
Parece que o pessoal do New York Times andou fumando banana, bebendo no expediente, ou cheirando gatinhos demais. Em sua premiação anual dos maiores destaques do mundo dos games, eles não economizaram elogios a títulos aclamados como Bioshock, Mass Effect, e até Ratchet & Clank: Tools of Destruction. Até aí, nenhum problema. A coisa fica absurda ao chegar nos “vencedores” na categoria “Best unambitious representations of the state of the art” (que pode ser adaptado para algo como “Representações artisticamente menos ambiciosas”), que são nada menos que Halo 3 e… Super Mario Galaxy!
Halo 3 é um belo shooter de ficção científica. Mas é só isso. Ele possui gráficos bastante robustos, e alguns de seus recursos online são adições bem-vindas. Mas ele é um refinamento da já testada fórmula Halo, em vez de uma tentativa de oferecer um tipo de experiência novo. Isso é o suficiente para gerar centenas de milhões de dólares, mas não é o bastante para inspirar.
Não joguei o terceiro Halo, mas, sinceramente, não acho que o NYT esteja errado no modo em que descreveu o famoso FPS. Pelo que ouço falar, o jogo não parece ser uma revolução na série, muito menos no modo como vemos os FPS hoje em dia. Mas há de se convir que há muitos jogos bem menos inspirados que Halo 3 - EA, estou pensando em vocês - e não acho que a trupe do Master Chief seja merecedora de tamanho “prêmio”.
Mas isso não se compara ao absurdo-mór que segue a seguir e dá continuidade ao artigo do New York Times:
Galaxy é, de alguma forma, simplesmente uma reinvenção dos modos de jogo clássicos. Em Halo, isso significa batalhar aliens assassinos. Em Mario, isso significa pular e libertar a princesa que (há mais de 20 anos) está trancada num castelo cartunesco.
Ora, fala sério! Eles queriam o quê, que Mario se envolvesse com o tráfico ou desse início a Terceira Guerra Mundial? Pode me chamar de fanboy, mas pra mim Mario foi sim um dos jogos (se não O) mais inovadores de 2007. A equipe teve coragem de fazer o que muita gente não teve: revirar tudo de cabeça para baixo e refazer tudo do zero.
É claro que coragem tem limite, e, como pudemos constatar, a Nintendo não é nossa amiga. Logo, é preciso manter um certo padrão para fazer as pessoas se interessarem por comprar um jogo que tenha idéias tão malucas e chocantemente inovadoras: logo, por que não deixar inalterado um dos aspectos menos relevantes - no caso de Mario, o enredo - de uma das séries mais duradouras da indústria dos games?
Eu não me incomodo, aposto que você também não se incomoda e o New York Times não deveria se incomodar. Humpf!
[via New York Times]