
Fogo molhado. Loira inteligente. Preto claro. Música silenciosa. Pirataria legalizada. Essas coisas não existem porque são negações entre si. Mas as regras do universo são diferentes agora em Antigua e Barbuda, uma pequena nação caribenha. Não que vá chover a seco, imagine.
É um bom dia para ser um Pirata do Caribe, pois agora é legal (do verbo “dentro da lei”) infringir leis de copyright de propriedades intelectuais americanas em território antiguabarbudenho. E isto, claro, inclui piratear jogos e vendê-los. Embora eu esteja quase certo de ter inventado a a palavra “antiguabarbudenho”, eu não inventei o fato. É verdade. Só tem um detalhe: o país pode lucrar no máximo um valor equivalente a U$21 milhões de dólares por ano com os falsiês, ou a parada volta a ser ilegal.
A bizarrice em forma de lei é resultado de uma pendenga judicial do país com os US and A envolvendo apostas e jogos de azar na internet. Como chegou a isso, eu sei tanto quanto você. Só fico me perguntando se um treco desses acontece no Brasil. Será que veríamos alguma diferença? Eu acredito que não. Pra você ver o estado que as coisas estão neste país.
[The Hollywood Reporter, via Kotaku]
Cara, é tão legal ter um blog só seu. É legal e eu vou te dizer por quê: porque o único motivo que eu preciso ter pra postar alguma coisa aqui é eu ter vontade. E é por isso, só por isso, que eu apresento a vocês o trailer de N+ para a Live Arcade. Tosco, simplório, completamente não-empolgante, mas dane-se. Esse jogo é lindo, maravilhoso e quanto mais pessoas me dizem que não conhecem, mais eu gosto dele. Não que uma coisa tenha a ver com a outra.
Como não custa repetir, N+ é a versão para consoles de um jogo freeware que você pode baixar aqui. Está saindo agora para Xbox Live Arcade e chega em breve para Nintendo DS e PSP. E quem comprar e me apresentar prova do fato tem direito a escolher o tema de um post aqui no Continue e se divertir às minhas custas. Qualquer tema. Se quiserem que eu escreva sobre a diferença de velocidade de secamento de cuecas em varais expostos e não expostos ao vento, eu escrevo. Se quiserem que eu escreva sobre animais que não produzem som, eu escrevo. Se quiserem que eu escreva um post-jabá sobre o seu blog/site ainda desconhecido, eu vou achar meio sem criatividade, mas escrevo também. Basta me provar que você comprou o game, de preferência as versões com caixinha.
Saiu a boxart do jogo N+, para Nintendo DS. É essa aí à direita. Mas por que eu estou dando esta notícia, sendo que provavelmente nenhum dos senhores está esperando ansiosamente pelo jogo? Por dois motivos:
Porque eu estou esperando ansiosamente pelo jogo, e porque você também deveria estar.
N+ é um jogo indepentente que deu certo. É a versão “plus” do jogo N, da Metanet Software, que você pode (e deve) baixar clicando aqui. É freeware. E a palavra freeware começa com free porque é de graça. Então não tem desculpa.
Além de “independente” e “freeware”, outro adjetivo extremamente apropriado para o N é “desumanamente difícil”. É um jogo de plataforma que consiste unicamente em sair do ponto A, tocar em alguns sensores que abrem a porta B e correr pra lá, opcionalmente coletando uns quadradinhos dourados pelo caminho. Ele começa numa boa, tranquilo, mas logo o design de fases e a inteligente programação dos inimigos/obstáculos mostra que o seu real objetivo é te deixar sem cabelo e sem sanidade. Você precisa ser mestre nos pulos calculados para passar das fases mais avançadas. Algo que os jogos do Mario não fazem por você desde Lost Levels. Eu recomendo fortemente.

[Nota do editor: Além de ser dono do Oitobits, entusiasta de programação, apaixonado por desenvolvimento de games AND carpinteiro digital do Continue (quem você acha que mexeu no CSS do blog? Eu? Hahaha!), o Vinicius Silva agora vai escrever a coluna Quarta Indie aqui para nós. Toda quarta-feira um preview, review ou discussão sobre o mesmo tema: jogos independentes, saídos das garagens de pessoas criativas e sem grana do mundo inteiro. E começa agora. Foi!]
Aquaria é o mais novo título indie no mercado. O projeto, vencedor do Independent Games Festival de 2007, era aguardado por bastante gente no cenário independente.
O jogo se passa em um universo aquático, e o jogador controla Naija, uma espécia de sereia que tem a capacidade de soltar magias e usar canções que melhoram suas habilidades. Segundo os desenvolvedores, o jogador pode usar o mouse, o controle de Xbox 360 ou o teclado para movimentar Naija. Eles destacam o sistema intuitivo que fizeram para o uso do mouse, permitindo total controle do jogo.
O que mais me impressionou nos vídeos e screenshots foi a qualidade da arte. Os sons e imagens são fantáticos! A ausência de uma HUD aliada com a qualidade da arte faz com que o jogo pareça um quadro em movimento.
É fantástico pensar que um jogo tão refinado é trabalho de apenas duas pessoas. A Bit Blot é composta somente por Derek Yu e Alec Holowka, figuras conhecidas no cenário independente. Segundo o site da produtora o jogo começou a ser desenvolvido em 2005 e foi lançado (somente na internet) recentemente ao preço de U$30, o que eu acho justo pelo nível do trabalho. Afinal, tem gente por aí que já gastou duas ou três vezes esse valor em jogos do Virtual Console ou da Live Arcade.
Dê um pulo no site oficial do jogo, baixe o demo para Windows e confira você mesmo o que dois apaixonados pelo desenvolvimento de jogos podem fazer. Se não ficou com vontade de fazer isso até agora, o vídeo e as telas abaixo provavelmente vão te fazer ficar.
E se gostar, considere seriamente incentivar comprando o jogo. Acredite, esses caras fazem coisas fantásticas e precisam muito mais da ajuda dos jogadores do que esse povo que lança jogos com nomes de algum esporte qualquer seguido pelo ano de lançamento.