Heavy Rain é meio jogo, meio filme e meio narrativa interativa. Sim, o jogo é tão único que ele provavelmente tem três metades. Tão único, aliás, que a Sony achou por bem abrir uma exceção para ele, permitindo que a Quantic Dream programe algo no jogo que nenhum outro título já teve: troféus atrasados.
Em nome da imersão na(s) história(s) que a Quantic Dream está criando, qualquer troféu que você ganhar em alguma cena de Heavy Rain só será informado a você depois que a cena acabar. Pode parecer algo sem importância, mas quando se leva a narrativa tão a sério quanto a empresa parece estar levando, qualquer coisa que possa distrair o jogador e quebrar a imersão na cena é um grande problema.
Inicialmente eu tinha um certo desdém por Heavy Rain, por considerá-lo apenas mais um exemplar da corrida pelos gráficos extremamente realistas que parecia nortear o desenvolvimento do PS3. Hoje eu vejo que a maior preocupação não são os gráficos – eles são apenas a ferramenta para criar aquela que tem potencial para ser uma das mais elaboradas narrativas que poderemos experimentar com um controle em mãos. E eu realmente admiro a Quantic Dream for ser tão obsessiva com isso.
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