Resenha das Resenhas

Tudo na vida é uma trilogia, ultimamente, então aqui vai:

Explicando melhor, o que eu quero dizer é que a Discussão de Fim de Semana hoje é sobre as nossas resenhas. Primeiro eu pedi a opinião de vocês para saber mais ou menos como fazer quando as resenhas começassem a ser produzidas. Com base nisso, eu tentei bolar um esquema que não fosse experimental demais, mas que fosse substancialmente diferente daquilo com que estamos acostumados, essencialmente melhorando ou cortando as partes ruins. E hoje eu venho aqui explicar exatamente o que eu fiz e porquê eu fiz desse jeito, esperando ouvir de vocês as suas mais sinceras opiniões. Let’s-a go?


Vamos por tópicos, pra ficar mais fácil pra todo mundo:

» Sistema de avaliação

Depois de muito pensar, e então pensar mais um pouco, foi decidido que o método de avaliação do Continue seria apoiado em três pés: o texto em si, parte mais importante da coisa; uma frase-veredicto no final; e uma “barra de empolgação” (nome não oficial), para dar uma idéia visual do quanto o jogo agradou ao analista.

Sobre o texto eu falo mais abaixo. Então sobra a frase e a barrinha. A primeira é simples: uma tentativa de sentetizar ao máximo a opinião sobre o jogo. Essa frase é normalmente escrita por último, depois de todo o resto, e tem o objetivo de resumir o texto inteiro, de modo que um leitor apressado ou sem paciência possa saber a nossa opinião sem precisar ler o texto inteiro. Não que a gente goste que alguém faça isso.

A barrinha, por outro lado, é o mais próximo que a gente resolveu chegar das polêmicas notas numéricas, que ninguém gosta mas ninguém tem coragem de abandonar. A idéia é realmente simples: uma barra, sem nenhuma marcação exceto uma no exato centro, onde se lê a palavra “média”, e uma setinha cravada em algum ponto desta barra. O jogo que receber uma setinha exatamente em cima da marca central, é um jogo completamente mediano, aquele que não fede e nem cheira. Qualquer coisa acima disso é lucro, e abaixo é prejuízo.

O arquivo de imagem que é usado para gerar essa barra já vem com a setinha na marca central. Tudo que o analista faz é empurrá-la para esquerda ou para a direita de acordo a boa impressão causada pelo jogo. Eu, particularmente, costumo responder mentalmente à pergunta “O quanto acima ou abaixo da média esse jogo é?”, e então movo a setinha de acordo com a resposta.

O motivo de termos escolhido fazer a coisa assim é tão simples quanto a própria barra: evitar comparações infundadas (não que seja impossível pegar duas barras e sobrepô-las em algum editor de imagem) sem abrir mão de termos uma forma rápida e objetiva de avaliação.

Vocês gostaram desses métodos? Acharam que ficou coisa demais, que só o texto era suficiente? Ou acharam que ainda falta alguma coisa de modo a analisar propriamente os jogos? Sentem falta de uma escala mais objetiva, talvez numérica? Ou acham que a gente encontrou a fórmula perfeita? :P

» Texto

O texto das resenhas não segue nenhuma fórmula mágica. É simplesmente um gamer falando com outros gamers sobre o jogo em questão. Tomando, claro, o cuidado de analisar com propriedade cada um dos aspectos mais importantes do jogo. O objetivo é ser um texto completo, sem deixar nada para trás por falta de espaço. Afinal, isto é um blog e esta é a internet, muito prazer.

No entanto, essa maravilha tecnológica vem com seus problemas. Escrever resenhas para revistas é um exercício interessante de redação, pelo fato de que a sua opinião tem que ser expressa em muito poucas palavras. Descontruindo frases dos reviews da EGM Brasil, por exemplo (a revista com os reviews individuais mais curtos), dá pra notar algumas que renderiam facilmente três ou quatro parágrafos se o cara pudesse escrever o quanto quisesse sobre aquilo. E agora que eu posso realmente escrever o quanto quiser, estou com medo de estar exagerando.

A primeira resenha do Continue, a do N+, teve exatos 9.296 caracteres. Na do Smash Bros. Brawl eu cheguei aos cinco dígitos, especificamente 10.824. Na de ontem, então, sobre o Assassin’s Creed, eu fui particularmente prolixo (afinal, é um jogo um tanto complicado de analisar): 15.758 caracteres.

Vocês acham que está demais? Quanto seria o ideal, se é que existe um ideal apontável? Acham que as resenhas precisam ser um pouco mais diretas, sem enrolar tanto? Por exemplo: eu gastei uns três ou quatro parágrafos grandes falando sobre a história de Assassin’s Creed. Acham que não precisava tanto, que eu enrolei, que dava pra ter falado tudo aquilo em um parágrafo? Ou vocês consideriam esse detalhamento uma particularidade das nossas resenhas, que não deveria ser alterada?

» Imagens

Pelo fato de eu ter encomendado umas moldurinhas bacanas para as imagens, já dá pra perceber que essa foi uma preocupação primária. Por dois motivos, basicamente: primeiro porque as imagens são essenciais para demonstrar visualmente algumas idéias apresentadas no texto, e depois porque textos longos na tela do computador são muito mais cansativos do que no papel, de modo que é preciso oferecer um descanso aos olhos a cada dois ou três parágrafos. Inclusive notem como o texto do Assassin’s Creed parece menos cansativo de ler do que o Smash Bros, mesmo sendo 1/3 maior. É porque eu realmente coloquei o máximo de imagens possível entre os parágrafos dele.

As minhas dúvidas nesse departamento podem até parecer besteira, mas são fruto da vontade de querer fazer a coisa certa mesmo nos menores detalhes. Então pergunto: estamos exagerando? Poderíamos colocar ainda mais imagens intercalando o texto? As imagens estão boas nesse tamanho ou vocês acham que seria melhor se fossem “meia largura”, ladeadas por texto, como as da coluna Brawleando? Gostariam que houvesse uma galeria ao final no texto, com ainda mais imagens, ou isso não faz falta?

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Respondendo a uma pergunta feita nos comentários da primeira resenha:

Heenett disse:

Excelente review. A única coisa que eu achei dispensável foi a barrinha verde-vermelha. Posso estar errado, mas o continue certa vez questionou o uso de notas em reviews, não? Essa barrinha não seria uma outra forma de dar nota? Se não for, qual é a idéia por trás dela?

Questionamos o uso de notas sim, mas as numéricas. Não somos contra o uso de notas, elas são necessárias. O nosso problema é com a forma sempre igual e pouco efeitiva com que essas notas costumam ser atribuídas pelos veículos mais tradicionais. Queremos fazer uma coisa diferente, pois vemos que algumas pessoas quere mudanças nessa área. E nós queremos essas pessoas como nossos leitores. :)

Dito isso, sim, a barrinha é uma forma de dar notas. Mas o número atribuído a elas fica por conta da imaginação do leitor, de acordo com a posição da seta.

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Se tiverem alguma outra dúvida, qualquer que seja, perguntem nos comentários que eu respondo por aqui.

Aliás, qualquer coisa que vocês disserem sobre o assunto será aproveitada. Aqui a sua opinião realmente vale muito, então manda ver!