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Reloading!

Archive for the ‘Brasil’ Category

Produtora brasileira pode lançar jogos para Wii e DS

http://www.revistafatorbrasil.com.br/imagens/fotos/bandeira_brasileira

Duas notícias boas para o mercado brasileiro em um dia? Como assim!?! Eu sei que é imperdoável, mas preciso contar da última pra vocês.

O babado forte é que a empresa tupiniquim Tech Front conseguiu ser licenciada como desenvolvedora oficial para as plataformas da Nintendo. Ou seja: eles podem lançar jogos para Wii e DS.

As informações ainda são escassas, mas é bom ressaltar que pode não dar em nada. Não é nem a primeira vez que uma desenvolvedora brasileira consegue a licença da Nintendo - em meados de 2005, a Madgam já tinha sido autorizada - mas a esperança, afinal, é o principal trunfo (e possivelmente único recurso) dos gamers brasileiros.

[via Wii Brasil]

O primo do Steven Tyler trouxe timidamente o seu Video Games Live ao Brasil em 2006, voltou um pouco mais “soltinho” em 2007 e agora parece que não consegue mais viver longe do nosso maravilhoso país. Digo isso porque foi anunciada a agenda de shows do espetáculo para 2008, e é claro que o Brasil está lá, entre os 40 shows já anunciados.

O mais legal é que o nosso é o único país em que consta o parênteses “Multiple cities”, abrindo caminho para um sem-número de especulações esperançosas. Será que eles vêm para Pindamonhangaba? E para Birigui? E para Cachoeirinha?

Mas falando sério agora. No primeiro ano os shows foram só em SP e RJ, enquanto no ano seguinte a coisa se estendeu para Brasília e várias outras cidades foram cogitadas. Para 2008, se o show de Brasília fez sucesso (eu não sei como foi de público), dá pra se esperar que eles repitam as três cidades de 2007 e incluam mais uma ou duas. Meu chutes são Porto Alegre, Curitiba e/ou Salvador (ou alguma outra cidade do nordeste). Veremos!

[via Destructoid]

Atualização: como eu não entendo absolutamente nada de como funciona a lei e os trâmites dela (vivo bem mais feliz assim), o post do Daniel Trezub veio bem a calhar ao apontar os erros factuais deste e de vários outros posts sobre o assunto. Aconselho a leitura.

* * * * *

Agora é oficial, minha gente. Vivemos em um país de merda. Peguem os pandeiros, os tamborins, façam umas fantasias de burro e escrevam “Ignorância e Regresso” na bandeira do Brasil. Depois peguem tudo isso, montem um bloco de carnaval e vamos cair na folia! Porque este ano não há tema melhor para samba-enredo do que este:

Em cumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da 17a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, válida em todo o território nacional, nos autos da Ação Civil Pública n° 2002.38.00.046529-6, o PROCON/GO está apreendendo no Estado de Goiás os jogos virtuais de vídeo-games e computadores: “Counter-Strike” e “Everquest”, que foram considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. (Site do PROCON de Goiás)

Não deve ser difícil trocar umas palavrinhas aqui e ali e fazer isso rimar. Vai ser 10 na avenida, com certeza. Pra quem está se perguntando qual o motivo de se proibir dois jogos já tão antigos quando se tem carne nova para atacar (Manhunt 2, alguém? Pelo menos ninguém ia sentir falta), eis motivo oficial, publicado no site:

O jogo “Counter Strike” (reféns, bomba, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha) reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros.

O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PM´s matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido. Nessa escala de violência, cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.

O jogo “Everquest” leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos “pesados”; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos, que muitas vezes depois de executados, o jogador fica sabendo (ou não) que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).

Os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais.

Aviso de amigo, Procon: com quase dez anos de estrada, não há um jovem que ainda não tenha jogado CS e recebido “treinamento de guerrilha”. Vocês estão mais atrasados que relógio de camelô com bateria xingling. Outro aviso: joguem Portal. Tem uma cena terrível onde o jogador deve atirar no incinerador o seu melhor amigo, assassinando-o de maneira repulsiva e fria. Vocês vão querer proibir este também.

Conforme o texto no site, os cidadãos de Goiás já estão sendo instruídos a reportar qualquer ocorrência de comercialização destes jogos às autoridades responsáveis. Mas esta é uma medida que afeta o país inteiro.

Agora é a hora que você espera que eu brade palavras de ordem para que todos divulguem, reclamem publicamente, façam suas vozes serem ouvidas, mandem emails para os resposáveis etc. Ok, façam isso se quiserem. Mas eu pessoalmente não acredito que resultará em qualquer efeito positivo. O povo, como vocês bem sabem, só serve para duas coisas: votar e pagar imposto. A única maneira dessa situação ser revertida é com a intervenção de gente que tem grana, porque grana é igual a voz. A Electronic Arts, que é quem publica os jogos da Valve no Brasil, seria a mais indicada, já que isso diz respeito diretamente a um dos produtos dela. A Microsoft também. Apesar de não ter à primeira vista nada a ver com a história, esta decisão do Procon é prejudicial ao mercado de games no Brasil, onde a Microsoft é a big player, está investindo pesado e quer ver retorno e prosperidade. Um retrocesso não vai ser nada bom para ela também.

Sem contar que a qualquer momento um funcionário do Procon pode chegar em casa e ver o filho serrando alguém ao meio em Gears of War, aí já viu.

É, amigos. No país do carnaval, quem dança somos nós.

[Valeu ao Gil, ao GUS e aos leitores que enviaram pelo formulário de contato antes que eu visse essa notícia em algum outro lugar. E valeu ao Lef também, que já tinha começado a escrever este post quando eu tiranamente disse que eu queria escrevê-lo.]

Dica: mais um blog IMPERDÍVEL na praça

[ATUALIZAÇÃO 17/01: Já era. Depois de ameaçado juridicamente pelo Lucas do GoLuck (eu preferi só dar risada da situação), o guri apagou os posts e fez que ia começar a "se comportar". Mas aí lembrou que o nome e a marca que ele tava usando como sendo dele também são registrados, então apagou o blog. Tomara que comece logo outro! :D ]

Hoje a internet ganhou mais um blog bacaníssimo de games. Estou falando do maravilhoso Supergamepower. Não sei nem por onde começar a comentar tamanha genialidade em forma de blog.

Sei sim, pensando bem. Pelo nome! Onde vocês já viram um nome tão original e criativo? Ele me soa familiar, por algum motivo, mas estou certo que é um daqueles casos de um nome tão estupendamente incrível que a gente meio que se recusa a acreditar que nunca foi usado antes.

E o que falar da tagline? “Os super games se encontranTão sutil, tão ácido, tão crítico… e em Comic Sans!! Quem dera ter sido eu o criador…

Mas nada disso supera a supremacia incontestável do conteúdo. O blog já tem três posts! Um é o obrigatório “Hello world!” (o quê? Vocês apagam o de vocês quando criam um blog? Heresia!), e os outros dois são uma importante denúncia e uma pertinente discussão sobre hype. Ih, errei os links… Quem são esses dois aí, o Continue e o GoLuck? Devem ter copiados os posts do SGP, bando de sanguessugas de conteúdo! Um dia no ar e o SGP já teve dois posts copiados, deve ser um recorde!

Pra terminar: reparem que o link para o meu nome no post sobre o hype foi pertinentemente alterado para apontar para o post de hoje deste blog sobre um cara que tem 46% do cérebro ocupado por memórias relativas à Nintendo, como quem me acusa de ser nintendista (o que eu não nego ser, apenas nego que influencie na minha capacidade de ser imparcial). É claro que o anônimo dono de tão sensacional blog tem todo o direito de linkar o meu nome para onde ele quiser, mas eu tenho quase certeza de que, na fictícia hipótese daquele post já ter sido publicado em outro lugar, o link apontaria para o meu perfil no Facebook.

Está dada a dica. Entrem no blog e comentem. Comentem MUITO, porque esse aí merece. Vocês sabem que tipo de comentários, não sabem? ;)

E ficam meus parabéns a quem sabe criar em vez de copiar.

Chamando todos os jogadores de MMO

mmmask

Recebi do leitor Rodrigo Van Kampen não um texto, mas uma dica e um pedido de ajuda. Como eu não sou louco de recusar um favor a alguém com um sobrenome tão imponente, vai a dica: o projeto mmmask - Massive Multiplayer Masks.

Trata-se de um projeto do Rodrigo que visa descobrir quem são as pessoas por trás dos personagens que você vê andando por aí nos mundos virtuais diversos. Além disso, é o seu trabalho de conclusão de curso um trabalho na faculdade. Até agora os resultados obtidos são interessantes em nível de curiosidade, mas ele me contou que depois tudo será compilado e convertido em um relatório único.

O único problema é que ele não está conseguindo muita participação na pesquisa. Então, se você joga ou conhece alguém que joga regularmente algum MMO, favor seguir as instruções do site e entrar em contato com o guri. Ele é gente-fina! :D

Gamer.br - Melhores do Ano 2007

Tem três coisas nessa vida que eu pago pau, e uma delas é o Pablo Miyazawa. Além de ter um texto incrível, ele é sem sombra de dúvida uma das pessoas mais bacanas que eu conheci na vida. Eu não sou grande coisa, mas se não fosse por ele eu seria menos ainda. Bem menos, se isso for possível. Dito isso, eu afirmo que se o Pablo quer publicar a lista de Melhores do Ano dele mais de 36 horas depois do ano ter acabado, ele pode!

Como você não está fazendo nada de útil mesmo, clique aqui e dê uma olhada no que a imprensa de games nacional decidiu ser a lista não apenas dos jogos mais bacanas lançados em 2007, como também dos melhores e piores acontecimentos. O Continue votou também!

Apenas por curiosidade, meus votos para melhor jogo foram, nesta ordem: BioShock, Super Mario Galaxy e Portal (The Orange Box).

Cave Days Logo
Cave Days 01 Cave Days 02 Cave Days 03

Cave Days é um jogo de plataforma criado pela empresa brasileira Insolita Studios. Encontrei esse jogo navegando ao acaso pela internet e considero uma surpresa agradável, ainda mais sabendo que é um produto nacional.

A história se passa na época dos dinossauros e o jogador controla dois homens das cavernas que gostam de passar o tempo caçando e assando dinos. O estilo do jogo é bem próximo ao dos jogos de plataforma que reinaram nos gloriosos tempos de SNES. A jogabilidade é boa, a música também agrada e os grunidos usados como vozes para os personagens principais combinam bem com o estilo engraçadinho do jogo. Esse estilo é o que dá mais personalidade a Cave Days, o jogo inteiro e principalmente as cut-scenes são cheias de piadinhas que até me arrancaram algumas risadas.

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Wii will hack you!

yoshi_pirate2.jpgAcho que não é novidade para ninguém que a pirataria tá comendo solta no Wii. Se você mora em cidade grande, não é preciso ir muito longe para encontrar barraquinhas que destravam o seu aparelho em troco de alguns trocados. Mas o que ninguém esperava é que o Wii pudesse rodar software alternativo sem o uso de modchips. Pois parece que os hackers descobriram o calcanhar de aquiles do console.

Até agora, tudo o que se conseguia era rodar códigos originais no “modo GameCube” do sistema, o que não era lá grande vantagem. Entretanto, confome foi demonstrado em um evento alemão de hackers realizado semana passada, um grupo conseguiu acesso ao código de encriptação de discos do Wii através do próprio videogame, e é capaz de fazer software não-oficial rodar no “modo Wii” do aparelho.

Na prática, o que isso significa? Bem, se tal descoberta for difundida, será possível rodar todo os tipos de homebrews, emuladores e até jogos piratas através de qualquer DVD (que contenha o código de encriptação) em qualquer Wii - mesmo que ele não esteja destravado. Caso nada seja feito para parar o grupo de hackers, poderemos proclamar o Wii como o console mais facilmente pirateável da nova geração.

O que traz a tona uma série de discussões que, de tempos em tempos, reaparecem como velhos fantasmas da indústria. A pirataria deve ser legalizada ou combatida? O que a Nintendo deve fazer para pará-los: seguir o modelo que a Microsoft criou ao expulsar da Xbox Live todos os membros com consoles manualmente adulterados? Criar firmwares periódicos e obrigar os jogadores a atualizar seus consoles? Simplesmente ‘liberar geral’ e cobrar atitudes das autoridades responsáveis?

Eu não sei. Aqui está muito calor para pensar…

[via WiiNintendo]

É, não fizemos uma lista de melhores do ano. Mas vamos fazer, juntos — o Continue e você –, uma lista dos melhores de 2008. Uma lista daquilo que a gente espera que seja bom neste ano que está chegando daqui a pouco mais de 48 horas. O que te deixaria feliz no fim de 2008? O que você simplesmente acha que vai acontecer, por nenhum motivo em especial? Ou o que precisa acontecer para o ano que vem ser melhor do que 2007?

Olha que é um páreo duro, hein? Sem entrar nos méritos da indústria, ficando apenas na parte que mais nos interessa — os lançamentos de games –, este ano tivemos Halo 3, The Orange Box, Super Mario Galaxy, Mass Effect, God of War 2, Rock Band, Sam & Max Season 1 (ei, eu colocaria ele numa lista dos melhores ano, fácil), Zelda: Phantom Hourglass… e olha que eu tenho certeza que essa listinha seria duas ou cinco vezes maior do que isso se eu lembrasse de todos os jogos que foram lançados.

E em 2008, se tudo der certo e entre outras coisa, teremos Smash Bros Brawl, Mario Kart Wii, Metal Gear Solid 4, Final Fantasy XIII e Gran Turismo 5. Talvez um novo projeto do Team Ico (este sim, mais do que qualquer outra coisa, um motivo real para se comprar um PS3).

Mas não fiquemos só nisso. Na lista que faremos juntos após o continue, eu quero ver todo tipo de expectativa. Quero saber o que vocês esperam da indústria de games como um todo, e talvez até mundo exterior que não tem nada a ver com os games mas que pode influenciá-los de alguma forma. Então, sem mais encheção de Mestre Linguiça, comecemos!

Daqui a 366 dias (2008 é ano bissexto, galera) a gente volta aqui pra dizer “eu já sabia!”. Ou pra ficar com cara de owned. :P

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Blogeek - Douglas Pereira

Depois do caso Street Fighter IV e das repercussões que ele desencadeou, o Blogeek, blog-irmão do Continue que tinha acabado de começar as atividades, tomou um baque forte e teve que sair do ar. Tem um anúncio na página inicial — e agora única — explicando o status da coisa, mas como ela não foi atualizada desde o ocorrido, o Continue foi atrás do Douglas Pereira para descobrir realmente o que se passa. E o que a gente descobriu?

Em primeiro lugar, o blog volta mesmo em janeiro de 2008, seu Douglas?
“Sim, o site volta. Sim, em janeiro… A não ser que algo bem difícil de acontecer aconteça depois do que deveria acontecer. É, soou estranho.”

Estranho, de fato. Quando o site voltar, ele voltará maior, melhor, mais armado e mais perigoso?
“Depende. Mais armado e mais perigoso, com certeza. Melhor, talvez. Maior, é difícil dizer, mas de repente role uma mudança no design. Tomara!”

É, devo concordar como esse tomara. :P

Quanto aos colaboradores. O anúncio no site convida as pessoas a se oferecerem para escrever no Blogeek quando ele voltar. Tem recebido muitos emails de candidatos? Já tem alguns listados?
“Ainda estou recebendo emails. Se existe mais algum louco por aí que está lendo isso, tem até o dia 31/12 para mandar email com os quesitos escritos lá no blog. Não precisa mandar amostras por enquanto.”

A fama meteórica e momentânea do Blogeek fez mais bem ou mais mal para o site? E pra ti, como pessoa?
“Hum… 50-50? Bom, pro site acho que não fez tanta diferença, ele inda é um ‘tiny Brazilian blog‘ qualquer. E com esse shutdown temporário muita gente nem se lembra mais dele (embora eu saiba que vários que não conheciam vão passar a frequentá-lo… ou não). Mas pra mim foi ótimo. Deu vontade de investir mais pesado nele, botar umas idéias novas… enfim, crescer. É claro que na parte financeira a coisa foi bem ruim, afinal não escrevo mais para a EGM Brasil e a diretoria engrupiu uns 400 contos meus, mas a vida segue e, pensando bem, acho que estou menos quebrado que eles. Woops.”

Valeu pelas palavras, Douglas!


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