
Deu no UOL Jogos: o Conselho de Administração da SUFRAMA (Superintêndencia da Zona Franca de Manaus) aprovou a fabricação de consoles PlayStation 2 nas instalações da Sony Brasil no Pólo Industrial de Manaus.
A Sony Brasil não divulgou muitas informações ainda, exceto por um pequeno comunicado oficial:
A Sony Brasil submeteu, recentemente, um projeto à SUFRAMA para assegurar a possibilidade de investimento no Pólo Industrial de Manaus, caso decida-se pela comercialização da linha PlayStation no Brasil. No momento adequado, a imprensa será notificada e informada sobre a decisão da empresa.
A acessoria de imprensa da SUFRAMA deu com a língua nos dentes foi mais clara e confirmou que o projeto envolve um investimento total de 8,8 milhões de Reais e que a produção prevista para o primeiro ano de operação é de 450 mil unidades, chegando à 520 mil consoles no terceiro ano. Serão gerados 74 novos empregos diretos, mas não foi divulgado quando o videogame começará a ser produzido.
Segundo o UOL Jogos, os DVDs dos jogos de PlayStation 2 também serão prensados no Brasil, o que pode significar uma redução significativa nos preços atuais, uma vez que os discos originais que encontramos nas lojas são importados. Eu acredito que o preço ficará perto do que existe hoje nos jogos de PC. No entanto, a Sony DADC, responsável pela produção de CDs e DVDs da Sony no Brasil, não emitiu nenhuma informação sobre o assunto. Porém, a SUFRAMA já havia comunicado em seu site uma nota sobre investimentos globais para a diversificação da área de eletroeletrônicos que entre outros projetos, inclui a “produção de telejogos PlayStation 2, da Sony Brasil”. [Nota do Bracht: "Telejogos"? Sério? =/]
Com certeza muitos estão se perguntando: por que não o PSP ou PlayStation 3? Na verdade, a estratégia da Sony para a América do Sul, como eles mesmo explicaram depois da E3 desse ano, é começar com o PlayStation 2, um produto mais barato e amplamente aceito em todo o mundo. Só no Brasil, entre consoles vendidos oficialmente e no paralelo, são aproximadamente 8 milhões de videogames, a maior base instalada no país, de acordo com a Abragames. E a entrada da Sony no mercado é mais um passo rumo ao fortalecimento de nossa indústria e a inclusão do Brasil no mercado mundial dos jogos eletrônicos.
Pode não parecer tanto, mas é uma notícia muito positiva para o mercado nacional, ainda mais quando colocada em contraste com as outras conquistas desbloqueadas (
) pelo país nos últimos anos, como a vinda oficial do Xbox 360, a abertura de um estúdio da Ubisoft e mesmo a simples declaração de Reggie Fils-Aime de que os impostos são a única coisa que impede o Brasil de ser o maior mercado de games da América Latina. Comemoremos!
[via UOL Jogos]

Bola dentro da Microsoft! O nosso Kit Nacional do Xbox 360, que antes custava R$2.300,00, a partir da última quarta-feira passou a sair por quase-módicos R$1.900,00 — pouco, bem pouco mais do que eu paguei pelo meu no mercado cinza livre.
Além da mais que bem-vinda redução de preço, o pacote também foi atualizado. O HD, que antes era de 20GB, agora triplicou de tamanho, e a seleção de jogos se modernizou: PGR 4 e Too Human agora fazem parte do pacote. A notícia do UOL Jogos não deixa claro se os jogos que vinham antes foram retirados da caixa, mas parece-me que sim.
Como seria de se esperar, o modelo novo é o da placa-mãe atualizada (Falcon), ou seja, corre substancialmente menos riscos de dar 3RL. Além disso, o novo Kit Nacional vem com conexão e cabo HDMI.
Por um lado é triste saber que demorou praticamente dois anos para termos o videogame a um preço não abusivo (ainda que continue sendo exponencialmente maior do que o praticado nos mercados maiores), mas por outro… ei, vamos ver o copo meio cheio, né? Agora o preço está competitivo e eu vou começar a recomendar pela primeira vez o oficial para quem for comprar e me pedir opinião.
Atualização 4: Álvaro Victor Cavalcanti ficou todos esses dias de olho no post e foi o primeiro a agarrar a segunda dica quando ela apareceu. Decifrou o jogo e levou um Lost Planet: Colonies Edition (PC), presente da Synergex Games! (PS.: A Cindy “Miwi” não ganhou o jogo por míseros segundos!)
Atualização 3: Quer saber como fazer para ganhar o terceiro jogo misterioso? Fique atento ao Continue na próxima semana…
Atualização 2: Ilton Alberto Jr. é o segundo sortudo que adivinhou um jogo. Ele vai levar um Rainbow Six Vegas 2 para Xbox 360 (cortesia mais do que cortês do Prandoni, do nosso blog irmão Hadouken).
Atualização: Gui Stadler já faturou o jogo de PC, que era Gears of War (jogo cedido gentilmente pelo nosso leitor gente boa AyPyCy – valeu!!). Agora só estão valendo chutes de jogos para Xbox 360!



É hoje que você vai ganhar um jogo novinho aqui no Continue! Eu tenho três jogos chupetas aqui na minha mão, novinhos, e bolei um esquema para que VOCÊ possa colocar suas patas ávidas neles! Como? É fácil, extremamente fácil. De fato, tão fácil que eu não lembro de jamais ter visto uma promoção tão baba!
Tudo que você precisa fazer é adivinhar os jogos que eu tenho para dar!
Só isso?! Só isso.
Ok, minto. Tem mais uma complicaçãozinha aí. O lance é que só os dois primeiros jogos vão ser dados desta forma. O terceiro será um pouco mais trabalhoso. Mas em tempo vocês saberão como fazer para ganhá-lo…
Então vamos logo com isso! Os dois jogos que vocês precisam adivinhar quais são para ganhar são um para PC e outro para Xbox 360! Nenhum destes dois é lançamento. Adivinhem aí!
REGRAS (LEIA, SÃO IMPORTANTES):
- Chute somente três jogos de cada vez. Se chutar mais, só consideraremos os três primeiros. Você pode chutar mais três depois de uma hora do seu comentário anterior.
- Somente um jogo será premiado por pessoa, mesmo que ela por acaso venha a acertar os dois jogos — seja no mesmo comentário ou em comentários separados.
- Se ninguém acertar o nome dos jogos em 24 horas, daremos dicas para facilitar.
- Você só pode participar se morar em algum dos estados do Brasil (inclusive o Acre). Na verdade você até pode participar se morar em outro país, a gente é que não vai poder enviar o prêmio.
Ah, e uma coisa: evite chutar o nome de um jogo que você não ficaria feliz em ganhar. Dessa forma, teremos a certeza de premiar a pessoa com um jogo que ela vai gostar. ![]()
Em um belíssimo post do OitoBits (sério, Vinícius, ficou até pequeno para o Continue), descobri que o Mega Drive vai ganhar um jogo novo 20 anos depois do seu lançamento — inclusive o jogo é comemorativo desta data.
O nome da criança tardia é Pier Solar - And The Great Architects e seu gênero é, como classificado por mim mesmo, “autêntico RPG 2D old-school all the way to the home”. No belíssimo site oficial há algumas telas, um trailer, descrição dos personagens, do enredo e até mesmo uma demo beta para você baixar e rodar em emulador!
Caso você ainda não tenha assimilado a realidade (eu sei que eu demorei), esse jogo está sendo PRODUZIDO DE VERDADE, será vendido em cartucho físico, DE VERDADE, igualzinho aos jogos que a sua mãe comprava para você em 1993. Tem até uma versão de colecionador, limitada em 500 cópias, que custa 50 dólares — em vez dos 35 da versão normal — e vem com um pôster e um CD com trilha sonora em alta qualidade, que pode ser executada junto com o jogo se você tiver um SEGA CD.
Mas espere, não é só isso! Fazendo seu pedido da edição especial até o dia 28 de Outubro, você pode escolher algumas palavras para serem gravadas no manual de instruções e nos créditos do jogo! Não, é sério.
Ah, se eu ainda tivesse um Mega Drive…
PS.: O chefe do projeto Pier Solar é o brasileiro Tulio Adriano. Prova de que a gente não desiste nunca, mesmo.
Parabéns para essa galera.
Spore está pronto, já tem milhares de jogadores criando monstrinhos fofos, bizarros ou pornográficos, e vai ser lançado em 07 de Setembro nos EUA e um pouco antes, no dia 5 de Setembro, na Europa e no Brasil, se podemos acreditar nas datas fornecidas pelas grandes lojas virtuais brasileñas.
Mas se você ainda não comprou, não se importa com versões galáticas ou caixas bacaninhas e quer mesmo é jogar desde o primeiro dia em que Spore estiver disponível, a Electronic Arts liberou, desde sexta-feira passada, a pré-venda por download do jogo. Você faz a compra na loja virtual da EA, e o jogo aparece no aplicativo EA Download Manager — programinha tipo Steam que já deve ter se instalado no seu micro, se você já baixou o Gerador de Criaturas — e a partir daí, você já faz o download de 99% dele. O 1% final chega no dia do lançamento.
Depois disso, é coisa de alguns minutos para você começar a evoluir seus monstrinhos e partir rumo à dominação da galáxia e ao extermínio da vida social. Vale lembrar que a versão disponível para download só roda no PC, enquanto a versão em disco é híbrida, ou seja, se você tem um Mac bonitão, pode jogar nele numa boa.

Quando você se esmerilha em um jogo, tentando melhorar a sua habilidade e perícia até os limites da sua própria humanidade, o pensamento corriqueiro é sempre algo do tipo “agora eu vou pwnar aqueles n00bs!” e nunca “agora é que eu faturo aquele Peugeot 207!”.
Isso até você participar da Promoção 207 Racer da Peugeot. Não há nada mais simples, na teoria: você se cadastra, instala um plugin que possibilita jogos em 3D rodarem direto do navegador de sua preferência Firefox e começa a jogar. Quem fizer o menor tempo na soma das três voltas leva um Peugeot 207 novinho, zero bala. Bah, como eu queria.
Apesar da teoria ser simples, na prática a coisa complica bastante. A jogabilidade é dura que só e muitas curvas são fechadíssimas. Mas, também, tá valendo um carro! Você queria mamão com a açúcar?
Você vai jogar no mínimo uma hora antes de conseguir decorar a pista e se acostumar com o uso do freio nas curvas, e só então poder ser competitivo. O mais legal é que a cada corrida que você completa, o sistema salva o seu ghost e você pode correr contra si mesmo para tentar se superar. E clicando no ícone da lista no canto superior direito, você pode correr contra os ghosts dos primeiros colocados.
Eu estou por volta da posição 1700. À noite tento mais. Aliás, veja só: eu SEI que não vou vencer, e mesmo assim vou continuar jogando. Isso diz alguma coisa sobre a qualidade do jogo em si, independente do fato de estar rolando um prêmio.
Acho que eu tô com síndrome de TrackMania… “Só mais uma corrida, deixa eu melhorar esse tempo, só mais um segundo a menos…” *baba no teclado*
[valeu pela dica, Badawi!]

Disponível para teste no stand da Microsoft na Games Convention, um pequeno detalhe atraiu tanta atenção quanto os vários jogos disponíveis. Trata-se de um novo modelo do gamepad do Xbox 360.
Como podemos ver na foto acima, não há mudanças drásticas no visual e nem sensores de movimento, mas sim um direcional digital muito mais eficiente, capaz de reconhecer até 32 direções, o que garante maior precisão e respostas ágeis aos comandos do jogador que a Microsoft sabe que o direcional digital é uma porcaria fétida.
O novo controle será vendido em uma tiragem limitada apenas na Europa, Ásia e América Latina. Sim, isso inclui o Brasil (provavelmente), e sim, isso exclui os Estados Unidos. A data de lançamento é dia 24 de outubro, para chegar junto com o futebolístico PES 2009 ao mercado, e há rumores de que posteriormente a Microsoft disponibilize o gamepad novamente em um bundle junto de Street Fighter IV. Não há um preço definido para o novo controle.
[via Hardgamer / GamesIndustry.biz]

Saiu um belo artigo no site da revista EDGE (que eu tô louco pra assinar, mas sai quase 250 reais por ano!) falando sobre a “importância cada vez mais importante” da América Latina para o mercado de games mundial. É interessante ler um texto desses, escrito por e para as pessoas de fora, pra ver mesmo como a gente não existe.
Está no próprio texto: “É simples assim, as fabricantes e publishers third-party não têm representação oficial do México para baixo”. Apesar de ser um certo exagero — afinal, a Microsoft tem representação oficial no Brasil e em outros países aqui nas adjacências continentais –, na prática é isso mesmo. O problema dos altos impostos do Brasil foi citado explicitamente, o que é sempre bom:
“Quando eu estava [trabalhando] na Lik Sang, nós éramos bem reconhecidos nos círculos gamers brasileiros. Mas isso nunca se traduziu em vendas semelhantes às de, digamos, algum país da Europa Ocidental (eu não estou comparando com mercados como Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Sudeste Asiático ou Europa Ocidental porque não faria o menor sentido). A razão principal era simples: quando um brasileiro encomendava algo eletrônico de Hong Kong, ele podia contar com uma mordida de 60% do leão dos impostos mais tarde no processo. Dos 105 países para os quais a Lik Sang já entregou, as costas sul-americanas eram um dos destinos mais caros para que os nossos carregamentos chegassem.
O autor ainda comenta sobre o problema da pirataria e até mesmo dá idéias para as empresas tirarem vantagem dele. Ele tem um argumento muito bom e um tanto óbvio: a pirataria desenfreada nos países pobres dá a marcas como PlayStation um marketing gratuito massivo, fazendo com que a Sony praticamente não precise se focar em propaganda e ações para introduzir e apresentar a marca aos consumidores, mesmo que seja uma marca que nunca esteve realmente naquela região. É como se eles já estivessem presentes lá, mas sem gastar nenhum tostão (e sem ganhar também, claro).
É uma leitura muito interessante e recomendada para o povo brasileiro, especialmente para o pessoal de Brasília.
Falaí, pessoal de Brasília! Eu sei que vocês lêem o Continue, então, ó, tá na hora de ficar esperto e diminuir esses impostos, hein? Aposto como vocês querem o progresso do Brasil, né?
Né?

Há alguns meses publicamos uma série especial aqui no Continue, falando sobre as locadoras online (é só procurar por “Locadoras 2.0″ ali no campo de busca). Sites que, mediante o pagamento de uma mensalidade, enviam e retiram games na sua casa, sendo que você pode ficar com eles o tempo que desejar. Os serviços pareciam promissores, mas os nossos posts não foram baseados em experiências próprias, limitando-se apenas ao que conseguimos na ocasião: entrevistas com os responsáveis pelos três maiores players desse novo mercado.
Mas recentemente tive a oportunidade de conferir por dentro o funcionamento de um destes serviços, a Game em Casa (confira aqui a entrevista que o presidente Alex Levorin concedeu para nós à época). O site ofereceu um mês de teste grátis para mim, em troca de um post a respeito. Uma verdadeira situação onde todo mundo ganha, certo? Eu faturo um mês grátis, você se informa sobre o assunto e eles ganham visibilidade e recebem um feedback honesto.

O homem da imagem acima tem um desejo: chutar bundas no Brasil. Mas há uma bunda que nem mesmo ele pode chutar — a do governo. Em entrevista exclusiva ao UOL Jogos, no evento NEX (Nintendo Experience), no Panamá, o presidente da Nintendo of America foi o mais mais claro possível:
Graças à estrutura tributária, que transforma um produto viável em qualquer lugar do mundo em algo muito caro, nosso negócio é muito pequeno no Brasil.
Sentar e reclamar dos impostos, no entanto, não é o que a Nintendo faz. Há milhões a serem lucrados neste país selvagem, e a empresa os quer e está se esforçando para tê-los.
Estamos discutindo com alguns membros do governo brasileiro mudanças nos impostos e, obviamente, ainda não funcionou. Vamos continuar com tais esforços e parte do que estamos compartilhando [com eles] é, primeiro, que o mercado de videogames é enorme e vibrante, (…) e, em segundo lugar, que é algo que pode gerar emprego para milhares de pessoas, mas enquanto os impostos não mudarem isso não vai acontecer.
Aí está, gurizada. A Nintendo quer entrar no Brasil, mas quer fazer a coisa direito. O nosso governo, por mais [insira o adjetivo pejorativo de sua preferência] que seja — e É –, não vai deixar de apoiar empresas gigantescas como a Nintendo e a Microsoft por muito tempo. E está escrita a receita de um futuro com games mais baratos e impostos que não sejam dignos de se bater com a cabeça na parede em descrença.
O único problema é que ninguém sabe quando esse diabo de futuro vai chegar.