
[tweetmeme]Vamos admitir: para o brasileiro, Winning Eleven é uma religião. Não é um jogo. Ignorando o fato de que FIFA é a série mais vendida no mundo (inclusive na Europa, que é quase tão fanática por futebol quanto o Brasil), o popular winelévi se mantém rei absoluto na preferência da geral — apesar da insistência de alguns poucos e fiéis defensores da série da EA.
No entanto, quem disse que a opinião do brasileiro é sempre a certa? Estamos falando do país que tem Facebook na mão e ainda prefere o Orkut.
Depois de jogar as duas versões demo que saíram na semana passada para o Xbox 360 (no mesmo dia, por sinal, atiçando ainda mais a rivalidade e as comparações), eu, que nem sou lá tão fã de futebol, experimentei as duas e posso afirmar categoricamente, com certeza absoluta, sem a menor sombra de dúvida, sem titubear nem por um segundo ou pensar duas vezes, que não sei qual dos dois é melhor.
A verdade é que os dois jogos são ótimos. Como eu disse, não sou fã de futebol de verdade, e no videogame só aprendi a gostar quando meus cunhados jogavam religiosamente e eu queria jogar junto. Aprendi a jogar Winning Eleven, claro. Nada de FIFA. No entanto, eu não tenho o “amor à camiseta” pela série da Konami. Amo os games, e quero jogar aquele que for melhor.
FIFA 10 é incrível. É bonito, é diferente. É mais apaixonado. É aquele cara que pode até não saber de cor a tabela do campeonato inglês, mas grita e se envolve com qualquer partida que esteja assistindo. É o fã, o entusiasta. O cara que até pouco tempo atrás mal sabia dominar uma bola, mas agora já joga bonito. PES 2010 me lembra mais algum comentarista meio calado e ranzinza que você pode ver em alguma dessas mesas redondas na TV. Ele manja mais, é claro, mas já não se emociona com cada jogada, nem se desespera com uma derrota. Não se renova, porque sabe que não precisa tanto assim. Com qual desses dois caras você gostaria de conversar?
Como eu disse, ambos os jogos são emocionantes e oferecem partidas memoráveis. Mas é nos pequenos detalhes que FIFA, pra mim, se sobressai um pouco. Não o suficiente para declará-lo um vencedor incontestável, mas o meu preferido pessoal. As divididas de bola, os encontrões e as animações e interações corporais entre os jogadores parecem bem mais reais no FIFA. Os gráficos são mais claros, mais bonitos. Tudo é mais expressivo, desde o narrador até o juiz. O jogo tem mais personalidade. A jogabilidade é um pouco mais molenga que em PES, e aparenta ser menos precisa. Talvez pela falta de costume.
E ainda tem os modos de jogo novos da série FIFA, que não estavam disponíveis na versão demo, mas dão uma boa noção de que os jogadores poderão encontrar mais variedade de experiências nele. Além do Live Season, que mantém sempre o jogo atualizado de acordo com o desempenho dos jogadores e as escalações dos times na vida real, ainda tem o modo Be a Pro, onde você cria um jogador e controla apenas ele durante toda a sua carreira, e o modo Manager, onde você encarna o técnico.
Então, qual eu recomendo? Eu recomendo que, se você considera Winning Eleven a sua religião, você pelo menos não seja intolerante com FIFA assim como aqueles crentes chatos que não querem nem ouvir do que se tratam os preceitos da doutrina espírita ou de qualquer coisa que escape da sua zona de conforto. Cada um com seu Deus. O meu é FIFA 10, mas você pode acreditar no que quiser.
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