
Uns dias atrás apareceram umas novas imagens de KillZone 2, o FPS da Guerilla exclusivo do PlayStation 3. Soldados com armas grandonas, explosões, aliens mal encarados. Já não vimos isso antes?Não digo que o jogo seja ruim. Pelo que é mostrado desde a E3 do ano passado, KZ2 vai ser um shooter bacana, com um visual bonitão e um multiplayer divertido.
Mas até aí, não têm nada que o diferencie da concorrência, tem? Eu acho que pra sobreviver nesse mercado mega-competitivo, onde fazer jogo é caro e comprá-los também, o game tem que se diferenciar dos outros. E tem que fazer isso logo de cara. Dizer a que veio e conquistar o jogador nas primeiras imagens, têm que deixar os críticos babando e viciar completamente nos primeiros quinze minutos de jogatina.
Algum executivo lá da indústria gamística incluiria “e tem que vender um milhão de unidades na primeira semana” mas isso eu acho que é consequência da qualidade e do hype provocado pelo jogo. Como me disse uma vez o amigo Marcos Diniz, lá do GoLuck, “novidades, Pablo, novidades”.
Tem quem diga “Ah, mas é um jogo de tiro. Como é que vai inovar num jogo de tiro?” e se contente que o jogo faça o arroz-com-feijão do gênero bem feito. Halo, BioShock e Battlefield são só alguns exemplos de FPS que trouxeram novidades ao gênero. Ou seja, épossível. É só ter talento.
Então, caras da Guerilla e da Sony, cadê as novidades? Não precisa ser um jogo igual ao primeiro e fatídico vídeo de KillZone 2. Quem sabe no próximo vocês cheguem lá. Mas para agora mostrem algo que não tenhamos visto em outras dezenas de jogos. Me dêem algo novo!