
esper000 é um leitor do Continue. Um dia ele deixou um comentário por aqui, e eu, curioso que sou, caí no blog do rapaz. E então descobri o CyberArts. Fim (ou não).
Por que eu estou recomendando ele publicamente, quando poderia simplesmente ler, comentar e passar o link para alguns contatos mais chegados no MSN? Porque é um blog diferente, que eu particularmente quero que prospere (não, não sou parente do cara).
Em vez do usual “fã(s) de videogame comentando novidades aleatórias” (que não é necessáriamente ruim, veja você), o CyberArts fala sobre arte nos games. Não aquela velha discussão sobre decidir se os jogos são arte ou não, mas sim discussões sobre a arte em si, contida dentro dos mundos dos jogos. Ou melhor, as artes dos quais são compostos os mundos dos jogos.
O cara, que se identifica como Rodrigo Esper (será mesmo que ele tem sobrenome de personagem de Final Fantasy?), é um aspirante a Diretor de Arte em games, e eu digo que o guri tem futuro. Pelo grau de interesse que ele demonstra nos seus posts, pouca coisa poderia dar errado na tentativa dele alavancar uma carreira no setor. Talvez apenas o fato de não haver lugar onde seguir essa carreira aqui no nosso país tão bacana.
Então está dada a dica. Para saber mais e discutir sobre arte nos games, visite o CyberArts.
E um recado para o dono do mesmo: não desista, cara. Eu sei que todo mundo que tem blog às vezes sente vontade de largar tudo, e muitas vezes a segue. Mas não faça isso, se for possível evitar. A tal “blogosfera” de games brasileira precisa de coisas assim. Parabéns.
Você vê alguma coisa funcionando nesse país? Você vê alguma coisa dando certo? Hoje em dia nem mesmo as “nossas especialidades” estão salvas: o carnaval está com problemas e o futebol, que eu saiba, já foi muito melhor. Eu posso ter apenas 22 anos, mas já me sinto calejado com esse país.
Sou extremamente otimista com relação a quase tudo, inclusive com relação às pessoas — eu sempre espero o melhor delas, correndo o risco de me desapontar –, mas esse Brasilzão não me inspira a menor das confianças. Por isso eu disse que não acreditava que qualquer tipo de reação fosse nos ajudar no caso da ridícula proibição do Counter Strike e do EverQuest. E mantenho a opinião.
Mas GUS e o Douglas Pereira (ambos do recém-criado blog Liberdade Gamer) não pensam assim e estão organizando um protesto em plena Avenida Paulista, no coração de São Paulo.
Se você gosta de jogos, mesmo que não desses dois em especial, venha participar desse movimento para evitar ações arbitrárias como essa, que visam tirar a sua liberdade de escolha. Se o Ministério da Justiça já classifica os jogos, por que, então, proibir a venda de um produto que já é regulamentado pelo Estado? Não é suficiente a Classificação Indicativa? Onde fica a democracia? A liberdade de escolha?
Alegam que esses jogos são nefastos e podem causar danos a crianças e adolescentes, mas atroz mesmo é tirar dos pais o poder de decidir o que é melhor para os seus filhos e quando. Alegam que os jogos fazem mal e, portanto, devem ser retirados do mercado.
E quanto ao cigarro? E quanto à bebida? E quanto à venda de armas de fogo, não pudemos votar em plebiscito se teríamos ou não esse direito? Armas matam pessoas, no entanto, uma pessoa tem o direito de comprá-las. E querem proibir a venda de jogos.
Mesmo cético em relação aos resultados que isso pode alcançar, eu pretendo dar um pulo lá, me fazer presente. Como eu disse: eu não boto fé no Brasil, mas boto fé nas pessoas.
O protesto está marcado para sábado, dia 2 de fevereiro, às 11 horas, sob o vão do MASP. Sim, em pleno feriadão de carnaval. Eu conversei com o GUS sobre isso ontem, e ele me afirmou que fazer uma semana antes (amanhã, no caso) seria “muito em cima”, e uma semana depois o caso já teria esfriado.
De qualquer modo, a data ainda pode mudar. Qualquer coisa a gente te avisa.
Duas notícias boas para o mercado brasileiro em um dia? Como assim!?! Eu sei que é imperdoável, mas preciso contar da última pra vocês.
O babado forte é que a empresa tupiniquim Tech Front conseguiu ser licenciada como desenvolvedora oficial para as plataformas da Nintendo. Ou seja: eles podem lançar jogos para Wii e DS.
As informações ainda são escassas, mas é bom ressaltar que pode não dar em nada. Não é nem a primeira vez que uma desenvolvedora brasileira consegue a licença da Nintendo - em meados de 2005, a Madgam já tinha sido autorizada - mas a esperança, afinal, é o principal trunfo (e possivelmente único recurso) dos gamers brasileiros.
[via Wii Brasil]
O primo do Steven Tyler trouxe timidamente o seu Video Games Live ao Brasil em 2006, voltou um pouco mais “soltinho” em 2007 e agora parece que não consegue mais viver longe do nosso maravilhoso país. Digo isso porque foi anunciada a agenda de shows do espetáculo para 2008, e é claro que o Brasil está lá, entre os 40 shows já anunciados.
O mais legal é que o nosso é o único país em que consta o parênteses “Multiple cities”, abrindo caminho para um sem-número de especulações esperançosas. Será que eles vêm para Pindamonhangaba? E para Birigui? E para Cachoeirinha?
Mas falando sério agora. No primeiro ano os shows foram só em SP e RJ, enquanto no ano seguinte a coisa se estendeu para Brasília e várias outras cidades foram cogitadas. Para 2008, se o show de Brasília fez sucesso (eu não sei como foi de público), dá pra se esperar que eles repitam as três cidades de 2007 e incluam mais uma ou duas. Meu chutes são Porto Alegre, Curitiba e/ou Salvador (ou alguma outra cidade do nordeste). Veremos!
Atualização: como eu não entendo absolutamente nada de como funciona a lei e os trâmites dela (vivo bem mais feliz assim), o post do Daniel Trezub veio bem a calhar ao apontar os erros factuais deste e de vários outros posts sobre o assunto. Aconselho a leitura.
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Agora é oficial, minha gente. Vivemos em um país de merda. Peguem os pandeiros, os tamborins, façam umas fantasias de burro e escrevam “Ignorância e Regresso” na bandeira do Brasil. Depois peguem tudo isso, montem um bloco de carnaval e vamos cair na folia! Porque este ano não há tema melhor para samba-enredo do que este:
Em cumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da 17a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, válida em todo o território nacional, nos autos da Ação Civil Pública n° 2002.38.00.046529-6, o PROCON/GO está apreendendo no Estado de Goiás os jogos virtuais de vídeo-games e computadores: “Counter-Strike” e “Everquest”, que foram considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. (Site do PROCON de Goiás)
Não deve ser difícil trocar umas palavrinhas aqui e ali e fazer isso rimar. Vai ser 10 na avenida, com certeza. Pra quem está se perguntando qual o motivo de se proibir dois jogos já tão antigos quando se tem carne nova para atacar (Manhunt 2, alguém? Pelo menos ninguém ia sentir falta), eis motivo oficial, publicado no site:
O jogo “Counter Strike” (reféns, bomba, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha) reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros.
O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PM´s matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido. Nessa escala de violência, cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.
O jogo “Everquest” leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos “pesados”; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos, que muitas vezes depois de executados, o jogador fica sabendo (ou não) que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).
Os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais.
Aviso de amigo, Procon: com quase dez anos de estrada, não há um jovem que ainda não tenha jogado CS e recebido “treinamento de guerrilha”. Vocês estão mais atrasados que relógio de camelô com bateria xingling. Outro aviso: joguem Portal. Tem uma cena terrível onde o jogador deve atirar no incinerador o seu melhor amigo, assassinando-o de maneira repulsiva e fria. Vocês vão querer proibir este também.
Conforme o texto no site, os cidadãos de Goiás já estão sendo instruídos a reportar qualquer ocorrência de comercialização destes jogos às autoridades responsáveis. Mas esta é uma medida que afeta o país inteiro.
Agora é a hora que você espera que eu brade palavras de ordem para que todos divulguem, reclamem publicamente, façam suas vozes serem ouvidas, mandem emails para os resposáveis etc. Ok, façam isso se quiserem. Mas eu pessoalmente não acredito que resultará em qualquer efeito positivo. O povo, como vocês bem sabem, só serve para duas coisas: votar e pagar imposto. A única maneira dessa situação ser revertida é com a intervenção de gente que tem grana, porque grana é igual a voz. A Electronic Arts, que é quem publica os jogos da Valve no Brasil, seria a mais indicada, já que isso diz respeito diretamente a um dos produtos dela. A Microsoft também. Apesar de não ter à primeira vista nada a ver com a história, esta decisão do Procon é prejudicial ao mercado de games no Brasil, onde a Microsoft é a big player, está investindo pesado e quer ver retorno e prosperidade. Um retrocesso não vai ser nada bom para ela também.
Sem contar que a qualquer momento um funcionário do Procon pode chegar em casa e ver o filho serrando alguém ao meio em Gears of War, aí já viu.
É, amigos. No país do carnaval, quem dança somos nós.
[Valeu ao Gil, ao GUS e aos leitores que enviaram pelo formulário de contato antes que eu visse essa notícia em algum outro lugar. E valeu ao Lef também, que já tinha começado a escrever este post quando eu tiranamente disse que eu queria escrevê-lo.]
[ATUALIZAÇÃO 17/01: Já era. Depois de ameaçado juridicamente pelo Lucas do GoLuck (eu preferi só dar risada da situação), o guri apagou os posts e fez que ia começar a "se comportar". Mas aí lembrou que o nome e a marca que ele tava usando como sendo dele também são registrados, então apagou o blog. Tomara que comece logo outro!
]
Hoje a internet ganhou mais um blog bacaníssimo de games. Estou falando do maravilhoso Supergamepower. Não sei nem por onde começar a comentar tamanha genialidade em forma de blog.
Sei sim, pensando bem. Pelo nome! Onde vocês já viram um nome tão original e criativo? Ele me soa familiar, por algum motivo, mas estou certo que é um daqueles casos de um nome tão estupendamente incrível que a gente meio que se recusa a acreditar que nunca foi usado antes.
E o que falar da tagline? “Os super games se encontran” Tão sutil, tão ácido, tão crítico… e em Comic Sans!! Quem dera ter sido eu o criador…
Mas nada disso supera a supremacia incontestável do conteúdo. O blog já tem três posts! Um é o obrigatório “Hello world!” (o quê? Vocês apagam o de vocês quando criam um blog? Heresia!), e os outros dois são uma importante denúncia e uma pertinente discussão sobre hype. Ih, errei os links… Quem são esses dois aí, o Continue e o GoLuck? Devem ter copiados os posts do SGP, bando de sanguessugas de conteúdo! Um dia no ar e o SGP já teve dois posts copiados, deve ser um recorde!
Pra terminar: reparem que o link para o meu nome no post sobre o hype foi pertinentemente alterado para apontar para o post de hoje deste blog sobre um cara que tem 46% do cérebro ocupado por memórias relativas à Nintendo, como quem me acusa de ser nintendista (o que eu não nego ser, apenas nego que influencie na minha capacidade de ser imparcial). É claro que o anônimo dono de tão sensacional blog tem todo o direito de linkar o meu nome para onde ele quiser, mas eu tenho quase certeza de que, na fictícia hipótese daquele post já ter sido publicado em outro lugar, o link apontaria para o meu perfil no Facebook.
Está dada a dica. Entrem no blog e comentem. Comentem MUITO, porque esse aí merece. Vocês sabem que tipo de comentários, não sabem?
E ficam meus parabéns a quem sabe criar em vez de copiar.

Recebi do leitor Rodrigo Van Kampen não um texto, mas uma dica e um pedido de ajuda. Como eu não sou louco de recusar um favor a alguém com um sobrenome tão imponente, vai a dica: o projeto mmmask - Massive Multiplayer Masks.
Trata-se de um projeto do Rodrigo que visa descobrir quem são as pessoas por trás dos personagens que você vê andando por aí nos mundos virtuais diversos. Além disso, é o seu trabalho de conclusão de curso um trabalho na faculdade. Até agora os resultados obtidos são interessantes em nível de curiosidade, mas ele me contou que depois tudo será compilado e convertido em um relatório único.
O único problema é que ele não está conseguindo muita participação na pesquisa. Então, se você joga ou conhece alguém que joga regularmente algum MMO, favor seguir as instruções do site e entrar em contato com o guri. Ele é gente-fina! ![]()
Tem três coisas nessa vida que eu pago pau, e uma delas é o Pablo Miyazawa. Além de ter um texto incrível, ele é sem sombra de dúvida uma das pessoas mais bacanas que eu conheci na vida. Eu não sou grande coisa, mas se não fosse por ele eu seria menos ainda. Bem menos, se isso for possível. Dito isso, eu afirmo que se o Pablo quer publicar a lista de Melhores do Ano dele mais de 36 horas depois do ano ter acabado, ele pode!
Como você não está fazendo nada de útil mesmo, clique aqui e dê uma olhada no que a imprensa de games nacional decidiu ser a lista não apenas dos jogos mais bacanas lançados em 2007, como também dos melhores e piores acontecimentos. O Continue votou também!
Apenas por curiosidade, meus votos para melhor jogo foram, nesta ordem: BioShock, Super Mario Galaxy e Portal (The Orange Box).


Cave Days é um jogo de plataforma criado pela empresa brasileira Insolita Studios. Encontrei esse jogo navegando ao acaso pela internet e considero uma surpresa agradável, ainda mais sabendo que é um produto nacional.
A história se passa na época dos dinossauros e o jogador controla dois homens das cavernas que gostam de passar o tempo caçando e assando dinos. O estilo do jogo é bem próximo ao dos jogos de plataforma que reinaram nos gloriosos tempos de SNES. A jogabilidade é boa, a música também agrada e os grunidos usados como vozes para os personagens principais combinam bem com o estilo engraçadinho do jogo. Esse estilo é o que dá mais personalidade a Cave Days, o jogo inteiro e principalmente as cut-scenes são cheias de piadinhas que até me arrancaram algumas risadas.
Acho que não é novidade para ninguém que a pirataria tá comendo solta no Wii. Se você mora em cidade grande, não é preciso ir muito longe para encontrar barraquinhas que destravam o seu aparelho em troco de alguns trocados. Mas o que ninguém esperava é que o Wii pudesse rodar software alternativo sem o uso de modchips. Pois parece que os hackers descobriram o calcanhar de aquiles do console.
Até agora, tudo o que se conseguia era rodar códigos originais no “modo GameCube” do sistema, o que não era lá grande vantagem. Entretanto, confome foi demonstrado em um evento alemão de hackers realizado semana passada, um grupo conseguiu acesso ao código de encriptação de discos do Wii através do próprio videogame, e é capaz de fazer software não-oficial rodar no “modo Wii” do aparelho.
Na prática, o que isso significa? Bem, se tal descoberta for difundida, será possível rodar todo os tipos de homebrews, emuladores e até jogos piratas através de qualquer DVD (que contenha o código de encriptação) em qualquer Wii - mesmo que ele não esteja destravado. Caso nada seja feito para parar o grupo de hackers, poderemos proclamar o Wii como o console mais facilmente pirateável da nova geração.
O que traz a tona uma série de discussões que, de tempos em tempos, reaparecem como velhos fantasmas da indústria. A pirataria deve ser legalizada ou combatida? O que a Nintendo deve fazer para pará-los: seguir o modelo que a Microsoft criou ao expulsar da Xbox Live todos os membros com consoles manualmente adulterados? Criar firmwares periódicos e obrigar os jogadores a atualizar seus consoles? Simplesmente ‘liberar geral’ e cobrar atitudes das autoridades responsáveis?
Eu não sei. Aqui está muito calor para pensar…
[via WiiNintendo]