Sabe qual a única coisa mais old-school que o visual, o som e a dificuldade dos primeiros Mega Man para NES? As boxarts deles. Figurinha fácil em qualquer lista de boxarts mais ridículas do mundo, a arte da caixa do primeiro Mega Man é um ícone trash dos anos 80 tanto quanto Cindy Lauper ou o palhaço Bozo.
Sendo um jogo distrubuído digitalmente, o futuro Mega Man 9 não tem uma boxart e, portanto, nunca chegará aos pés dos primeiros jogos da série no quesito retrozidade. Certo? Não!
A imagem acima é uma foto da estampa da camiseta que alguns funcionários da Capcom estão usando no estande onde está sendo demonstrado Mega Man 9. Eu não consigo nem começar a descrever o quanto ela é cool e trash ao mesmo tempo. Existe FAIL, existe WIN e existe essa estampa de camiseta. Parabéns, Capcom!
[via Jeremy Parish's 1UP Page -- dica do 350ml]
A Capcom foi para a E3 2008 com um arsenal de grandes títulos: Street Fighter IV, Mega Man 9, Bionic Comando, o festejado Resident Evil 5… só para citar alguns. Mesmo soltando alguns demos jogáveis e trailers inéditos durante o dia, muita gente esperava com antecipação a conferência da produtora nipônica.
Chega a noite e depois de consideráveis 20 minutos de atraso, teve início a apresentação. O palco, vale ressaltar, era uma mesa redonda, como essas dos programas esportivos. Entre outras pessoas, estavam lá o senhor Inafune, pai de Mega Man e David Hayter. Sim, Solid Snake, em pessoa cordas vocais. E também roteirista dos filmes dos X-men.
Eles falaram sobre o novo projeto da Capcom, o filme de Lost Planet. Comentam como é bom trabalhar um com o outro. Rasgam seda durante um bom tempo. O produtor do filme também aparece. Hayter elogia o jogo, fala sobre o roteiro que vão escrever. Não há nada para mostrar. Comentam sobre o longa metragem em CG Resident Evil Degenaration, outro projeto cinematográfico da Capcom. Falam sobre como é legal que o David Hayter fala japonês e que isso vai facilitar o trabalho.
Quando o assunto se esgota, eis que o presidente da Capcom surge e agradece os dois, agradece o público presente e encerra a apresentação.
…
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Acabou. Fim.
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Sério. Nenhum hadouken. Nenhum mísero zumbi.
Definitivamente, o pior da E3 2008. Ou de todos os tempos. O pior da minha vida!
Meu Deus. Aqui no Continue as coisas são meio caóticas mesmo, mas eu não achei que fosse tanto assim. Primeiro um dos nossos colaboradores arredios atrasa o seu voto, fazendo com que o resultado não pudesse ter sido divulgado na quinta ou sexta conforme planejado. E agora, quando fui ver em quem cada um tinha votado, recebo essa surpresa: cada um votou em um diferente, resultando num fenomenal empate entre cinco leitores!
O que fazer? Bom, se a gente não consegue se decidir, vamos deixar na mão de vocês! Uma enquetezinha resolverá o problema, certo?
Depois do continue você confere os cinco “empatados em primeiro lugar” e vota no que você gostou mais para levar o prêmio.

Religião é um assunto complicado. Você tem a sua, eu tenho a minha, e cada um tem o direito de ter uma e de não ver ninguém tentando diminuir outra em favor da própria. Mas é impossível não tirar um barato, não morrer de rir, disso. Religião é uma coisa, babaquice é outra.
Trata-se de uma página falando sobre games sob o ponto de vista religioso. Claro, porque a igreja tem que ir até onde o jovem está, senão ele é que não vai ir até a igreja, certo? É a mesma história daquelas igrejas que colocavam Halo 3 pra gurizada jogar, só pra fazê-los entrar na roda espiritual.
Na primeira metade da página, além de umas enquetes hilárias, têm uns textinhos sobre jogos inofensivos, que podem ser jogados livremente sem medo de estar cometendo algum pecado. Mas o que tem na segunda metade chega a pôr em dúvida a seriedade do negócio. São mini-reviews de jogos “seculares“, ou seja, DUMAL, MANO. Jogos do demo, por assim dizer.
Como todo bom religioso bitolado, Kyle Goldman (o religioso bitolado que escreve a página) não hesita em exagerar fatos, extrapolar detalhes e achar significados ocultos em tudo. E o melhor é que ele nem joga muitos muitos dos jogos que ele “analisa”, sob a justificativa de que têm “classificação M e, por isso, não são permitido no campus”.
Não vou ficar colocando aqui tudo que foi escrito lá. Já dei o link e você sabe clicar. Mas não dá pra deixar passar algumas frases mais infelizes. Dessas eu faço um apressado Top 5 depois do Continue.

Depois do Mega Man, eu ia reclamar aqui sobre o novo Prince of Persia e o novo Castlevania. Mas, sinceramente, o Lucas Patrício escreveu exatamente o que eu queria, melhor do que eu poderia.
Não acho o Prince tão catastrófico assim, na verdade, mas o Castlevania… aiaiai. Ainda bem que eu não acompanho muito nenhuma das duas séries.
Você já deve ter lido por aí. Mega Man 9, o novo jogo da série principal de um dos mais tradicionais e adorados personagens de videogame de todos os tempos, só terá de “novo” o número, porque os gráficos… serão ao estilo Nintendinho de ser. Sim, um jogo de 8 bits será lançado em 2008! As scans da Nintendo Power (que deu o furo e deve ter adorado) e mais algumas screenshots estão no site Rockman Perfect Memories.
Em uma jogada surpreendente, a Capcom resolveu apostar no retrô (e no moderno ao mesmo tempo: o jogo vai ser vendido exclusivamente por meio de distribuição digital, no WiiWare). Em um primeiro momento, fiquei estupefato com a ousadia da empresa de fazer isso. Um jogo com cheiro de mofo em plena era da High Definition?! Mas depois de pensar um pouco, a suposta ousadia foi ficando mais e mais com jeito de preguiça ou falta de criatividade.
Mas o que eu estou falando? Eu nem joguei algum Mega Man anterior ao X na época certa! Definitivamente, não tenho propriedade para opinar sobre isso. Mas conheço quem tem, e fiz uma pesquisa de opinião com o pessoal mais oldschool que eu conheço. Perguntei o que eles acharam dessa surpreendente decisão, e as opiniões foram as mais diversas e surpreendentes possíveis. Tudo o que me disseram está a um clique de distância. Depois do continue, como sempre.

Depois de muitas partidas de Team Fortress 2, eu acabei criando uma pequena impressão, guardada no fundo da minha mente, de que o time vermelho sempre ganha. Sempre achei, porém, que fosse aquele tipo de impressão como a de que, num congestionamento, a pista ao lado sempre está andando mais. Mas não é que a minha impressão pode estar certa, afinal?
Pesquisadores da University of Copenhagen, na Dinamarca, fizeram a experiência com Unreal Tournament 2004, que, assim como Team Fortress, Halo, e alguns outros FPSs multiplayer, também diferencia os times entre vermelho e azul. Depois de monitorarem os resultados de 1.347 partidas do jogo, eles descobriram que os vermelhos venceram 55% das vezes.
Há pesquisas que indicam o mesmo efeito em competições esportivas, e a teoria para isso é a de que “a cor vermelha pode agir como uma distração psicológica para os homens, possivelmente porque os homens ficam vermelhos quando sentem raiva”.
Conversando aqui com o gremista fanático Gustavo Petró, editor da revista GameMaster, ele confirmou pra mim que no histórico de partidas entre o Internacional de Porto Alegre (cujo uniforme oficial é vermelho) e o Grêmio (que tradicionalmente joga de azul), o Inter venceu mais vezes. Aproximadamente seis de cada dez, disse ele. E eu acredito, visto que não entendo picas de futebol.
Mas agora fiquei com isso na cabeça. Será que faz sentido? (Ou será que os times azuis testados simplesmente tinham mais daltônicos?)
[via AP]
O jogo? Chaos Wars, RPG tático para PS2. A dublagem? EX-CE-LEN-TE. Clique ali em cima e comprove.
Querendo saber saber de onde veio tamanha genialidade em formato de dubladores, o pessoal do InsertCredit fez uma pequena pesquisa e descobriu a causa. Em vez de te contar, vou deixar você descobrir baseado em alguns nomes que aparecem nos créditos (que constam no manual do jogo; não há evidência de que alguém tenha terminado o jogo sem ter crises histéricas de risos). Segundo eles:
O CEO da O3 Entertainment [produtora do jogo] é Chris Jelinek. Entre os Voice Actors estão Quest Jelinek e Tyler Jelinek, com agradecimentos especiais a Kay Jelinek e Lee Jelinek. Que curioso.
Realmente, que curioso.
Continue lendo! (AVISO: Mais um vídeo de dublagem extremamente genial à frente)
A redação do GamesRadar deve ser a coisa mais divertida do mundo. Pela quantidade de pautas malucas que esse site põe no ar, eu só imagino como deve ser o clima do pessoal que bola isso. A cada minuto um deles deve soltar uma idéia mais bizarra do que a outra.
O que eles aprontaram agora foi digno de nota: manja quando você está escrevendo no Word e digita uma palavra que o programa não reconhece? Ele coloca uma linha vermelha em baixo e sugere outras palavras, certo? O GR digitou alguns nomes de jogos e substituiu pelas sugestões do Word, e até fizeram box arts para cada jogo “novo” surgido dessa brincadeira. Ficou muito divertido!
Acima você confere a que eu curti mais, e pra ver as outras é só clicar aqui.
Foi-se o tempo em que a gente tinha mesmo que ficar rezando para as produtoras fazerem o nosso jogo favorito para o nosso console favorito. Hoje, com os homebrews, a gente mesmo faz (pelo menos quem sabe fazer). Um exemplo é o interessante Still Alive DS, feito por e para quem gostaria de ver o já clássico da Valve nas duas telinhas do portátil da Nintendo. Vi a dica lá no MeioBit Games e resolvi testar.
Uma coisa é certa: o joguinho tem estilo. Em vez de tentar emular o feeling da versão original, o tal do zeblackos (cara responsável pelos gráficos; o código ficou por conta de um mano que se autodenomina t4ails) desenhou tudo numa vibe meio Laboratório de Dexter. Ficou bem bacana. O problema é na hora de jogar. Com o direcional (ou os botões, para os canhotos) você anda e pula. Para colocar os portais, você clica na tela enquanto pressiona L (ou R) ou baixo. Explicando assim pode não parecer, mas fica bem desconfortável.
As fases são tão boas quanto às do webgame do Portal, mas tudo ocorre na tela de baixo (a de cima fica só para a explicação da fase, que ao menos no início vive entregando a solução) e a falta de um zoom traz o pior defeito do jogo. Falta de precisão. Eu larguei o jogo na quinta ou sexta fase porque ela exigia a colocação de um portal em um exato pixel, e eu não consegui. A stylus simplesmente não tem essa precisão.
Still Alive DS vale para matar a curiosidade de quem é muito fã do original (afinal, você coleciona pedaços de bolo pelas fases e, ao passar de uma, rola a voz da GLaDOS falando alguma palavra), mas não é muito bom e dificilmente você vai jogar até o final.