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Ei, sabia da última? Abriu a GamesTown. A loja estava ensaiando abrir fazia um tempo, enquanto isso mantinha um blog – que agora parece ter sido fechado ou estar fora do ar mudou de endereço e está aqui (valeu, Bruno Silva!).

O fato dela ter iniciado as suas operações é relevante porque a loja, em princípio, tem a intenção de ser diferente das outras. Se liga num trecho do press release:

Os clientes da GamesTown terão o privilégio de poder comprar em uma loja inteiramente planejada para ser virtual. “Não seremos a extensão dos serviços de uma loja física, nascemos como comércio eletrônico, por isso oferecemos benefícios aos internautas que vão desde uma interface amigável a conteúdo de qualidade e interatividade” – explica Luiz Pavão, Diretor Comercial da GamesTown.

Entre as propostas está usar as ferramentas da Web 2.0 para encantar os internautas, como fazer promoções via redes sociais e oferecer programas desenvolvidos para a ativa comunidade de gamers no Brasil – visando a fidelização.

(…)

Diferente das lojas virtuais que limitam se a expor seu produtos e apenas aguardar por sua compra, a GamesTown almeja usar o potencial da internet ao seu limite, visando uma abordagem mais pessoal, seja no pré, durante ou pós-venda, criando um laço de fidelização e confiança raramente encontrado neste campo.

Olhando para o site como ele está hoje, em seu primeiro dia de funcionamento, não dá pra notar nada disso. Ele se parece exatamente com qualquer outro, daqueles que “limitam-se a expor seus produtos e apenas aguardar a sua compra”. Mas eu já conversei com um representante da loja (é capaz até dele soltar algum comentário por aqui, fiquem ligados), e diria que a intenção rola. Vamos ver se eles conseguem se diferenciar positivamente – o que não é difícil, tendo em vista o (baixo) nível das lojas online que temos que aturar no Brasil.

Ainda falando do site recém-inaugurado, ele está com uma série de defeitinhos e cagadinhas que meio que estragaram a primeira impressão. Eu uso o Chrome, por exemplo, e nele (assim como no Firefox, mas este em menor intensidade), as fontes estão super mal renderizadas, a ponto de quase ficarem ilegíveis.

Outro problema são as descrições técnicas dos jogos. No Guitar Hero World Tour pra PS3, por exemplo, a descrição diz “controle necessário: básico” e as medidas e peso da caixa, que é enorme, estão listadas como as básicas, de uma caixa normal. Não é nenhum erro grave, mas demonstra, sei lá, uma falta de cuidado que pode ser indicativa de outras coisas. Não dá uma primeira impressão tão positiva quanto, digamos, o site da loja Gamers. Quando se lança um negócio, qualquer coisa pior do que a perfeição é passível de crítica, e eu critico aqui pois sei que alguém pertinente vai acabar lendo e provavelmente vai corrigir.

O mais importante numa loja, entretanto, são os preços que ela cobra. Quando é loja de games, então, mais ainda. E a GamesTown parece ter feito a lição de casa direitinho. Tem coisas caríssimas, mas não achei nada com preço muito cima do praticado por um Submarino da vida. E achei algumas boas surpresas, como Assassin’s Creed por R$129/R$139 (360/PS3) e, acima de tudo, Zack & Wiki – um dos melhores e mais originais jogos que o Wii já recebeu – por R$69!

Então fica aí mais uma opção para o nosso carente mercado. E ficam também os votos do Continue para que a loja cumpra o prometido, consiga mesmo essa “abordagem mais pessoal” e faça mesmo “promoções via redes sociais e programas desenvolvidos para a ativa comunidade de gamers no Brasil”. Só Deus (e os gamers) sabe como a gente está precisando evoluir nessa área.

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