(Need for Speed Undercover) [bb]

A marca Need for Speed já foi sinônimo de diversão garantida, aguardada ansiosamente ano após ano pelos fãs de jogos de corrida. Me arrisco a dizer que já foi uma das franquias mais valiosas da Electronic Arts, ao lado de Madden NFL e outros peso-pesados.

Toda história de sucesso um dia chega ao fim e nos últimos anos os produtores parecem ter esquecido a essência do que tornava NFS tão bom e viciante. A própria Electronic Arts admitiu que o último game da série, ProStreet, foi um fiasco e que Undercover seria o jogo capaz de redimir aquele que já foi o mais querido game de corrida. Depois de acelerar, derrapar, bater no muro e capotar diversas vezes, registro aqui minhas impressões sobre o derradeiro Need for Speed: Undercover.

Acelere você também e confira a minha opinião depois do continue.

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É foda! [+]

[+] Velocidade - O que mais chama a atenção em Need for Speed: Undercover é a sensação de velocidade nas corridas. Não se assemelha à um Burnout Paradise, por exemplo, mas faz bonito e libera toda a adrenalina do jogador, enquanto você inclina o corpo e afunda na cadeira, acompanhando as curvas e ladeiras da fictícia Tri-City Bay.

[+] Perseguições - Fugir da polícia quebrando tudo pelo caminho proporciona os melhores momentos do jogo. É lindo quando você derrapa em câmera lenta, a viatura tenta desviar, acerta outra e sai girando pelo ar.  Furar bloqueios e escapar dos níveis mais elevados de perseguição é uma experiência muito satisfatória. Um detalhe engraçado: quando você é preso, o personagem tenta reagir e escapar, acaba tomando umas surras federais, em animações que mostram policiais truculentos dignos de equipes de Raibow Six ou Tropa de Elite.

[+] Elementos Clássicos - Os fãs mais atentos vão notar que a Electronic Arts reuniu em Undercover vários elementos de sucesso dos jogos anteriores. Estão lá as perseguições policiais, a câmera lenta, o uso de manobras ousadas para recarregar o nitro, o auto-sculpt das peças da lataria, o tuning afinado do motor e o objetivo extra de “dominar” os eventos, melhor adição de ProStreet à série Need for Speed.

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É foda… [-]

[-] História pra boi dormir - Com uma trama insossa e mal apresentada, a história de Undercover se arrasta vergonhosamente em filminhos que surgem esporadicamente entre as corridas. Não há o menor senso de progressão. Não que um roteiro seja algo essencial num jogo de corrida, mas se você quer que o seu jogo tenha uma história, garanta que ela seja boa. Ou pelo menos, apresentável.

[-] Gráficos - Numa época em que qualquer jogo deve ser, no mínimo, bonito, Undercover é feio. Ao lado de concorrentes como Gran Turismo Prologue, Burnout Paradise e Racedriver GRiD, esse Need for Speed desaparece envergonhado de seus serrilhados,  cenários vazios e sem vida e veículos porcamente simples. A iluminação é muito bem feita mas não está lá para dar um tom de “realidade” e sim para esconder os cenários desse jogo desprovido de beleza.

[-] Mundo aberto? Pra que? – A EA Black Box construiu essa enorme conurbação, Tri-City Bay Area, para resgatar o estilo dos jogos mais bem-sucedidos da série, como Underground e Most Wanted. Porém não há nada para fazer na cidade, nenhum colecionável e nem sequer uma garagem para chamar de sua. Para entrar nos eventos basta apertar o botão e ir para o mais próximo ou abrir o mapa e escolher outro. A cidade não tem utilidade prática nem graça nenhuma.

[-] Combates na estrada - A idéia de misturar ação e direção remete à GTA e até roubo de carro rola em Undercover. Até aí, OK. Porém quando você tem que eliminar os caras da gangue rival e faz isso batendo nos carros deles com o seu, como num “bate-bate” de parque de diversões, alguma coisa fica muito idiota. Não era mais fácil descer e dar um tiro no sujeito?

[-] Habilidade é para os pobres – A coisa mais ridícula em Undercover é que você pode comprar qualquer carro ou peça com dinheiro, ou no caso do Xbox 360, MS Points. Para que se esforçar e ganhar trocentas provas para comprar aquele carrão quando você pode ir até o menu e pagar em dinheiro? E com um bom carro todo equipado, o jogo fica pateticamente fácil, mesmo que você seja bração e tenha pago por ele.

[-] Maggie Q – Em qualquer faculdade de game design uma das primeiras lições que você aprende é “NFS tem que ter uma gostosa no centro da historinha”. Dentre elas, Maggie Q é uma das mais gostosas. Tão gostosa que a câmera passa mais tempo mostrando os seios e as coxas dela do que a cara da menina, nas fracas e repetitivas cenas dela ao telefone. Patético.

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Acho que ficou claro o quanto eu não gostei de Undercover. Joguei até o fim, por paixão pela série e obrigação de fã. Nem encarei o online, não com jogos  como GRiD e Burnout à disposição.

É válido lembrar que com o recente fim da EA Black Box a série passou para as mãos da Criterion, o que, espero, vá  significar uma bela reviravolta para essa que já foi a franquia preferida de quem precisa de velocidade em seus videogames.

Need for Speed: Undercover é um jogo da EA Black Box, publicado pela Electronic Arts e lançado no Brasil no dia 21 de novembro para PC, ao preço de R$ 99,90. Também disponível para Wii, PS3 e Xbox 360.  Explorei o modo carreira na versão PC até o fim.

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