[Olá meus caros do Continue! Sou Alexandre Franco, um refugiado da ex-República do Campo Minado, que só agora decidiu enfim colaborar com o lado «aspas angulares» da força. A intenção é manter o ritmo por aqui, e trazer tudo o que for interessante sobre a única plataforma de jogatina que aquele que vos escreve tem: o PC. A não ser que você ainda se interesse pelo meu decenal PlayStation 1, minha missão é falar de Steam, The Pirate Bay, DirectX, OpenGL, engine, e tudo o que for termo comum àqueles que jogam com a cara no monitor.]

A Valve não cansa dos PCs. Por mais que Portal 2 tenha sido anunciado como uma experiência única pro PS3, o negócio dela é com o pessoal do Ctrl+Alt+Del WASD. Exemplo disso são os funcionários que ela contrata, grande maioria desenvolvedores de mods (categoria de jogos presente majoritariamente no PC) em ascensão. Foi assim com Counter-Strike, com Team Fortress e agora com Alien Swarm.

Tudo começou lá na época de Unreal Tornament 2004, com a (micro) desenvolvedora Black Cat Games lançando Alien Swarm como um mod. O sucesso foi razoável, com o jogo ganhando diversos prêmios concedidos às melhores modificações. A Valve viu futuro no trabalho dos desenvolvedores, e contratou-os. O mod então ficou num estado de hibernação, enquanto a equipe ajudava no desenvolvimento de Left 4 Dead e, posteriormente, de Portal 2. E há poucos dias, do nada, a Valve anuncia e lança uma releitura do mesmo Alien Swarm, DE GRAÇA.

Surpresas à parte, como está o jogo? Jogos de graça tem esse lado livre de análises muito pesadas, já que levam um tapinha nas costas se são ruins, mas ganham certo status positivo se são bons. Felizmente tenho que dizer que a qualidade é de jogo comercial.

Torci o nariz quando soube que era TPS, até porque os grandes sucessos da Valve sempre vieram sob a boa e velha primeira pessoa. Mas logo esse meu estranhamento foi embora, e o que vi foi um jogo conciso, com jogabilidade fácil de aprender e, acima de tudo, divertido.

É preciso dizer, não dá pra deixar passar: o jogo lembra bastante Killing Floor. Ambos têm as mesmas origens como mods de UT2004 (inclusive com o Alien Swarm sendo vice de concurso promovido pela Epic Games que daria o engine de graça a desenvolvedora do melhor mod e que foi ganho, ironicamente, pelo Red Orchestra, que depois seria base para a versão comercial de KF) e, tirando os aliens no lugar de zumbis, se baseiam num co-op mais estratégico, com classes distintas e que fazem a diferença entre ganhar e perder. Fora os níveis que é possível atingir, e as armas que se pode destravar, estendendo um pouco mais a diversão sem cobrar por isso, né Activision?!

Os gráficos são os já consolidados do Source, mais precisamente os que existem no sabor do engine de L4D. E, visualmente, o motor gráfico se dá melhor em terceira pessoa, já que tudo, inclusive seu personagem, têm sombras, tanto dinâmicas quanto estáticas (no Left 4 Dead temos o “avanço” de ver o próprio corpo, mas ver suas próprias sombras fica a critério da sua imaginação). Os requisitos são medianos, e qualquer computador que rode satisfatoriamente os últimos lançamentos da Valve está apto a jogá-lo.

O som também cumpre bem seu papel, com efeitos sonoros de qualidade (mesmo sendo alguns reciclados de outros jogos da Valve, mas só viciado consegue perceber) e que não deixam a desejar, inclusive com dublagens distintas (e não aquela coisa estranha de ingleses com a mesma voz no Killing Floor).

O lado negativo, único encontrado pela maioria que já botou as mãos no jogo, é a quantidade de campanhas, apenas uma com 6 missões. Esperamos que a Valve solte pelo menos mais duas campanhas, e faça a felicidade de todo mundo que ela conseguiu laçar trazer pro Steam com o lançamento gratuito. Caso contrário, a comunidade (já grande e considerável) talvez consiga tapar esse buraco, como se pode ver no fórum oficial do jogo.

No fim das contas, Alien Swarm saiu melhor que a encomenda. Um lançamento bem modesto, mas que foi capaz de, em seu primeiro dia, já cativar mais de 60 mil jogadores. Se seu PC roda, não há empecilhos pra começar a jogar NOW! Chame os amigos, faça um sala e saia matando zumbis aliens, já que não é todo dia que uma empresa grande lança um jogo sem pretensões de cobrar por cada mísero item decente dele (pelo menos por enquanto).

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