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Não é de hoje que a Valve mostra que entende o consumidor de jogos eletrônicos como ninguém. Hoje, em uma conferência sobre a legislação na indústria de games, o executivo Jason Holtman mostrou que a empresa continua pensando anos-luz à frente de seus concorrentes.

Ao tocar no sempre polêmico assunto da pirataria, Holtman afirmou que para a Valve, o pirata é um consumidor mal atendido. Para explicar seu ponto de vista, ele usou como exemplo a Rússia — mas bem que podia ser o Brasil:

Os russos estão lendo revistas e vendo televisão e eles dizem – ‘Cara, quero muito jogar esse game’ mas os publishers respondem ‘Você poderá jogá-lo em uns seis meses… talvez’.

O pensamento focado nos mercados tradicionais — Estados Unidos, Europa e Japão — deixa milhões de consumidores com as mãos abanando.  Para Holtman, esse consumidor tem a mesma vontade de comprar jogos originais quanto de fazer downloads de cópias piratas. A maioria dos piratas só quer jogar. Eles não estão lutando contra o sistema nem são parte de organizações criminosas.

A forma de pensar “pró-consumidor” da Valve me lembrou uma pesquisa postada aqui no Continue no passado, na qual muitas pessoas diziam que só pirateavam o que não encontravam no Steam.

Quem sabe agora, com o encolhimento dos mercados tradicionais, as grandes distribuidoras não olham com mais atenção para os mercados da periferia, como a Rússia, Índia e o Brasil?

[via GamePolitics]

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