Vou confessar uma coisa: Spore é um jogo tão estranho que eu simplesmente não consegui me decidir até agora sobre o que eu acho dele. Tanto é que não rolou resenha. Ele tem muitas coisas boas, que o caracterizariam como “jogão”, mas para cada uma dessas coisas legais há pelo menos uma outra horrível e característica de um jogo que eu não recomendaria. Eu não consigo nem decidir se me arrependo ou não ter ter comprado a porcaria do jogo! Por um lado, sinto que ele durou muito pouco para ter valido o preço; por outro, é um jogo histórico e digno de estar em qualquer coleção de games de PC.
Bom, mas nada disso tem a ver com a notícia que justifica este post: a EA já anunciou as primeiras expansões de Spore.
Primeiro teremos o Creepy and Cute Parts Pack, logo ali em 18 de Novembro. Já está inclusive disponível em pre-load na EA Store. Como o nome entrega, não passa de um pacote com partes extras para o Criador de Criaturas (de modo que pode ser comprado também pelos que só têm o Criador e não o Spore completo – sim, a EA sabe ganhar dinheiro).
Depois, em “Spring 2009” (traduzindo: segundo trimestre), teremos uma expansão propriamente dita. Ela ainda não tem nome, mas parece bem promissora: suas criaturas poderão descer da espaçonave em qualquer planeta visitável na fase espacial do jogo para interagir com os nativos e completar mais missões “a pé”.
Nesta mesma expansão também haverá um novo Criador, o Criador de Aventuras. Com ele, você pode criar missões que então passam a aparecer nos jogos de outras pessoas. Se isso for bem feito, poderá dar uma bela revitalizada em Spore, já que a fase espacial sofre muito de repetitividade aguda.
Você comprou Spore? Gostou? Pretende pegar alguma dessas expansões?
O que você vê acima é o AirG, o periférico para o joguinho de guitarra PopStar Guitar, que ninguém vai jogar mas que já se mostrou mais inteligente que Guitar Rock Hero Band.
Sim, só tem quatro botões e ninguém aqui está dizendo que é mais legal jogar com isso do que com uma guitarra (ainda que seja uma de plástico com cara de brinquedo), mas certamente a Harmonix/Activision conseguiria pensar num jeito de fazer isso com cinco botões e oferecer como uma opção em um “pacote econômico” dos seus jogos.
Além do mais, nada nesse mundo pode ser pior do que jogar GH só com o Wii Remote. Nem os mais safados pirateadores deveriam ser obrigados a suportar aquilo.
[via Gizmodo Brasil]
Eu acho muita mancada quando uma empresa manda aos críticos “instruções” sobre como analisar os seus jogos. O trabalho das empresas é fazer os jogos, o nosso é o de dar a nossa opinião sobre eles aos consumidores. Mas a carta do Peter “Pedrinho Molinete” Molyneux aos críticos até que traz um ponto interessante:
“Eu tenho um favor a pedir a você: nós fizemos este jogo não apenas para ser legal para gamers como você, mas para qualquer pessoa. Então por favor, por favor, por favor, por favor, por favor encontre alguém que não joga videogame, assista a esta pessoa jogar e veja como o seu mundo acaba ficando, pois eu acredito que apenas quando você enxerga essas diferenças é que você percebe o quão única a experiência é.”
Eu acho que isso é vital hoje em dia. Frequentemente os críticos de games hoje em dia precisam se colocar na pele do jogador casual para avaliar os títulos que são feitos para este nicho cada vez mais importante, e isso só se consegue através de observação. Todo jogo que se diz casual, mesmo que em parte, eu coloco a minha namorada para jogar e observo as dificuldades dela e o que ela considera divertido, e é sempre tudo muito diferente da minha experiência.
Você já observou um gamer completamente casual jogando? Quais foram as suas conclusões?
Let’s Tap. Vamos dar umas batidinhas. “O jogo que até um pinguim joga”, como é uma das suas descrições oficiais. É um jogo de Wii que você joga sem o controle. Sem o Wii Remote, sem o Nunchuck, sem nenhum acessório extra. Você coloca o Wii Remote em uma caixa, ou alguma superfície não muito rígida (uma pia de mármore provavelmente não funcionaria, mas eu também não consigo imaginar alguém pensando em jogar Let’s Tap usando uma pia de mármore — até porque pias normalmente são molhadas e o controle correria riscos de pegar umidade), e bate. Na superfície, não no controle. Assista ao trailer para entender.
Alguns podem dizer que isso não é nada que os bongôs de Donkey Konga não consigam fazer. Claro que é. Os bongôs nada mais eram do que dois botões e um microfone que captava palmas. Isso aqui trabalha com vibrações sensíveis.
Também é de se notar que Let’s Tap é o primeiro jogo da Prope anunciado desde a sua abertura, em 2006. “Quem é a Prope?”, pergunta o leitor que não clicou no link. É o estúdio do Yuji Naka, simplesmente o cara creditado por dar vida ao Sonic. Lembre-se: houve uma época em que o Sonic era realmente bom.
Eu só tenho minhas dúvidas quanto ao fato dele ser vendido em disco. Pela simplicidade, deveria ser WiiWare… Ou então ele é mais complexo do que parece.
PS.: Aproveitando o ensejo, a Prope também anunciou Let’s Catch (este sim para o WiiWare), um simpático joguinho de… bem, eu não entendi muito bem sobre o que ele é, mas o site é esse. ![]()
Estava meio cético com relação à conferência da Nintendo. A época não me parecia muito usual para grandes anúncios, mas pelo jeito errei feio; além do estranhíssimo DSi, a empresa mostrou dois trailers com três segundos de gameplay de dezenas de jogos para o Wii (que você confere acima) e para o seu portátil. Entre os títulos bizarramente japoneses e os que já conhecíamos, consegui destacar alguns depois do continue.
[Uma série de acontecimentos, envolvendo a (falta de) internet do Fabio, colaboradores desavisados e a censura do governo chinês fez com que os post de hoje do Continue atrasassem. Mas já estamos de volta à programação normal -- ou assim esperamos.]
Sejamos sinceros: das centenas de rumores sobre o lançamento de uma nova versão do Nintendo DS, poucos são dignos de nota. Mas uma combinação de fatores, incluindo a época propícia, a fonte da informação, e o evento marcado para daqui a três dias fizeram este ganhar mais força do que normalmente acontece.
A história que conta o renomado jornal japonês Nikkei é que a Big N lançaria ainda este ano na terra do sol nascente uma versão redesenhada do portátil com telas maiores, tocador de música e câmera embutidos. Este último recurso ainda poderia ser utilizado em futuros jogos do portátil, tal qual a EyeToy da Sony ou a câmera de nome genérico da Microsoft.
A Nintendo, como de praxe, não nega nem confirma. E nós, NPCs que somos, não podemos fazer nada além de esperar.

Logo agora, quando todos os fanboys já estavam superando a conferência da Nintendo na E3 2008 e se conformando com a perspectiva de passar o fim de ano fazendo mímica de instrumentos musicais, a Big N anuncia um evento exclusivo para a imprensa no dia 2 de outubro. E pelo que andam dizendo nos bastidores, será nos moldes daqueles de quando a empresa tem algo de importante para revelar, com apresentações acontecendo em mais de um continente no mesmo dia. Outro detalhe importante é que esta data é logo antes da Tokyo Game Show, evento ao qual a Nintendo não comparecerá.
Mas é melhor pensar duas vezes antes de pensar “OMG! Já tô vendo o novo Zelda!!1!”. A época é estranha para um Megaton, e pode ser que a Nintendo esteja só querendo consolidar a lineup de fim de ano já revelada para seus consoles, uma vez que na E3 ela deixou passar boas exclusividades para os jogadores hardcore — como Fatal Frame, The Conduit, Dead Rising, Wario Land: Shake It!, Tenchu 4 e Tales of Symphonia — o que gerou todo aquele escarcéu sobre esquecer os verdadeiros fãs e tudo mais.
Sem contar o megaboga Disaster: Day of Crisis, que parece ser o grande título de fim de ano para o Wii — ao menos no que diz respeito ao tipo de gente que não está afim de fazer mímica de instrumentos musicais.
[Nota do Bracht Nintendista: foda-se, já tô hypado. Novo Zelda!!1! \o/]

Quem não quer ter um produto da Apple? Como se não bastasse ter o computador mais estiloso de todos os tempos, ela também criou o notebook, o MP3, o MP4 e o celular mais estilosos de todos os tempos. E, ao que tudo indica, pode ter em mãos também o videogame portátil mais estiloso.
Em um evento promovido esta semana para a imprensa, a empresa anunciou (além de novos modelos do iPod, é claro) que o seu novo canal de aplicativos promoveu, menos de um mês depois do lançamento, mais de 60 milhões de downloads — sendo 300 mil destes apenas do jogo Super Monkey Ball. E dando grande destaque aos videogames em sua conferência, com direito a montagem em vídeo de featured titles e tudo mais, o chefão Steve Jobs declarou que considera o iPod Touch como “o melhor dispositivo portátil para games”.
E não é só a Apple: várias produtoras estão apostando no sucesso do pequeno aparelho como plataforma de games, inclusive a EA — que além de ter lançado Spore Origins junto com a versão de PC, anunciou semana passada o desenvolvimento de mais nove jogos para o aparelho, incluindo versões de The Sims 3, Need for Speed: Undercover, Monopoly e Tiger Woods.
Então queremos saber de você, leitor: devemos apostar no sucesso da Apple nessa nova empreitada? Acha que podemos chegar a ver grandes lançamentos exclusivos para os iPods? A interface do iPhone, com uma única touch screen, lhe parece apropriada para jogos? O Continue deve dar mais atenção aos jogos anunciados para o iPod? E, mais importante: você compraria um portátil da Apple para jogar?
Testei esses dias o Jam Legend, sitezinho que já havia sido mencionado aqui e que transporta a fórmula vencedora de Guitar Hero para a internet. Não é nem um pouco difícil descrever como funciona o brinquedo. Tanto que eu já o fiz. É só isso mesmo: jogabilidade de GH dentro do seu navegador (joga-se com os botões de F1 a F5 ou de 1 a 5 e o Enter serve como palhetada — sim, igual a Frets on Fire), com possibilidade de adicionar amigos e travar desafios pela melhor pontuação.
Entre as coisas que eu gostei estão a interface do site e a qualidade das músicas (tanto qualidade de áudio quanto a qualidade das compisções em si — as músicas que eu testei são bem legais). O componente social, como não poderia deixar de ser, é bem legal, apesar de simples. Deve ser bem divertido ter bastante amigos jogando.
Mas no fim, apesar de insistir que o site é divertido e vale a pena conhecer, eu achei mais coisas pra falar mal do que bem. Pra começar, não tem UMA música famosa. Sim, são legais, mas a graça de Guitar Hero era poder tocar um Bad Religion, um Ramones, um Hendrix… um jogo do estilo que não tem nenhuma música desse naipe já não começa empolgante. E mesmo as músicas que estão lá não estão bem organizadas. Eu tentei de todo jeito achar uma página que me mostrasse todas as músicas do site, mas parece que não existe. Eu só achava as mais populares, as mais tocadas etc.
Na hora do jogo, as notas não desciam “redondo”. Rolava um puta frame skip quase o tempo todo, de modo que a única maneira era se concentrar na batida da música pra acertar as notas na hora certa (que é o modo mais indicado mesmo, no fim das contas). Não chegou a atrapalhar quase nada, mas é um bug feio.
Se você quiser experimentar, o site é JamLegend.com. Ainda está em beta fechado, mas rola um esquema: acontece que semana passada eles liberaram acesso a todos os que tinham se cadastrado lá. E todo mundo pode convidar um amigo. O código do meu convite é 3022181a1c21987a. O primeiro que ler esse post pode usar esse código na hora de criar uma conta nova, aí é só clicar no link “Invites” no alto da página e copiar o código de lá pra postar aqui nos comentários, para que o próximo que quiser possa entrar.
Estou confiando que não vai ter nenhum espírito de porco egoísta aí para estragar a brincadeira, hein? ![]()
Você sempre quis ter um macaco em casa? Nem eu. Ainda estou me acostumando com os cachorros pulando em cima da cama de manhã cedo, imagine um macaquinho saltitando por aí, pegando meus jogos e livros, fazendo a maior zona. Definitivamente, não é uma idéia agradável.
Mesmo assim, tenho que admitir que adorei o EyePet, que a Sony apresentou na Games Convention, em Leipzig. Segundo os caras, é um ”novo aplicativo de interação da câmera PlayStation Eye”. Falando assim parece que é um software maligno e gelado, mas é esse simpático macaquinho aí na foto. Ele interage com o ambiente que a câmera do PS3 está filmando, mexe nos objetos e reage aos seus toques. Não é uma gracinha? E tem o fato comprovado de que jogos com macacos sempre são legais. Imagine um jogo que É um macaco. Sensacional!
O EyePet chega às lojas gringas no final de 2009.
[via Wired]