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* Não, a coluna não morreu. Aqui, apenas os pixels se encontram em tal estado de putrefação. Perdão pelo atraso inadmissível. Assim sendo, um texto com boa pitada de fan service pra agradar…
Impelido pelo arroubo nostálgico do Bracht, decidi abordar nesta edição da Pixels Mortos a dupla de remakes de Chrono Trigger que estavam sendo produzidos.
Sim, dois.
Geralmente, apenas o Resurrection é lembrado, mas havia também o Remake Project. Ambos partilhavam de premissas parecidas: releituras tridimensionais utilizando ferramentas de Unreal. As duas iniciativas tristemente interrompidas por uma atitude pouco amigável da Square Enix que não apenas afundaram os dois promissores projetos, como também fizeram a péssima piada de mau gosto de acender uma fagulha de esperança nos ávidos (e abandonados) fãs da série Chrono.
Enfim, sem mais delongas…

Chrono Trigger Resurrection contava com uma equipe de sete pessoas, sendo o cabeça Nathan Lazur - que não fez nenhum grande jogo, mas trabalhou na Ubisoft. O resto da equipe também faz parte da indústria gamer, trabalhando em estúdios como Ubisoft e Activision, e tinha até um cara que veio dos filmes, sendo que ele trabalhou com modelagem 3D no Matrix Revolutions! Os guris eram Luis Martins, Moise Breton (o tal do Matrix), David Ying, Mathew Valente, Michael Demirel e Michel Cadieux.
O remake começou a ser produzido em 2004 e seria disponibilizado gratuitamente para PCs, sendo que os membros da equipe ainda produziriam para uso próprio versões de GC e Xbox.
No mesmo ano eles pretendiam lançar uma demonstração jogável que já estava na metade da produção quando veio a temida carta de “Cease and Desist” da Square Enix, obrigando-os a abandonar o barco.
Por conta do cancelamento, o time liberou uma série de imagens em tempo real assim como um trailer absolutamente sensacional que conseguia reproduzir o traço de Akira Toriyama quase tão bem como Dragon Quest VIII faria no mesmo ano.
Sério, assista abaixo ao excerto.
Deixa um gostinho de “quero mais, muito mais”, né? Eu sei…
Este então só me deixa com uma pergunta: Por que, Square Enix? POR QUÊ???

O outro revival de CT era mais modesto e não estava tão evoluído quanto Resurrection. De fato, creio que só foi empacotado indo no vácuo do trabalho supracitado.
De qualquer maneira, recebeu também a temida carta da Squenix. Abaixo o espólio da labuta: um breve trailer mostrando o End of Time.
Ah, Chrono Break…
Ou seria Chrono Brake?
Que seja. Cancelado ou boato? Rumor ou vaporware?
Lá pelos idos finais de 2001, a Square Enix registrou o nome Chrono Brake no Japão e Chrono Break nos Estados Unidos.
Três anos depois, abandonou a alcunha ianque. Porém até hoje ela mantém a marca nipônica. Mistério…
Enfim, eu pessoalmente sou 110% a favor de uma continuação de Chrono Trigger. Com Chrono Cross já foi demonstrado que é possível dar continuidade ao épico cronológico mantendo o alto nível de qualidade e ainda angariando personalidade própria.
O port para PSone no Final Fantasy Chronicles foi bacana — aquelas cutscenes em anime e o final expandido são sensacionais — mas ainda é pouco. De fato, acho que só ficaria satisfeito se rolasse uma releitura 3D bonitona (com trilha sonora arranjada pelo próprio Yasunori Mitsuda). Isso, como a que fizeram de Final Fantasy III e IV - e farão do V e VI, anote aí.
