
[Faz tempo que a gente não tem uma série de posts especiais aqui no Continue, né? Pois bem, agora temos! Nos próximos dias, a enxuta equipe deste blog fará textos bem pessoais sobre os jogos que mais esperam. De gamer para gamer, como a gente gosta. E se você está esperando ansiosamente por algum jogo e quer explicar ao Brasil o porquê disso, fique à vontade para nos enviar uma contribuição!]
Hoje é um dia especial. Em vários lugares do mundo, exceto, talvez, na Índia. Enquanto você lê esse post, pessoas estão dando seus primeiros passos para folta da Vault 101, uma mistura de abrigo nuclear e experimento social. Algo tipo a ilha de Lost, mas com mutantes radioativos no lugar dos Outros. E com menos florestas, provavelmente. E mais peixes mortos. E vacas de duas cabeças. Você pegou a idéia.
Fallout não é um jogo que vai nessa onda atual de simplificar as coisas. É RPG de ação, com vários comandos, muitas armas, lança-misséis nucleares, diálogos extensos. Tudo no melhor estilo ocidental de ser. Um jogo que assume sua inspiração em GURPS para desenvolver o sistema de atributos do herói merece todo o meu respeito. Se isso não é old school, eu não sei o que é. Vale citar a interface retrô e modernosa, o PIP-Boy 3000, representado por aquele moleque loirinho que você já deve ter visto por aí. Em qualquer outro contexto eu acharia algo chamado “PIP-Boy Trifáusand” um sinônimo de sexualidade duvidosa, mas aplicado a esse mundinho “futuro nuclear dos anos 50″ então é um nome muito bacana. Os tempos eram outros e as pessoas não tinham a mente tão poluída quanto a minha, apesar de toda aquela radiação.
Eu joguei os dois Fallout anteriores e mesmo se não tivesse jogado iria esperar esse terceiro jogo, tantos anos depois, com a mesma ansiedade pois nem só de passado se faz essa jornada pós-apocaliptica. Mundo aberto, jogabilidade inovadora, gráficos fodões e um cachorro como companheiro, igualzinho aquele outro RPG que saiu esse mês, só que mais sujo e violento. Para completar, é um jogo com duzentos finais diferentes e acho que eles não incluiram aí as vezes em que o herói morre. Espero que não, porque senão 200 podem não ser suficientes se o cara for muito ruim. E é da Bethesda. Ok, é menos extenso mas é consideravelmente mais ”denso” do que Oblivion em termos de cenário, e certamente mais duradouro. Pra mim um jogo desses tem que durar pra sempre. Como o meu último save de Final Fantasy XII, que tinha quase 199 horas de jogo. Eu não quero ver o fim do jogo na mesma tarde que comecei. Se for tão bom quanto eu aposto que será, eu não quero chegar no fim do jogo no próximo ano.
Mas, por enquanto eu não sou uma dessas pessoas felizes que já estão jogando Fallout 3. Mas, como eu disse no início do post, hoje é um dia especial: é meu aniversário. Ainda dá tempo de alguém me mandar uma cópia do jogo de presente… nem precisa ser aquela edição de colecionador que vem com o viadinho do PIP-Boy. ![]()