
Tudo começou neste fim de semana. Eu, namorado e mais duas pessoas andávamos pelo Templo da Perdição Financeira, a.k.a. FNAC, quando de repente me entregam uma caixa. Era Warhammer Online. Eu, num, estado de extremo “WTF”, olho para a direção que me apontam. Era… uma prateleira, repleta de cópias originais com caixa e manual inteiramente em português de um MMORPG top de linha que foi lançado comercialmente semana passada!
Sim, alguém lá da Electronic Arts olhou pra esse país de fim de mundo e disse “ah, uma colher de chá, vai”. Sendo vendido por 100 pilas, preço padrão de qualquer jogo de PC ultimamente, estava ali, Warhammer Online. O MMORPG mais esperado dos últimos tempos.
Trouxemos uma cópia para “testar” durante o fim de semana.
O ponto negativo? Instabilidade dos servidores, gráficos fraquinhos (especialmente as texturas — e olha que eu joguei com tudo no HIGH), manutenções constantes e bugs de movimentação de personagem. Como o mostrado acima, que eu fiquei travada em modo de combate e deu no que deu, cinturinha de vespa mais fina que a da Cathie Jung!).
Ponto positivo? PvE revolucionário com as Public Quests, um mundo todo em guerra, facções realmente boas ou realmente más (ou, no caso dos conhecidos Greenskins, “tamo aqui só pra tretar”) e a possibilidade de ser uma elfa gótica gostosíssima que cura e usa duas espadas. E é claro, poder fazer quests do tipo “solta esses bichos em cima daqueles babacas ali embaixo pra gente rir um pouco” e descrições de habilidade como “ressucita o aliado alvo na tentativa que ele não cometa a mesma estupidez da próxima”. Humor sarcástico, variedade altíssima de quests, inúmeras inovações e a minha aposta de segundo lugar.
Mark Jacobs, designer chefe da equipe de WAR e co-fundador do estúdio Mythic em entrevista para o Gamasutra, está confiante sobre seu jogo. “Não iremos bater a Blizzard, mas não temos medo deles. Temos nosso próprio foco. Blizzard é a número um, não nos importamos em ser o número dois, especialmente se for um segundo lugar competitivo.”
Sabe que eu boto fé nele? WAR possui muita coisa boa, mas infelizmente joguei apenas o fim de semana e precisarei de mais tempo para analisá-lo profundamente. E a diversão imensa que ele me rendeu nesse fim de semana me fez forçar o namorado a correr no shopping e comprar outra caixa, e a repensar a hegemonia de um jogo de três anos de idade que estará lançando sua expansão dia 13 de novembro. Pra quem quiser um comparativo mais específico entre WAR e WoW mas tem horror a coisas muito técnicas do gênero, tem esse guia do Joystiq.
Sabe o que eu estava falando sobre a EA dar uma colher de chá para o Brasil? Eu não estava me referindo apenas à data de lançamento semi-simultânea, ao destaque que o jogo ganhou na loja e ao manual de instruções em português. Os cartões que dão acesso ao jogo serão vendidos por aqui também, a R$49,90 por cada 60 dias, sendo este o preço sugerido. Parece que vai sair mais barato que pagar em dólar, se as lojas não chutarem o balde.
Em breve, algo mais completo. Porque agora eu preciso me dedicar a achar uma roupa pr’aquela elfa ali em cima. A bunda dela não é fantástica? É muito importante seu personagem ter uma bunda bonita, sabe? Afinal, você olha 90% do tempo pras costas dele!
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