Pocotó!

God of War elevou os parâmetros do que devemos esperar dos jogos de ação. Sua seqüência, God of War 2, mostrou até onde o PlayStation 2 conseguia chegar. A prequel Chain of Olympus fez o mesmo no PSP, ultrapassando as expectativas, e é o melhor jogo de ação do portátil. Agora God of War 3 vêm aí, para concluir (ou não) a saga de Kratos, o Fantasma de Esparta.

Outro dia comentei aqui no Continue que o jogo pode chegar antes do anunciado pela Sony, possivelmente em março de 2009. Comentei também que GoW3 terá a missão de superar não só seus jogos anteriores, mas a concorrência de games excelentes se quiser manter o cinturão de campeão dos jogos de ação. Na ocasião, citei o recente Devil May Cry 4 e o jogo exclusivo do console rival, Ninja Gaiden II.

Pois eis que um novo concorrente surge na arena e prepara-se para encarar o espartano mais enfezado dos videogames, ousando chegar às lojas praticamente na mesma época. Saiba mais sobre Darksiders: The Wrath of War depois do continue.

O jogo é produzido pela THQ e pela novata Vigil Games e conta a história de um futuro próximo, onde o Fim do Mundo aconteceu antes do programado. Tanto as hostes celestiais quanto a turma do andar de baixo colocam a culpa em um dos quatro cavaleiros do Apocalipse, o invocado War. Por causa disso, o cavaleiro é despojado de seus poderes e deve enfrentar o julgamento de uma antiga Ordem religiosa, o chamado Charred Council.

E, no controle de War (ou Guerra, mas não o Rodrigo) o jogador deve voltar à Terra, acabar com a bagunça que o Apocalipse causou, descobrir quem está por trás disso tudo, limpar seu nome e claro, dar uma surra em tudo que aparecer pelo caminho.

Aí que entram os Darksiders, que são o grupo que armou a presepada e serão o alvo da fúria de War durante o jogo.

Os gráficos são o que se espera dos games nessa era “nova geração pós-Gears of War” mas se têm algo sobre eles que chama a atenção é que o responsável pelo design dos personagens é Joe Madureira, renomado desenhista de quadrinhos que já trabalhou por exemplo, com os X-men. Para quem ainda não ligou o nome a pessoa, é dele o traço em estilo mangá da clássica saga A Era do Apocalipse.

O furioso War utiliza várias armas em suas batalhas contra os Darksiders, como uma boa e velha espada, armas de fogo e objetos dos cenários, como postes por exemplo. Mas diferente de um Devil May Cry aqui a mecânica de cada tipo de arma resulta numa jogabilidade diferente. Os tiroteios parecem bons como em um shooter, as lutas mano-a-mano ou com armas brancas são similares ao que temos em jogos de ação e por aí vai. Uma novidade interessante é que além de caminhar por aí batendo em todos, também poderemos cavalgar. Afinal, o sujeito é um Cavaleiro do Apocalipse, certo?

Uma história épica, várias modalidades de combate e muita ação nos esperam em mais um jogo com a palavra “War” no título em 2009. E esse parece ser bastante promissor.