Biito!

Olha eu aqui, escrevendo a minha primeira “Discussão de Fim de Semana”! :D

Sempre gostei dos tópicos abordados nessa coluna e mais ainda dos comentários e discussões que surgem na sua sequência. E agora o Bracht me deu a chance de começar uma eu também. E o tema de hoje, como o título já diz, é moda. Moda Gamer, para ser mais preciso. E não falo do estilista Karl Legerfeld ser DJ em Libert City, mas sobre o que nós, jogadores entusiastas de videogame, vestimos.

Parece um assunto frívolo, mas não é. Eu já trabalhei com Moda e antes que alguém faça um comentário engraçadinho, adianto que é um negócio sério e quando analisado de um ponto de vista acadêmico, descobre-se que a Moda apresenta uma profundidade antropológica e sociológica impressionante.

Uma busca rápida na Wikipedia nos ensina que:

“A Moda é abordada como um fenômeo sociocultural que expressa os valores da sociedade — usos, hábitos e costumes — em um determinado momento. (…)

A Moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia num contexto maior, político, social, sociológico. Pode se vêr a moda naquilo que se escolhe pela manhã ao se vestir, no look de um punk, de um skatista e de um pop star, nas passarelas do mundo, nas revistas e até mesmo no que veste um político ou nos vestidos das avós.”

Como você, meu amigo leitor, está aqui lendo um blog sobre videogames, acompanha notícias do setor e discute as novidades da semana, imagino que jogar videogame para você não seja uma atividade muito casual e sim, uma parte importante do seu estilo de vida. E o que eu quero saber é como essa atividade tão prazerosa se manifesta no seu dia-a-dia, além claro, das horas que você passa jogando na frente da televisão.

É fato que a indústria do entretenimento eletrônico é maior do que o cinema e do que a música nos tempos atuais. Além dos bilhões de dólares que circulam no mercado, isso significa também que muita gente joga. Então por que não vemos essas pessoas nas ruas, com a mesma frequência que vemos os fãs de rock com as camisetas, bonés e bottons de suas bandas favoritas?

Em parte, por não ser tão fácil adquirir roupas e acessórios relacionados aos games no Brasil. No exterior é mais fácil, seja comprando artigos das próprias produtoras, como mesmo em lojas comuns. É o caso da Uniqlo, no Japão, que incluiu na sua última coleção aquelas camisetas de um certo jogo da Konami que chegará ao PS3 em junho, como a gente publicou aqui essa semana.

Mas se essas roupas estivessem à venda no Brasil, você compraria? Usaria na faculdade ou numa balada com os amigos? Você já faz isso? Quais acessórios e roupas gamers você usa? Ou você não gosta, acha que nao tem nada a ver e o lugar do seu videogame é lá embaixo da televisão e pronto? Você já sofreu preconceito por que estava com uma camiseta do seu “joguinho” favorito?

Eu visto camisetas e uso chaveiros com temas gamers. Na foto que acompanha meu perfil aqui no Continue, a camiseta que eu estou vestindo é do Akuma, o invocado lutador de Street Fighter. E além dela tenho algumas outras, entre elas uma daquela série sobre a qual não falarei até o dia 12 de junho. Minha namorada tem uma camiseta com um Hadouken pictográfico. Sei que o Fabio também usa suas camisetas gamísticas e conheço outros jogadores que assumem sua paixão pelos videogames também nas roupas e acessórios que usam no cotidiano. Tem até mesmo quem se tatue com os personagens de jogos eletrônicos ou a marca do console favorito.

Para alguns, entretanto, roupas com estampas de videogame são vistas como algo infantil, imaturo, e por isso não usariam uma camiseta do Mario, por exemplo. Mas isso não é um preconceito, do próprio gamer, por sinal? Assumir que é parte de um grupo social é um passo importante para a aceitação desse grupo pela sociedade em geral, já pensaram nisso? E uma forma de fazê-lo é literalmente, vestir a camisa do grupo ao qual você faz parte.

E se depois de hoje, leitor, você resolver experimentar, pode se surpreender com os resultados. Além do fato de que os nerds (sem ofensas, eu sou um desde pequeno) vão te achar legal e de que ser geek também está na moda, poderá passar por situações divertidas e inesperadas: na primeira vez que usei uma camiseta gamer, com um Shoryuken estilizado na estampa, um desconhecido me abordou no balcão da lanchonete e perguntou: “Ae mano, tem um ‘Róri’ na sua camiseta?”

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