[Faz tempo que a gente não tem uma série de posts especiais aqui no Continue, né? Pois bem, agora temos! A enxuta equipe deste blog está escrevendo textos bem pessoais sobre os jogos que mais esperam. De gamer para gamer, como a gente gosta. E se você está esperando ansiosamente por algum jogo e quer explicar ao Brasil o porquê disso, fique à vontade para nos enviar a sua contribuição!]

LittleBigPlanet é um daqueles jogos que só poderiam ter nascido na família PlayStation. Eu já falei sobre isso várias vezes, com várias pessoas: simplesmente porque nunca alguém da MS apostaria numa idéia dessas.

Aliás, eu nem sei direito qual é a idéia por trás de LittleBigPlanet. É um jogo de plataforma? Pode ser. É um jogo multiplayer? Pode ser. É a evolução do PowerPoint? Pode ser. O que eu sei é que ele nos trouxe um dos personagens mais carismáticos dos últimos tempos: Sackboy.

Lembro que me apaixonei pelo joguinho desde muito antes de possuir meu PS3, quando vi o primeiro vídeo dele. Fiquei de queixo caído com os gráficos, com a física do mundo, com o fato de haverem quatro bonequinhos de pano jogando a mesma fase de modo cooperativo, e cada um deles vestido de uma maneira diferente. Lembro que assisti várias vezes o tal vídeo, tentando entender o que era aquela capa de tecido que um dos Sackboys usava, para só muito tempo depois descobrir que era uma fantasia de dragão chinês! E, é claro, tinha aquela musiquinha

A maneira como a irrealidade misturava-se com a realidade me fazia pensar que esse jogo seria um bom motivo para comprar um PS3. Na época, o console da Sony estava engatinhando, mas os primeiros vídeos de MGS4 estavam aparecendo, e havia Formula 1 Championship Edition 2006 para sair. Isso, junto com as 3RL e Sackboy me fizeram escolher.

Com o tempo, o pessoal da MediaMolecule foi largando mais e mais vídeos, e um belo dia apareceu um mostrando o modo de edição de fases de LittleBigPlanet. Acho que foi por essa época que começaram a dar mais detalhes sobre os modos online de jogo, e a idéia de uma comunidade e rede social, tudo integrado num único produto. É a web 2.0 chegando aos consoles. Como a MS e a sua tão auto-aclamada Live não pensaram em algo assim antes? Conteúdo gerado por usuários distribuído digitalmente, direto para dentro do jogo! Que idéia fantástica! Como EU não pensei em algo assim antes?

E as possibilidades realmente parecem infinitas, como anunciam. É só dar uma olhada nos vídeos resultantes do beta do jogo. De Tetris a Shadow of the Colossus, parece mesmo que dá pra fazer qualquer coisa com o editor.

Além de tudo isso, claro, existe o fato de termos finalmente um grande jogo fofinho para o PS3. Sim, quando se tem uma filha de 12 anos isso é muito importante. Como dá pra imaginar, ela não se empolgou muito com os jogos que tenho por aqui. E vocês sabem que fanboyismo passa de pai pra filho. :)