
Que o Wii não tem recebido muitos jogos hardcore é uma verdade. Os hiatos entre grandes jogos como Zelda: Twilight Princess, Super Mario Galaxy, Metroid Prime 3: Corruption e Super Smash Bros. Brawl (não por coincidência, todos da Nintendo) podem estar diminuindo, mas ainda não são suficientes para satisfazer todos os jogadores. Principalmente Mike Capps, o chefão da Epic Games.
O cara comprou um Wii e, pelo jeito, não está lá muito satisfeito. Em uma entrevista ao IGN, onde supostamente deveria falar sobre o próximo projeto de sua desenvolvedora, Gears of War 2, o Wii acabou roubando espaço - de uma forma ou de outra.
Depois do continue, leia as respostas de Mike, que, compiladas, ficaram mais parecendo uma carta de indignação do que qualquer outra coisa (daquelas dignas de separação de banda, sabe? =P).

Ou quase isso. Conforme reportado aqui no Continue, a versão de Wii para Rock Band vai ser tão escrota quanto a versão de PS2: não vai ter gráficos legalzões, nem possibilidades infinitas de personalização e simulação, muito menos sistema de som muito avançado. (De fato, deveríamos ficar felizes caso o jogo venha em estéreo…)
Mas a ausência mais sentida é, definitivamente, a dos modos online. Um dos recursos mais legais nos demais consoles é justamente ter disponível para baixar músicas novas toda semana, o que simplesmente eleva ao infinito (ou pelo menos até o lançamento de Rock Band 2) o fator replay do jogo da plataforma musical. E parece que tem gente “do lado de lá” que concorda comigo.
Vamos lá, Nintendo, precisamos de um hard drive! É o que queremos [sobre a possibilidade de conteúdo adicional], mas não há nenhum lugar para armazená-lo. É algo que dissemos a Nintendo, que era algo que gostaríamos de fazer. Quem sabe o que vai acontecer no futuro? Nem eu sei o que vai acontecer no futuro, mas esse é o porquê de não haver músicas para download de Rock Band do Wii.
Palavras de Rob Kay, diretor de design da Harmonix. Ou seja: espero REALMENTE que a Nintendo esteja neste exato momento mexendo os pauzinhos para adicionar esse recurso o mais rápido possível. Porque uma coisa é perder armaduras extras ou atualizações para correção de jogos de aventura, a outra é perder uma das idéias mais bem sacadas para um dos jogos que mais têm a ver com a proposta do Wii.
Isso só não explica uma coisa: o que diabos isso tem a ver com a ausência do multiplayer online?
[via CVG]

De tempos em tempos, ocorrem algumas revoluções no fantástico mundo de Bob dos videogames - como, por exemplo, o ridículo sucesso do Wii, a populariazação dos viciados por MMOs, ou o estouro dos jogos musicais com periféricos que fazem os brasileiros se descabelarem.
Mas não tão recente foi a mini-revolução criada pelo lançamento de The Sims. Sério: se te dissessem, antes de 2000, que um jogo no qual o seu objetivo era fazer o seu personagem andar, comer, dormir, trabalhar e realizar demais necessidades fisiológicas venderia dezenas de milhões de cópias no mundo inteiro, você acreditaria? Pois é.
Oito anos e uma penca de expansões depois, a EA anunciou na semana passada a terceira versão daquele que deu início a toda essa onda de jogatina casual. E, adivinhe só: o Continue simplesmente ignorou!
Mas não fizemos por mal. Na verdade, gastei três parágrafos tentando explicar a importância da revelação de The Sims 3 para me certificar da importância do jogo. É que, pra mim, o 2 ainda é meio que novidade (sério que foi há lançado há QUATRO anos?!), então esse anúncio me pareceu meio precipitado. Mas foi só dar uma verificada nas novidades da nova versão para ficar animado. Para me redimir, vou listar as principais novidades depois do continue.

Depois de muito bafafá, finalmente está oficializada a versão para Wii do mais ambicioso jogo musical da atualidade. Por 170 doletas estadunidenses você garante o seu pacotão que inclui a guitarra, o microfone e a bateria de Rock Band. Agora a má notícia: assim como a versão de PlayStation 2 — que, só para lembrar, é um videogame de geração passada – , o jogo de Wii não terá nenhum tipo de compatibilidade com a Wi-Fi Connection. Você não poderá nem jogar online, nem comparar pontuação online, nem baixar músicas extras online, nem mesmo respirar online. COMASSIM!?! O.O
Que Guitar Hero não tivesse a opção de baixar músicas até dá pra engolir, mas agora que até jogos de WiiWare terão a possibilidade de incluir conteúdo baixável , é simplesmente inaceitável que um dos jogos mais promissores e compatíveis com a proposta do Wii ganhe uma versão tão porca. Pra você ter uma idéia, nem compatibilidade com o Wiimote os acessórios terão.
Está versão é bem mais próxima da versão de PS2 do Rock Band, que também foi desenvolvido pela Pi Studios. (…) Nós decidimos nos focar em trazer a jogabilidade fundamental para o Wii e fazer dela incrível.
Foi isso que um representante cara-de-pau da Harmonix teve a dizer sobre o port de Wii. Agora sim estamos animados. ¬¬

Semana passada a Infinty Ward disse que enjoou de fazer FPS de Segunda Guerra Mundial. Agora a Ubisoft, que é competitiva pra caramba, declarou que não está mais afim de continuar fazendo não apenas os da WWII, mas todos os FPS.
Phil Terien, game designer da Ubisoft, disse em declaração ao site GamePro que a empresa pretende limitar sua atenção dedicada aos jogos do gênero. Para ele, a coisa já não vende o suficiente para valer tanto a pena.
O mercado de shooters é muito “limitado” para que o persigamos tão veementemente como já fizemos no passado. (…) Nós temos algumas idéias para melhorar a situação, entretanto. Só tenha em mente que temos a meta de tornar os nossos jogos tão acessíveis quanto possível — do contrário, nós simplesmente não poderíamos continuar fazendo jogos.
Estranho? Nem tanto. Apesar de muitos dos blockbusters da nova geração serem shooters — Halo 3 que o diga –, as tentativas de outras empresas de penetrar no nicho têm sido um tanto quanto frustradas. Até mesmo para as veteranas, como é o caso da Crytek, não tem sido tão mole se manter numa boa posição.
A minha teoria é a de que, com o advento dos jogos casuais, os jogadores têm ficado cada vez mais desleixados e, os chamados “novos gamers” têm sérias dificuldades em se adaptar aos controles cada vez mais complexos dos shooters contemporâneos. Sério, já tentou ensinar ao seu tio como se anda e move a mira ao mesmo tempo? É um verdadeiro exercício de paciência…

Se tem uma coisa que eu admiro na Nintendo, é a capacidade de fazer doce. Eles conseguem, mais que qualquer outra empresa na indústria, enrolar os seus fãs até eles não agüentarem mais e aumentar exponencialmente a expectativa sobre qualquer produto seu - e isso sem gastar um tostão. É a velha técnica do strip tease: para aumentar o hype, você tem que ir revelando aos poucos.
E para praticar suas técnicas de strip tease (tente NÃO imaginar a cena), Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, cedeu uma pequena entrevista ao Game Trailers TV, na qual revelou que… bem, que tem muitas coisas a revelar — mais precisamente na E3 2008.
Eu vou te dizer isso: nós teremos excelente conteúdo, maximizando todas as nossas franquias importantes. Será uma boa segunda metade [de 2008]. Haverá um grande jogo no fim do ano que os jogadores irão querer. (…)
Tudo o que posso te dizer é que o que nós anunciaremos durante a E3 será fantástico. O gamer ficará empolgado, assim como a audiência expandida.
Muito se especula sobre o que diabos o Fils-Aime estava falando. Seria um novo Zelda? Uma franquia completamente nova? A volta de Kid Icarus? Enfim alguma coisa sobre Disaster: Day of Crisis? Pois eu e o nosso amigo Bracht, confabulando no MSN, concordamos em nossas apostas: nossas fichas estão cuidadosamente colocadas sobre Animal Crossing Wii. E, se bobear, tem tudo a ver com aquele “Wii Pay-and-Play” que foi anunciado há pouco tempo.
E você, aposta em quê?
Muito antes de eu mergulhar de cabeça no mundo dos webgames por causa de um freela que peguei há mais de um ano e mantenho até hoje, eu cliquei em um link que me manteve entretido por um plural de dias. Um link com dezenas de jogos fofinhos e simples, realmente simples, quase pinturas interativas em movimento. Praticamente impossíveis de não serem adorados. E hoje, como um atleta bizarramente não-atlético passando adiante a Tocha Olímpica, eu aproveito a nossa coluna Joguetes para repassar esse único link para você, meu adorado leitor.
Apesar de ser um link apenas, como eu disse, ele traz bem do que os três jogos habituais. Então divirtam-se!
Divirtam-se e, mais do que nunca, comentem. Eu tenho certeza que a maioria de vocês não vai jogar todos (eu mesmo ainda não joguei todos), então comentem quais vocês jogaram e como são. Recomendem, ou digam para evitar algum jogo ruim que vocês porventura tenham encontrado. E experimentem o máximo possível! É como os Feijõezinhos de Todos os Sabores: a maioria é gostoso, mas de repente você dá azar e pega um sabor vômito. Quem entendeu, entendeu.
Enfim: é por aqui. Felicidade grátis para todos!
Recebi por email, da própria Ankama Games, a notícia de que em breve o divertidinho MMORPG online casual (o casual é por minha conta) Dofus vai ter um servidor para os brasileiros, em português. “Em breve” significa que eles não disseram a data exata, mas se mandaram uma newsletter para anunciar, é porque deve ser bem em breve mesmo.
Em parceria com a LevelUp Games, que já tem praticamente um monopólio estabelecido no mercado brasileiro de MMOs, a Ankama vai manter esse servidor nacional para abrigar os jogadores do nosso país. A LevelUp não administrará o jogo, ela apenas vai cuidar da parte comercial (disponibilizando meios de pagamento nacionais para a versão completa do jogo), de divulgação e de suporte à comunidade.
Dofus, pra quem não conhece, é um RPG online cujas batalhas são por turnos e pelo sistema de grade, bem semelhante aos Final Fantasy Tactics e Disgaeas da vida. Ele é artisticamente impressionante, com visual de desenho animado e interface bem trabalhada. E o melhor: não parece ser sugador de vida, como alguns MMORPGs que algumas colaboradoras do Continue jogam religiosamente. Né, Suzana?
Eu sei, eu falo mal porque sou frustrado de nunca ter jogado.

Inícios de novas gerações na indústria dos videogames costumam ser períodos turbulentos. Por ser um mercado cada vez mais veloz, é difícil determinar se quem é líder hoje continuará no posto amanhã, e a dança das cadeiras entre as produtoras de renome já é de praxe.
Pois quem está em um período turbulento é a SCi, detentora da Eidos (que, por sua vez, é responsável por jogos como Deus Ex, Tomb Raider e Hitman). Depois de passar por alguns meses amargando um bom prejuízo, foi a vez da empresa anunciar mudanças drásticas em sua estrutura. Além de cancelar 14 projetos que eles tinham em desenvolvimento, vão demitir um quarto (!) do total do quadro de funcionários.
”A SCi está precisando de mudanças imediatas”, afirma o presidente Phil Rogers. ”Seguindo nossa revisão de negócios pelas últimas semanas, iniciaremos um plano claro de ação baseado em três princípios fundamentais de atividade: uma mudança radical em nossa estrutura, um programa total de melhora e eficiência do produto e um plano de redução considerável de custos”.
Tá, o que isso significa? Sei lá! Eu espero que seja “vamos tomar vergonha na cara e fazer jogos bons”, mesmo que me pareça mais um “precisamos de dinheiro rápido e vamos explorar os jogadores casuais”.
Que o Wii aparece em tudo que é lugar, já sabemos. É no programa da Oprah, é na novela das oito, é em South Park… não há duvidas de que o console seja pop. Daqui a pouco até seu porteiro vai estar falando em Wii. Se é que já não fala.
E como se para consolidar essa afirmação, o aparelho também deu as caras durante o Oscar 2008, a maior premiação internacional de cinema. Você pode ver como foi a singela participação de WiiSports na piadinha mostrada no vídeo acima.
Só falta passar clipe na MTV…