A minha paixão por videogames não começou quando comprei o meu primeiro console, um N64 com Super Mario 64, muito embora eu tenha ficado maravilhado com as possibilidades do novo universo 3D (e meio confuso com a alavanca analógica, praticamente o Wii Remote de dez anos atrás). Tampouco durante as tardes em que eu passava jogando PSX com meus vizinhos, mesmo que essas fossem deveras divertidas (aposto que ninguém nunca aproveitou o multiplayer de Medal of Honor como nós). O verdadeiro estalo só veio mesmo aos meus 9 anos, quando fui à banca e tomei coragem para gastar minhas preciosas economias na tal revista chamada Nintendo World. Eu não sabia — e estou correndo o risco de soar de piegas demais — mas essa decisão, bem à la Efeito Borboleta, desencadearia uma série de acontecimentos no meu insignificante futuro.

Isso, caros leitores, foi para dizer que há cerca de 10 anos estava nascendo aquela que ficaria marcada como uma das maiores e mais duradouras publicações de games do país. Como mal tinha saído das fraldas, não posso dissertar sobre a ruptura que a revista causou no mercado editorial nacional ou como ela veio para elevar o nível de profissionalismo no meio da imprensa de videogame, mas eu sei que foi lendo aquelas páginas que descobri algumas coisas em mim; a fascinação pela indústria dos games, a vontade de ganhar a vida escrevendo sobre coisas que eu gosto, e a admiração por caras como Pablo Miyazawa são apenas algumas delas.

É claro, os tempos mudaram. Hoje em dia a NW (assim como as publicações impressas em geral, para minha infelicidade) podem não possuir a mesma relevância de 10 anos atrás, e boa parte daqueles que ajudaram a construir o nome da revista já seguiram em frente, mas é inegável sua importância para boa parte daqueles que lêem o Continue e compõem boa parte da blogosfera gamer nacional. Por isso, deixo aqui registradas minhas insifgnificantes congratulações a todos que fizeram e fazem parte desta história de alguma forma. E como esse já é o post mais puxa-saco da história do blog, convido você a fazer o mesmo.

[Nota do Bracht: a minha vida também mudou quando eu peguei aquela edição 13 na banca e li o detonado de Pokémon Red/Blue "por: Pablo Miyazawa". Deixo aqui os meus parabéns a todos os editores, redatores, colaboradores e todos em geral que contribuíram de alguma forma com esses 10 anos de história. Orlandão, continua tocando esse barco aí em velocidade máxima!]

E vida longa à Nintendo World! \o/