Parece que Tommy Tallarico, Jack Wall e companhia gostaram mesmo do Brasil. Eles vieram e fizeram show no Rio e em São Paulo em 2006, e em 2007 aumentaram ainda mais a extensão da turnê tupiniquim para Brasília. Como se não fosse suficiente, o Video Games Live retornará ao país mais uma vez em 2008! \o/
Por enquanto, a única cidade que consta na página de datas do site oficial é o Rio de Janeiro (chupem, paulistas! =D), mas seguindo a lógica dos anos anteriores é bem provável que eles agendem ainda mais espetáculos desta vez. [Nota do Bracht: precisam fazer um em Porto Alegre, no Theatro São Pedro.]
A mim, só interessa saber que modificações eles farão no setlist para justificar o interesse daqueles que já assistiram ao show duas vezes. Shadow of the Colossus, alguém?

Saiu no Nintenerds na semana passada e eu só vi (e fiquei de boca aberta) hoje: segundo um dos leitores do blog, o Tiago Pádua, um amigo dele comprou um Wii bonitinho, original e pãns, do Submarino, pagou R$1.700,00 e recebeu uma grande caixa de incomodações. Sei lá se é verdade mesmo, mas como estamos longe do primeiro de Abril, resolvi acreditar.
Você pode ver as fotos do produto clicando no link que inicia esse post, e segundo o texto enviado pelo Tiago Pádua ao Nintenerds, a coisa foi feia mesmo. O Wii:
Eu obviamente me recuso a acreditar que o Submarino tenha qualquer culpa nessa história. É claro que esse Wii foi adulterado antes de chegar ao estoque do site e tal, mas duas coisas não dá pra negar. A primeira é que alguém deveria ter notado que a caixa já havia sido aberta (por mais que tenham lacrado de novo, duvido que não dê pra perceber) e a segunda e mais importante é que o serviço de atendimento ao consumidor do Submarino tem uma missão especial nas mãos. Eles precisam resolver este problema de maneira exemplar, senão a coisa vai ficar feia pro lado deles sob a ótica do mercado gamer. Segundo relatos da vítima, não é isso que está acontecendo, e é por isso que é importante espalhar o fato em blogs e sites por aí.
O mais impressionante é que essa não é a primeira vez que isso acontece. Há não muito tempo, um carinha comprou um PS3 no mesmo Submarino e recebeu um tijolo rebocado. E não foi tão bem atendido.

[Atualização: como sempre, os leitores dão um show à parte aqui nos comentários. Não deixe de ler, já que as informações postadas lá são mais esclarecedoras do qualquer uma que eu poderia ter escrito.]
Fresquinha do Gamer.br: por decisão da Microsoft Brasil, o Kit Nacional do Xbox 360 passa a ser comercializado por R$2.229,00 a partir de hoje, sofrendo uma redução de 11% do preço antigo, R$2.499,00 — que já era uma redução de 17% do preço praticado até poucos meses atrás, R$2.999,00.
Reproduzo abaixo o comentário que deixei no respectivo blog:
Não adianta baixar o preço. O problema não é o preço, o problema é o modelo: até onde eu sei — posso estar errado, mas acredito que não –, o modelo de Xbox vendido no Brasil é o antigo, ainda sem a placa-mãe Falcon. Qualquer um que der uma busca no Google a fim de se informar sobre o que deve ter em mente antes de comprar o seu Xbox, vai encontrar claramente a informação: “se não for com a placa Falcon, NÃO COMPRE porque dá 3RL”. Aí pode estar R$999 que nego não compra.
Sem contar a falcatrua da venda casada, que te empurra três jogos bem “marromenos” e uma faceplate que, convenhamos, só ocupa espaço.
Eu sou felicíssimo pelo fato da Microsoft estar presente e atuante no Brasil, e de certa forma até torço para que um bom número de troux… desinformados compre o console, já que só assim teremos a Live oficialmente no Brasil.
Mas melhor do que fazer, é fazer bem feito.
Opiniões dos leitores do Continue, por favor?

Olha eu aqui, escrevendo a minha primeira “Discussão de Fim de Semana”!
Sempre gostei dos tópicos abordados nessa coluna e mais ainda dos comentários e discussões que surgem na sua sequência. E agora o Bracht me deu a chance de começar uma eu também. E o tema de hoje, como o título já diz, é moda. Moda Gamer, para ser mais preciso. E não falo do estilista Karl Legerfeld ser DJ em Libert City, mas sobre o que nós, jogadores entusiastas de videogame, vestimos.
Parece um assunto frívolo, mas não é. Eu já trabalhei com Moda e antes que alguém faça um comentário engraçadinho, adianto que é um negócio sério e quando analisado de um ponto de vista acadêmico, descobre-se que a Moda apresenta uma profundidade antropológica e sociológica impressionante.

Como você talvez já saiba, tem um projeto de lei circulando pelo organismo legislativo brasileiro que, se aprovado, vai realizar o sonho do mercado de games no nosso país: normalizar os impostos abusivos que são aplicados aos jogos e consoles, efetivamente baixando o preço de tudo.
Só que eu e muita gente não sabe exatamente que projeto de lei é esse, como ele funciona, quando pode ser aprovado, que caminho já tomou… enfim, sabemos que ele existe e não muito mais do que isso.
Esse é um assunto que não pode morrer. Eu sou um hipócrita por falar isso, visto que não tenho (e nem sinto vontade de ter) um pingo de interesse por política neste país tão zoneado, mas a verdade é que nós, gamers, não podemos deixar de saber esse tipo de coisa. Nós temos que entender o que acontece, acompanhar e cobrar. Esse projeto de lei é mais importante para o nosso mercado do que a entrada de qualquer Sony, Nintendo ou Microsoft. Se ele for aprovado, os nossos jogos vão finalmente custar o quanto valem. Esse absurdo de jogos de Wii custando 249,00 vai acabar.
Mas para isso nós precisamos de conhecimento.
Bom, esses dias eu encontrei, na lista de discussão Games Por Um Preço Justo (que, a propósito, é livre para quem quiser entrar), um cara que manja do assunto. O nome dele é Marco Túlio da Silva Lima. Resolvi fazer algumas perguntas para ele, a fim de me esclarecer. O legal é que, como eu tenho esta poderosa ferramente chamada blog às minhas mãos, agora posso também ajudar a esclarecer a você, leitor que merece estar bem informado e engajado. Depois do continue, você vai ficar sabendo de tudo sobre o projeto de lei 300/2007.

Todos vocês já leram o ótimo texto do AyPyCy sobre pirataria publicado esta semana, certo? Muitos, além de ler, fizeram questão de comentar, e nisso saíram altos comentários super pertinentes e exemplares. Por isso hoje eu acho apropriado trazer duas novas discussões baseadas naquela. Ainda sobre pirataria, porém mais específicas.
São dois pontos sensíveis, portanto estou ansioso para conhecer a opinião de vocês.
[Adivinha só de quem é este texto? Do AyPyCy, o nosso já quase redator-honorário! Agora sério: eu sei que muitos de vocês já viram a cara ao se depararem com "mais um texto sobre pirataria", mas este vale muito a pena ser lido. Eu fiquei realmente muito surpreso e impressionado com a qualidade do trabalho do nosso leitor dos três "y", e considero este o melhor dos textos que ele já me mandou. Ajeite-se na cadeira, porque o texto é longo, e vamos nessa.]
Antes de iniciar o texto gostaria de deixar bem claro que o objetivo dele não é criar polêmica, acusar alguém, nem discutir o preço das coisas. O objetivo é explicar o que é a pirataria (principalmente em conteúdo digital - games, música e filmes) e como ela nos afeta, diretamente ou indiretamente. Você pode concordar com o texto ou discordar dele, mas quero reforçar que o que está escrito abaixo não é simplesmente minha opinião, mas fatos provenientes de estudos e leituras.

[O seguinte texto é fruto da mente generosa e altruísta do leitor conhecido pela estilosa alcunha de AyPyCy. Kudos para ele!]
Com o recente anúncio do preço do GTAIV para o Xbox 360 (R$229,90 pela Synergex) um velho assunto volta à tona: “E se eu importar o jogo, sai mais barato?”O objetivo deste texto não é discutir se o preço cobrado pela Synergex é justo ou não, e sim descrever o que pode acontecer com quem quiser se aventurar na importação como pessoa física.
Este é um assunto que vai muito de pessoa para pessoa, já que alguns já tentaram e foram mal sucedidos enquanto outros praticamente só compram via importação, então vou me basear na minha experiência. Eu já fiz 15 compras pela CDUniverse.com (incluindo jogos, CDs musicais e DVDs), então vou usar este site como base do exemplo e vou usar a taxa de R$1.70 para o dólar.

Tomara que não! A única desculpa que eu tive para até hoje não ter sido sugado, mesmo que temporariamente, pelo vórtice vicioso de World of Warcraft era o fato de eu ter que sacar um cartão de crédito internacional para jogá-lo. (Como se isso me impedisse de fazer tantas outras coisas… :P)
Segundo notícia publicada pelo Kotaku há poucas horinhas, a Blizzard anunciou um plano de expansão do monstro dos MMOs para os países de língua espanhola das Américas em 2008. Vai rolar tradução completa, de texto e dublagens, além de suporte técnico completo e 24h em espanhol.
Tá, e o Brasil? Como eu e você não falamos espanhol, está automaticamente de fora da lista. Mas vai ser praticamente o único país de todo o continente americano a não ter uma versão oficial do WoW. Justamente o Brasil, que sempre se destaca em jogos online. Duvido que isso vá ficar muito tempo assim. A Blizzard não é burra.
Pelo menos eu acho que não.
[PS da Suzana: não é o fato de ser burra, é o fato de que a Blizzard não implementa um servidor se eles não tiverem certeza de que vão conseguir manter o padrão internacional de qualidade deles. Considerando os casos de corrupção de GMs tão famosos Brasil afora e a fama mundial de brasileiro ser tudo trombadinha em jogo, sempre querendo levar a melhor e pouco se lixando pro resto... duvido que eles lancem algo por aqui. Seria também difícil fazer todo mundo pagar 40 reais pelo jogo e 80 pela expansão.]
Recebi por email, da própria Ankama Games, a notícia de que em breve o divertidinho MMORPG online casual (o casual é por minha conta) Dofus vai ter um servidor para os brasileiros, em português. “Em breve” significa que eles não disseram a data exata, mas se mandaram uma newsletter para anunciar, é porque deve ser bem em breve mesmo.
Em parceria com a LevelUp Games, que já tem praticamente um monopólio estabelecido no mercado brasileiro de MMOs, a Ankama vai manter esse servidor nacional para abrigar os jogadores do nosso país. A LevelUp não administrará o jogo, ela apenas vai cuidar da parte comercial (disponibilizando meios de pagamento nacionais para a versão completa do jogo), de divulgação e de suporte à comunidade.
Dofus, pra quem não conhece, é um RPG online cujas batalhas são por turnos e pelo sistema de grade, bem semelhante aos Final Fantasy Tactics e Disgaeas da vida. Ele é artisticamente impressionante, com visual de desenho animado e interface bem trabalhada. E o melhor: não parece ser sugador de vida, como alguns MMORPGs que algumas colaboradoras do Continue jogam religiosamente. Né, Suzana?
Eu sei, eu falo mal porque sou frustrado de nunca ter jogado.