[Depois que eu babei ovo do Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, o PR confessou sua ansiedade por Fallout 3 e o Daniel Trezub explicou porquê mal pode esperar por LittleBigPlanet, o nosso leitor Felipe Nanni, de Salvador, ligou o Fanboy Mode e resolveu botar para fora toda a sua vontade de jogar Left 4 Dead. Quer participar também? Escreva um texto explicando porquê mal pode esperar por algum jogo e envie para nós!]
Já faz um bom tempo em que a primeira coisa que faço quando chego a casa é ligar o computador e procurar informações sobre UM jogo. Um único jogo, que já me fez acordar de madrugada com pesadelos, antes mesmo de jogá-lo… E este jogo é Left 4 Dead. Deus, até o nome é perfeito!
O estúdio responsável por esse grande lançamento é a VALVe e se há uma empresa que sabe transformar MegaBytes em ouro é ela. Mas além do fanboyismo, essa paixão existe pela extrema qualidade presente em seus títulos, resultado da atenção dada à comunidade e dos testes semanais realizados com jogadores sob a muda observação dos desenvolvedores. E isso eu chamo de respeito. Eles têm, para mim, os melhores designers da indústria, fato comprovado pelo cuidado especial em cada detalhe dos seus games (Team Fortress 2, a série Half-Life, a engine Source, o serviço Steam e Portal não me deixam mentir).
Há uma simples equação que explicita o porquê dessa minha ansiedade:
Zumbis = tudo que eu possa querer na minha vida.
L4D reúne muitos elementos que sozinhos já fariam estrago no meu cérebro e que, de qualquer forma, contribuem para a minha profunda ansiedade para jogar logo. Alguns deles:
Zumbis. Há alguma criatura do imaginário humano mais encantadora do que esta? E não me refiro a zumbis no esquema Resident Evil… Falo de zumbis raivosos, mais velozes e mais furiosos, como os vistos nos filmes Extermínio 1 e 2 (quem não assistiu, fica aí a dica). E MUITOS zumbis! Sim, esses seres putrefatos são demais e quando eu morrer quero ser um deles!
Movies. Os desenvolvedores prestaram uma grande homenagem ao universo cinematográfico. O jogo será dividido em quatro Movies (filmes), com seus respectivos capítulos. Dessa forma, a trama se deslocará para locais lindos que tornem a sensação de insegurança o seu padrão de comportamento. Isso tudo intercalado entre locais levemente seguros, em que você poderá respirar um pouco. Florestas, hospitais, esgotos, aeroportos… Não há limites – onde existem humanos, pode haver zumbis!
Multiplayer. Esqueça Zombie Panic: Source. Se você quer ter a experiência completa “sobreviventes x zumbis” vai ter que jogar Left 4 Dead. Nesse jogo estamos sozinhos, com pouca munição, perdidos e não voltaremos à vida do lado “do bem”: temos apenas nós mesmos. O jogo se baseia TOTALMENTE na cooperação, com uma intensidade nunca vista antes! Tente ser egoísta só um pouquinho e BAM – uma horda de zumbis aparecerá para tornar seu rostinho lindo digno de não ser reconhecido por seus pais no IML.
Além do modo Campanha, em que você joga com mais três amigos (caso seja solitário poderá jogar com computadores que agem da forma mais humana possível), haverá o modo versus, em que você poderá encarnar os tão amados zumbis e comer um pouquinho de carne de miolo!
AI Director. O maior trunfo do jogo, na minha opinião. Para quem não sabe, um dos chefões da Turtle Rock (nome do estúdio desenvolvedor de Left 4 Dead antes de serem incorporados à VALVe) é um gênio em termos de Inteligência Artificial. Se o jogo só tem quatro “Movies”, como transformar a experiência em algo único a cada partida? Com o AI Director, ele te responderia. Esse sistema gerencia o andamento do jogo, utilizando muitas diretrizes: a quantidade de tiros desperdiçados, a cooperação entre os sobreviventes, a mira do grupo, o índice de TK (atirar no parceiro, para quem não sabe), o nível de dificuldade e outras que desconheço. Tudo isso para variar o gameplay: alterando a tonalidade da tela, colocando mais ou menos inimigos em trechos diferentes e selecionando seu local de surgimento, a quantidade de suprimentos e outras coisas mais, como os tipos de Boss que surgirão para melar seu baba. Falando nisso…
Bosses. Outra carta na manga. Além das criaturas “normais” que tanto conhecemos, teremos também cinco chefes que surgirão em momentos variados pelos mapas e que podem ser controlados pelos jogadores que ficarem no time dos zumbis no modo Versus! Fique apenas com os nomes: The Boomer, The Smoker, The Hunter, The Witch e The Tank. Pesquise por sua conta, pois eu não quis ME dar um spoiler.
Personagens – Bill, um veterano do Vietnã (meu favorito); Louis, assistente [do] gerente regional de uma loja de eletrônicos; Zoey, patricinha; Francis, motoqueiro dumau. Há quem diga que são poucos, mas para mim está ótimo! Cria uma empatia maior, pois você SEMPRE estará acompanhado das mesmas pessoas… A única coisa que pode te incomodar é seu amigo mala que não pára de falar besteira via voice-chat, e isso não é culpa do jogo.
Publicidade. Fala sério: é lindo ver propaganda dos seus jogos tão sonhados pela mídia não é? Essa não é a nossa realidade aqui no Brasil, mas lá fora o departamento de marketing investiu U$10 milhões espalhando “a mão” pelos EUA. Você encontra letreiros, painéis de parede e de chão, propagandas no metrô, vídeos na Times Square e muito mais espalhados pelas principais cidades norte-americanas.
Updates. Para quem não sabe, os jogos da VALVe costumam receber atualizações de tempos em temos, com novos mapas, personagens, armas e outras firulas. Nesse caso, não será diferente! (Yes!)
Box-art. PQP! Já divulgada aqui no Continue, mas pelo brilhantismo não custa reforçar: A MAIS BONITA DE TODAS QUE JÁ VI.
Resumindo: Flawless Victory.
Lembrando que o jogo será lançado para PC e Xbox 360 no dia 18/11, com demo aberta no dia 11/11. Para quem fizer a pre-order no Steam, acredito que a demo será liberada no dia 06/11.