zeebo-discussao

É claro que o assunto da discussão desta semana não poderia ser outro. Desde que foi anunciado (e posteriormente dissecado aqui no blog pelo Pablo Raphael), o videogame da Tectoy está na boca do povo — seja para o bem ou para o mal.

Muita gente já deu a sua opinião no post anterior, mas eu queria aqui organizar uma discussão de fato sobre o assunto, não apenas opiniões aleatórias. O que você acha sobre o Zeebo? Acha que vai fazer sucesso ou não? Por quê? Independente disso, acha que é um passo importante, um acontecimento notório na nossa indústria, que vai ter repercussões positivas (ou negativas?) no futuro?

Que comece o debate!


» Minha opinião

Talvez seja só o meu habitual otimismo falando aqui, mas eu realmente acho que esse tal de Zeebo, com uma campanha de marketing adequada, pode surpreender a todos nós com o seu sucesso a média prazo.

Digo médio prazo porque ele tem um problema óbvio que pode ser (e tem que ser) corrigido no futuro: o preço. Um videogame que claramente está sendo vendido como “do povão” (porque a classe média/alta já tem seus PS2, ou mesmo algum new-gen), não tem a menor chance no mercado sendo vendido a 600 reais.

Uma coisa que temos que ter em mente antes de postar um comentário negativo por aí, como tenho visto tantos, é que o Zeebo não é pra você. Não é para nós. Eu enxergo ele fazendo sucesso entre crianças pequenas, comprado pelos pais como o primeiro videogame, por ser bem menos complicado para os pequenos do que um PS2 ou mesmo um DS ou Wii.

E isso é ótimo, pois essas crianças vão estar sendo criadas com um videogame onde a pirataria simplesmente não existe, não é uma opção. Haverá os jogos originais e nada além disso, e isso vai contribuir para derrubar aquela barreira cultural do brasileiro, que muitas vezes compra o pirata mesmo tendo grana para o original, só porque “parece burrice” comprar por 100, 150 reais um jogo que dá pra char por 10 na esquina. (O clássico exemplo do cara que teve dinheiro pra comprar um PS3, um 360 e uma TV de alta definição e depois compra jogos piratas porque “não tem grana”.)

Enfim, como eu disse: arrumando esse preço proibitivo aí – que certamente vai ser reajustado em algum momento, se a Tectoy sabe o que está fazendo –, o Zeebo tem tudo para atingir o seu objetivo de ser o quarto console. E com o sucesso dele, e o consequente fortalecimento de uma empresa brasileira nesse mercado tão hostil, todos nós só temos a ganhar.

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