainda não entendeu, eu explico.
Estamos testando um plugin que promove integração com o Twitter, que é um site/serviço supimpa que alguns aqui já conhecem, mas não todos. Resumindo, o Twitter é um microblog. Um site onde tu pode escrever pequenos posts (até 140 caracteres) sobre qualquer coisa. O site te incentiva a responder a pergunta “What are you doing?”, mas pouca gente faz isso. Eu, por exemplo, achei o formato apropriado para dar notícias rápidas que não renderiam necessariamente um post completo, ou que até renderiam se houvesse tempo hábil para escrevê-las todas.
Pra quem quiser mais detalhes sobre o site, eu explico melhor depois do continue. Por enquanto basta saber que:
É isso. Depois do continue, mais detalhes do site para quem gostou da idéia (inclusive como receber as atualizações do Continue no celular, via SMS).

Talvez a notícia seja velha, mas só fiquei sabendo hoje. Vão lançar uma versão de Guitar Hero para celular.
Pode ser que seja algum preconceito meu contra jogos de celular, mas não consigo gostar da idéia. Uma tela minúscula, botões que são tudo menos ergonômicos - ainda mais em se tratando de games -, um gasto bagual de bateria, sem contar uma certa tendência a jogos pretensiosos. Definitivamente prefiro usar o aparelho só para telefonar, mas há quem goste dos jogos.
Eu poderia argumentar aqui que a graça de Guitar Hero está em simular uma guitarra, que realmente é o que eu acho. Mas algo dentro de mim aguarda ansiosamente por uma versão para DS, por motivos que eu simplesmente não sei explicar. No fim das contas Guitar Hero Mobile pode ser mais um port safado, daqueles que não reconhecem as limitações dos celulares mas querem alcançar o máximo possível de público, ou um grande sucesso jogável em fila de banco. Falando nisso, imagina só: headbanging com o celular em fila de banco. Sensacional.
Pra ter uma idéia de como o game vai ser, um trailer:
Como disse o Fabio, nosso futuro empresário inescrupuloso, em um chat de MSN, falando sobre versões caça-níqueis de jogos do Megaman: “tu cansaria de fazer enquanto desse grana?”