
Li um texto no Gamasutra e decidi partilhar com vocês a opinião do cara e a minha.
É engraçado ver como estamos rodeados loucamente de novos jogos, sendo bombardeados com informações a cada segundo. Somos cobertos de hype por todos os lados, sobre qual seria o próximo grande jogo, a próxima sequência avassaladora; isso tanto na própria indústria quanto na imprensa e no nosso meio bloguístico.
Saindo desse mundo comercial-público e invadindo nossas vidas, muita gente nem se importa com o hype. Essas pessoas estão felizes em gastar seu tempo num jogo só.
Meu exemplo mais próximo sou eu mesma. Posso adorar meter bala na cabeça dos outros em Team Fortress 2 e UT3, experimentar novidades como Audiosurf e Portal ou até ler as novidades e ficar por dentro do hype, mas sou profundamente e inegavelmente uma jogadora de um jogo só, o que fica bem visível se você olhar as minhas horas de jogo no Xfire. Mesmo apesar dele não ter captado nem metade da minha presença gamer (maldito contou menos de 1 hora de Oblivion sendo que eu tenho pelo menos umas 100), já dá pra ter uma idéia. Também tem aqueles que jogam Counter Strike, os que jogam Call of Duty 4, os que gamam loucamente em Guitar Hero, os que nunca jogaram nada na vida mas que viram em The Sims sua cara-metade e viraram gamers, entre outros.
Pessoalmente não sou muito fã de jogos descartáveis, desses que você zera e nunca mais abre a caixa. Não acho que vale meu dinheiro pagar mais de 100 reais num Assassin’s Creed, por exemplo. É um jogo legal? Sem dúvida. Vai me render desafios a longo prazo e me sentirei tentada a jogá-lo outra vez depois de zerá-lo? Difícil. É o tipo de jogo que só sacia pessoas que tem sede de jogar multiplos títulos, que funciona melhor numa locadora do que numa loja pagando os 100 e poucos reais.
Olhando a lista dos jogos mais vendidos do ano passado, percebe-se que existe só Assassin’s Creed como um jogo de jogar pra zerar e largar na gaveta. De resto, são todos jogos que possuem uma possibilidade de replay extraordinária. A pergunta é: quem é a maioria, os gamers de um game só ou os gamers que jogam de tudo?
Se considerarmos os números, podemos chegar a uma conclusão: a maioria não quer um Viking: Battle for Asgard, onde você vê lindos gráficos e trechos de cinematics durante uma quantidade X de horas e depois encosta o jogo. Precisamos, no mercado de jogos, uma noção maior de que a qualidade e o replay vendem o jogo bem mais do que fazer 50 jogos sem valor de replay. Queremos bom jogos sendo atualizados (Rock Band + álbuns = win) ao invés de cinematics. Quer fazer um jogo curto? Então cobre só uns 20 dólares por ele, como Portal ou Audiosurf. Jogos indie sim devem ser pensados para serem curtos, mas investir equipes gigantes em jogos sem replay?
Para terminar, vou copiar o comentário do Chris Dahlen, pois é exatamente o que eu penso sobre o assunto:
Eu investiria mais em jogos que melhoram minhas habilidades e me mantém com ume espírito de competitividade. Jogos que premiam seu compromisso ao invés de exaurir sua atenção. Prefiro ser uma criança aprendendo um jogo de cartas pela primeira vez do que um adulto desnorteado aprendendo outro set de combos.
E eu sei o que eu não faria: eu não pagaria 60 dólares numa experiência cinemática de oito horas. Prefiro só assistir o filme.
Qual tipo de gamer você é? E o que você procura?
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