
Não vou mentir: me decepcionei bastante com o multiplayer do GTA IV. E não fui o único. Achei que fosse ser um paraíso inesgotável de variedade, cheio de brasileiros jogando a todo momento, mas o que eu encontro é só um bando de salas vazias, um monte de estranhos que me kickam sem motivo aparente e falhas de conexão 50% das vezes. Logo, me ponho automaticamente a esperar por Gears of War 2.
O primeiro GoW é o ápice da diversão multiplayer pra mim no Xbox 360 (lembrando que eu joguei poucos minutos de Call of Duty 4 online), então eu mal posso esperar por essa sequência. Ainda mais agora que eu acabei de ver este vídeo de quase 20 minutos do Dan Hsu entrevistando Cliff Blezinsky, o produtor do jogo. Eles falaram basicamente só sobre o multiplayer. Yay!
Enquanto assistia ao vídeo, pensei em ser legal com os meus leitores e ir fazendo uma lista com tudo o que foi falado pelos dois. Depois do continue, você confere essa lista.
Só lembrando que muitas dessas coisas provavelmente já haviam sido divulgadas anteriormente. Então nem tudo pode ser novidade para você, seu viciado hardcore do caramba.
Vai ser possível criar grupos e jogar só com eles contra outros grupos. É uma forma leve de oficilializar os “times” e permitir que um grupo de amigos jogue junto contra outros grupos. CliffyB reclamou que o ideal seria que isso fosse uma característica da própria Xbox Live, e que dessa forma eles mesmos tiveram que programar essa funcionalidade.
Ao mesmo tempo, e meio contraditoriamente, Cliff adiantou que essa história de Party não significa suporte a clãs. Os grupos não serão oficiais, serão bem flexíveis, montados na hora e tal. Sem possibilidade de colocar um prefixo nos nicknames, tipo “[CLÃ X]FBracht”. A justificativa é que isso é extremamente complicado de fazer no 360.
Agora eu não sei se isso já era assim no Gears 1, mas foi falado que GoW2 terá servidores diferentes, ou conexões diferentes (realmente não entendo muito disso), para o voice chat e para o jogo, melhorando a velocidade e “maciez” da conexão. “Estamos melhores com as nossas ferramentas”, disse o produtor.
Hsu questionou a respeito dos carinhas que correm direto para Sniper ou então só ficam tentando fazer Granade Tags, em busca das respectivas Conquistas, e acabam avacalhando o jogo. Blezinsky admitiu o problema e falou da solução: em Gears 2 só será possível conseguir um “ponto” para essas Conquistas por partida. Não importa se você deu 10 headshots com Sniper na mesma partida, só vai contar um ponto. Se você precisava de 100, vai estar precisando de 99, não de 90. Assim os caras não vão ficar jogando do mesmo jeito a partida toda. O jogo também vai ter barras de progresso de Conquistas, tipo as de Team Fortress 2.
Auto-explicativa. Agora os times terão cinco jogadores. Em Gears of War eram quatro de cada lado.
Isso eu não sabia ainda e gostei muito: depois de morto, em vez de ficar observando a partida em algumas câmeras fixas ou na visão dos outros, você vai poder movimentar a câmera livremente pelo cenário. E melhor: tirar fotos do tiroteio, que são avaliadas e pontuadas num sistema meio Dead Rising/Pokémon Snap, e depois poderão ser disponibilizadas online.
Calma, ainda vai ter a arma de curto alcance mais adorada por todos. O que acabou são aqueles dois ou três segundos de invulnerabilidade total enquanto você estiver fatiando o adversário. Se quiser tentar uma execução com a serra elétrica, beleza, continua sendo morte garantida do adversário a partir do momento que a animação começar. Mas saiba que você pode ser fuzilado enquanto faz isso.
Wingman: pelo que eu entendi, será tipo Deathmatch normal. A novidade é que, em vez de um time de cinco contra outro time de cinco, serão cinco “duplas de dois” se enfrentando. Neste modo, para o oponente morrer de verdade você tem que derrubá-lo, ir até ele e fazer um execution. Atirar de longe em um oponente caído não adianta.
Meatflag: imagine um capture the flag, onde a “flag” não é um objeto do cenário, mas sim um colega do seu time. O objetivo dos times é capturar um membro do time adversário (só não entendi se é um cara específico ou se pode ser qualquer um), fazê-lo de refém e arrastá-lo até a sua base, podendo usar o infeliz como escudo humano (ou locustiano). Tem cara de ser divertidaço.
Guardian: não consegui entender o nome desse, mas funciona tipo assim: um dos jogadores do grupo é o líder, e qualquer jogador que morrer, “respawna” ao lado dele. Se o líder for morto, ninguém mais volta à vida (ou, se volta, volta bem distante). Sendo assim, acaba virando um guerra para proteger o seu próprio líder enquanto tenta matar o do time adversário.
Cliffy não quis dizer exatamente com quantos mapas o jogo virá, mas disse “no mínimo uns dez”. Ele reiterou que a equipe poderia muito bem incluir só uns dois mapas e disponibilizar os outros para download, mas não fariam isso porque um jogo “tem que vir cheio, senão as pessoas não o abastecem”. Muito bem! Entre os dez mapas, dois serão remakes dos mapas do primeiro jogo: Subway e Gridlock. Os demais serão inéditos, com mais remakes a serem incluídos como map packs adicionais.
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