
Há alguns meses, alguns de vocês devem ter ficado sabendo, um rapazinho brasileiro foi vítima de um “mal-entendido” por parte do Submarino. Ele comprou um PS3 e recebeu uma caixa com um tijolo rebocado dentro. A história você confere (ou relembra) aqui.
E agora um molequinho lá na Califórnia teve um destino parecido — só que mais cruel, porque foi em pleno natal. Ao abrir a caixa do seu novo videogame, provavelmente ainda na frente na árvore, percebeu que alguma coisa não estava ligando. Da última vez que ele havia se informado, o PS3 não tinha números de telefone escritos em páginas amarelas. No entanto, o que ele recebeu tinha. Apenas uma explicação: ele havia recebido uma lista telefônica gigante ao invés do console gigante da Sony!
Dizem as más línguas que o cara até levou na esportiva, deu risada e tudo, mas é óbvio que os pais dele correram atrás do prejuízo. Ah, detalhe: o videogame-lista foi comprado em um shopping, não online, e supostamenre retirado em mãos.
Pra vocês verem que não é só no Brasil que acontecem essas bizarrices.

Parece que o pessoal do New York Times andou fumando banana, bebendo no expediente, ou cheirando gatinhos demais. Em sua premiação anual dos maiores destaques do mundo dos games, eles não economizaram elogios a títulos aclamados como Bioshock, Mass Effect, e até Ratchet & Clank: Tools of Destruction. Até aí, nenhum problema. A coisa fica absurda ao chegar nos “vencedores” na categoria “Best unambitious representations of the state of the art” (que pode ser adaptado para algo como “Representações artisticamente menos ambiciosas”), que são nada menos que Halo 3 e… Super Mario Galaxy!
Halo 3 é um belo shooter de ficção científica. Mas é só isso. Ele possui gráficos bastante robustos, e alguns de seus recursos online são adições bem-vindas. Mas ele é um refinamento da já testada fórmula Halo, em vez de uma tentativa de oferecer um tipo de experiência novo. Isso é o suficiente para gerar centenas de milhões de dólares, mas não é o bastante para inspirar.
Não joguei o terceiro Halo, mas, sinceramente, não acho que o NYT esteja errado no modo em que descreveu o famoso FPS. Pelo que ouço falar, o jogo não parece ser uma revolução na série, muito menos no modo como vemos os FPS hoje em dia. Mas há de se convir que há muitos jogos bem menos inspirados que Halo 3 - EA, estou pensando em vocês - e não acho que a trupe do Master Chief seja merecedora de tamanho “prêmio”.
Mas isso não se compara ao absurdo-mór que segue a seguir e dá continuidade ao artigo do New York Times:
Galaxy é, de alguma forma, simplesmente uma reinvenção dos modos de jogo clássicos. Em Halo, isso significa batalhar aliens assassinos. Em Mario, isso significa pular e libertar a princesa que (há mais de 20 anos) está trancada num castelo cartunesco.
Ora, fala sério! Eles queriam o quê, que Mario se envolvesse com o tráfico ou desse início a Terceira Guerra Mundial? Pode me chamar de fanboy, mas pra mim Mario foi sim um dos jogos (se não O) mais inovadores de 2007. A equipe teve coragem de fazer o que muita gente não teve: revirar tudo de cabeça para baixo e refazer tudo do zero.
É claro que coragem tem limite, e, como pudemos constatar, a Nintendo não é nossa amiga. Logo, é preciso manter um certo padrão para fazer as pessoas se interessarem por comprar um jogo que tenha idéias tão malucas e chocantemente inovadoras: logo, por que não deixar inalterado um dos aspectos menos relevantes - no caso de Mario, o enredo - de uma das séries mais duradouras da indústria dos games?
Eu não me incomodo, aposto que você também não se incomoda e o New York Times não deveria se incomodar. Humpf!
[via New York Times]

O Windows Media Player sempre foi, pra mim, um objeto de completa inutilidade. Desde que eu me conheço por gente, eu nunca precisei dele. Para ouvir música, comecei no Sonique, depois pulei pro Winamp e hoje uso o iTunes. Nunca fui de assistir muitos vídeos, mas hoje uso o BSPlayer que abre qualquer coisa. E ainda bem que eu não jogo World of Warcraft, senão iria ter que começar a usar o WMP.
Primeiro foi o pessoal dos fóruns europeus, depois o negócio se espalhou e os americanos também ficaram sabendo. Mas quando o WoW Insider testou o negócio e viu que funcionava, aí virou oficial: deixar o Windows Media Player aberto no background enquanto joga WoW acelera os tempos de loading! Não é bizarro?
Assim escreve NEX (Earnest Cavalli), antigo Destructoider que agora escreve para o Game|Life:
Depois de notar que os cidadãos do WoW Insider ofereciam suas próprias evidências anodotais para a viabilidade dessa hipótese, eu tentei o método por mim mesmo. Por abrir o Windows Media Player, deixá-lo em repouso, minimizado, e então jogar WoW, eu de fato percebi tempos de loading mais curtos, especificamente em seções de alto tráfego do jogo.
E a Blizzard já anunciou que está “de olho na questão”. Eu me pergunto, pra quê?

Observe a imagem acima. Umas piñatas, uma lareira, Banjo, Kazooie, presentes no chão e uma decoração de natal. Nada além do que se poderia esperar de um cartão natalino vindo da Rare. Mas olhe de novo. Com atenção.
Para as meias.
Enquanto uma delas diz “Grunty”, o apelido carinhoso da arqui-inimiga da dupla de animais que teve dois sensacionais jogos no Nintendo 64, e a outra simplesmente esconde-se atrás da crina de Horstachio, a do meio traz claramente a sigla KI3. Killer Instinct 3. Ou a Rare está tramando alguma coisa, ou é muito espírito-de-porco.
Quero aproveitar e externar o meu pedido ao bom velhinho: eu quero Killer Instinct 3. Porque na época do Super NES, pra mim, KI quebrava de porrada tanto Mortal Kombat quanto Street Fighter. Pronto, falei. E já que eu tô pedindo mesmo, quero que demitam toda a equipe de arte responsável por essa bizarrice topetuda e de nariz quadrado que se tornou o Banjo. Sério, não tá assustador?
Pois é, aconteceu. Corram para as colinas.Sinceramente, jamais imaginei que escreveria um título desse gênero. Até porque, para mim, Duke Nukem Forever já tinha adquirido status de lenda urbana, e assim deveria permanecer. Aquela referência para quando um jogo fica muito tempo em desenvolvimento e permanece alvo de piadinhas há pelo menos dez anos. E agora, o que teremos? Bem, se formos analisar pelo trailer, um jogo bem trash e com muita testosterona.
Você pode conferir logo abaixo o primeiro teaser trailer do jogo mais esperado (literalmente) de todos os tempos. Na verdade, não há nenhuma cena do jogo em si: depois de trocentos anos em desenvolvimento, os caras de pau da 3D Realms tem coragem de mostrar um videozinho beeem tosco que só mostra o protagonista fazendo coisas estranhas e poderia ter sido feito por qualquer aprendiz em modelagem furreca.
Felizmente, o jogo ainda não tem data de lançamento, o que significa que a equipe de desenvolvimento pode continuar trabalhando nele por quantos anos mais for necessário. E eu chuto que serão precisos muitos anos a mais. E, neste meio termo, continuamos com as piadas.
[via internet toda!]

Quando você acha que o mundo já está cheio de PolyStations e Viis, a sempre espirituosa Dynacom, criadora do popular Dynavision, consegue te surpreender. Provando que o Brasil é mesmo o país líder em clones chineses, a dona do agora obsoleto Dynacom Radical vai lançar no mercado o revolucionário Wi-Vision.
Engana-se quem pensa que a diferença entre este e o caixote branco da Nintendo fica apenas no “i”. Além de possuir um design arrojado e moderno, o videogame já vem com o incomensurável número de 217 jogos, sendo 111 na memória e mais um cartucho brinde contendo mais 106. E tem mais!
Disponível na incrível cor preta brilhante, a fantástica máquina vem com a VirtuaLaser, uma mira laser eletrônica de alta precisão que efetua dez disparos por segundo, e ainda é retrocompatível com os cartuchos do Nintendinho!
Está convencido? Não deixe de conferir o console nas maiores redes de lojas do país pela bagatela de R$ 289,00.
[via eurogames]

Alguns dias atrás, quando o Bracht postou aqui no Continue sobre a história da fusão da grandona Activision com a lentíssima (mas competente) Blizzard, ele disse que a parceria não devia fazer tanta diferença na prática e que na verdade nem conseguia ficar empolgado com a notícia. Bem, ele estava certo: na prática, porcaria nenhuma vai mudar mesmo. Mas é claro que as piadinhas eram inevitáveis. O 1up saiu na frente e misturou algumas das franquias mais famosas de ambas as empresas. O resultado - que reúne desde Tony Hawk’s World of Guitarcrafts até Pitfall Harry vs. Diablo - é surreal.
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O ano nem acabou, mas a temporada de caça aos melhores jogos de 2007 já começou. A Spike TV deu o seu prêmio máximo para Bioshock, deixando para Super Mario Galaxy o título de melhor jogo de Wii e elegendo Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction como o maior destaque de PS3. Justo? Não deixe de opinar.
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Hoje teve a inauguração da loja Gamers, em São Paulo. É aquela que promete trazer uma nova experiência em compras para o jogador brasileiro, com direito a regalias e atendimento de primeira. Alguém já foi lá no Shopping Morumbi conferir? Particularmente, estou muito ocupado com o meu recém-chegado Galaxy para encarar 6 horas de ônibus. Mas espero fotos.
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Aposto que você esperava um post com algo sobre o caso Blogeek. Bem, vai ter que esperar um pouco mais. Ainda estamos digerindo as conseqüências desta que foi uma das semanas mais agitadas do mercado editorial brasileiro desde… bem, desde sabe-se lá quando. Se serve de consolo, não só o próprio Blogeek, mas também o Gamer.br, o Kotaku e até o Dan Hsu, big boss da EGM americana, já tiraram suas conclusões. Não é a mesma coisa que o Continue, mas deve dar pro gasto.
Aos adoradores do trabalho duro, que não gostam de falta de posts (For All Busters Intimidating Others Being Right About Creating Hot Topics): OWNED! Bem, continuando…
Assassin’s Creed não é exatamente ruim. É bom. Bem legal. Mas não passa perto do que deveria ser. E apesar de toda a conversa de vendas absurdas, o número de glitches que minha adorada Jade Raymond e sua equipe deixaram passar está bem… acima do normal. É claro que seria meio impossível deixar um jogo desse tamanho e com tantas possibilidades livre de todo o qualquer glitch, porém a dose foi um pouco exagerada. Para provar, aqui estão os cinco bugs que achei os mais legais (até agora).

Fiquei shockado quando soube que o rapper barra produtor Just Blaze encomendou um novo bling para a sua coleção: uma réplica ridiculamente cara (o preço não foi divulgado, mas obviamente supõe-se) de um DualShock 2, todo encrustado com enormes diamantes. Detalhe: pelo que li no Gizmodo, o treco nem funciona. É só pra pendurar no pescoço e se achar superior em relação ao resto das pessoas do mundo, pobres coitados que poupam meses para comprar dois joguinhos de Wii e ainda ficam dependendo da boa vontade do sistema de correios de um país de terceiro mundo pra poder botar as mãos neles. (História verdadeira: aconteceu
com um primo do vizinho de um amigo do meu tio comigo, agora mesmo.)
Mudando de assunto: apesar disso ter sido publicado originalmente no Gizmodo, eu fiquei sabendo pelo MeioBit Games. O MeioBit, sendo um blog de tecnologia, sempre dedicou vários posts para o nosso lazer favorito, mas agora o treco ficou tão importante que mereceu um subdomínio exclusivo e uma equipe dedicada. O novo site estreou na quarta, dia 21. O Continue, que estreou dois dias depois, deseja as boas-vindas. =)
Tudo que servir para levantar dinheiro para caridade é válido, mas essas duas iniciativas renderiam posts mesmo se estivessem arrecadando fundos para a Campanha Imaginária Para Salvar o Sonic de Mais um Jogo Medíocre.
(Pensando bem, essa seria uma obra de caridade bastante útil.)
A primeira ação que está rolando é o leilão no eBay desta magnífica réplica da Ultima Keyblade (veja um vídeo da réplica em ação em uma feira de cosplay), usada por Sora no primeiro Kingdom Hearts. O lance atual neste momento já está em US$300,00, e muito provável que vai ficar exponencialmente mais caro até o fim do leilão, no dia 03 de dezembro. O que é ótimo, já que 35% do valor será destinado ao programa de caridade Child’s Play. Segundo a descrição do item no eBay:
Esta é a réplica definitiva e mais exata que você encontrará da Ultima Keyblade de Kingdom Hearts - a arma mais complexa do jogo. Ela foi feita à mão com madeira — garantindo durabilidade assim como leveza — e levou mais de 100 horas de trabalho para ficar pronta. A keyblade recebeu várias camadas de tinta metálica, adquirindo um brilho que fica bem em fotografias é impressionante logo de cara. Além disso, a própria keyblade vem com uma corrente e chaveiro de metal oficial da Disney. Só existem três deste modelo, que é facilmente um dos itens mais raros que você jamais encontrará em termos de cosplay, assim como de itens de colecionador Kingdom Hearts.
Posso falar um negócio? Eu queria ter uns mil dólares sobrando agora. Juro, eu comprava.
Já a segunda obra de caridade tem, por incrível que pareça, um belo toque de crueldade. Trata-se do The Desert Bus For Hope, uma iniciativa dos caras do LoadingReadyRun, um grupo de humor canadense. Funciona assim: você entra no site dos caras e doa uma grana via PayPal; quanto mais grana eles receberem, mais tempo vão ter que ficar jogando, sem parar, aquele que é provavelmente o jogo mais genialmente tedioso já criado: Desert Bus. De uma tacada só, você tem a chance de ser um safado sádico e um bom samaritano que ajuda criancinhas doentes. Porque 100% dessa grana vai, também, para o Child’s Play.
E pra quem não conhece o drama que é Desert Bus, os caras do Kotaku explicaram melhor do que eu poderia:
Originalmente planejado para ser lançado no Sega CD e no 3DO, Desert Bus requer oito horas de jogo para ser terminado, não permite pausas e não oferece absolutamente nenhuma recompensa (você faz um ponto quando termina). Os jogadores masoquistas dirigem um ônibus ligeiramente desbalanceado [ele vira lentamente para um lado sozinho] em uma linha reta, de Las Vegas até Tucson, experimentandoo virtualmente nenhuma mudança no cenário. Por oito horas. E aí voltam. Mais oito horas.
É o espírito de Natal, gente. Pensem nas criancinhas. ![]()