Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes
“Simplesmente não há mais viabilidade para continuarmos a publicação impressa.” Foi o que disse Jason Young, CEO da Ziff Davis Media, sobre a revista PC Magazine, em entrevista ao NY Times. A editora norte-americana, que publica a tradicional revista Electronic Gaming Monthly, não anda muito bem das pernas faz algum tempo. Depois de cancelar a publicação da Games For Windows há alguns meses (praticamente a irmã norte-americana da EGM PC, que também foi engavetada por aqui), foi a vez da versão impressa da PC Magazine ir pro saco.
Segundo o New York Times, a Ziff Davis também estaria considerando levar sua grande publicação de games para a internet, mas estaria esperando o ano que vem para tomar uma decisão definitiva.
No Brasil, é a Tambor que responde pela marca. Responsável pela publicação da EGM Brasil há mais de 6 anos, a editora assegurou em comunicado oficial que não há motivos para preocupação.
Hoje, foi noticiado pela internet que a Ziff Davis Media, editora norte-americana e dona da marca EGM, cancelaria a revista em 2009.
Na verdade houve um equivoco de informações, uma vez que, segundo Jason Young, CEO da Ziff Davis Media, a revista que deixará de ser publicada será a PC Magazine (outra publicação da editora), que passa a ter seu conteúdo integrado 100% no site e comercializada em formato digital.
Quanto à EGM, conversamos com Olga Gonopolsky, Diretora de Licenciamento da Ziff Davis Media, que garantiu que a revista EGM continuará firme e forte nos EUA tanto em formato impresso quanto com seu conteúdo no portal 1UP.
No Brasil, tanto a PC Magazine quanto a EGM Brasil são publicadas pela Tambor Gestão de Negócios, que já garante que independente da situação das marcas nos EUA, ambos títulos continuarão com seus sites e revistas periódicas no Brasil.
– Tambor Gestão de Negócios, em comunicado no blog da EGM Brasil.
Qualquer que seja o desfecho dessa história, o destino do jornalismo impresso é preocupante. Cada vez mais o público dá preferência à disponibilidade de conteúdo gratuito na internet, e a migração dos fornecedores de informação para a web parece ter se tornado também uma tendência, pelo menos lá fora. Os apreciadores da boa e velha leitura em papel, como eu, podem estar com os dias contados.
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