
O IGN divulgou há pouco um vídeo com uma entrevista exclusiva com o homem, o mito, a lenda: Shigeru Miyamoto. E a verdade é que não importa quão tosco seja o mais novo brinquedinho musical da Nintendo ou o tamanho de constrangimento gerado em sua conferência de imprensa, quando Miyamoto fala, você tem que PARAR O QUE ESTÁ FAZENDO e começar a anotar. Se ele diz que jogar iô-iô é a nova revolução da indústria, você acredita. Se ele anuncia o novo Zelda para daqui a três anos, você senta pacientemente e torce para ele não ser adiado. E se ele estiver gripado, pode esperar o mais divertido simulador de espirros que há.
Tá bom, não é pra tanto. Mas mesmo assim, fizemos um resuminho para aqueles infelizes que não têm banda larga ou não têm fluência em inglês para assistir a entrevista (irei desconsiderar a possibilidade de você estar sem paciência de baixar o vídeo).
Miyamoto-san começa explicando o porquê de WiiSpeak não vir junto com Animal Crossing: City Folks. “Pode ser que algumas pessoas queiram aproveitar o jogo como ele é [com o Wii Remote], e pode ser que algumas pessoas queiram jogá-lo com um teclado USB ou algo do tipo e estarão satisfeitos com isso. E pode ser que haja alguns que queiram usar algo como WiiSpeak”.
Depois ele continua explicando que o objetivo do acessório é conectar diferentes salas de estar, e não ser um headset comum. Segundo ele, o WiiSpeak foi designado de forma a captar diferentes vozes soando ao mesmo tempo em um ambiente e transmitir isso pela internet. Se ele conseguirá filtrar os cachorros do Bracht ainda permanece um grande mistério.
A partir daí, a entrevista corta para WiiSports Resort e os já revelados joguinhos. Shiggy comenta que, no momento, não deve se aprofundar em jogos de esportes mais específicos. “O que eu estou tentando fazer é levar essas experiências interativas para o maior número de pessoas possível, então, no momento, é no que eu vou me focar”.
Mas calma lá: nem tudo está perdido! “Não posso dizer, ao olhar para essas partes individualmente, que se eu achar algo que seja algo particularmente interessante e que seja possível levar isso para desenvolvimento e transformar em uma experiência muito mais rica, eu não faria isso”, afirmou o japa.
E, embora pareça surpreendente nos dias atuais, o designer até falou sobre Zelda… mesmo que talvez não da forma que esperávamos.
“Enquanto o time [principal] de Zelda em particular sempre trabalha em títulos de Zelda, no time ‘maior’ há uma tendência de haver uma certa movimentação de pessoas. A razão para isso é que, ao mover os membros de uma equipe para outra, você leva novas idéias para uma franquia que de outra forma talvez não aparecessem”. Mesmo assim, ele assegurou que o núcleo da equipe tem trabalhado na série por bastante tempo.
“[Coça a cabeça] É claro que eu realmente não uso o termo ‘avatar’ para o que nós fizemos com os Miis, e na verdade nós os criamos com a idéia de que as pessoas com as quais você convive na sua casa e na sua família também conviveriam junto dentro da sua TV - e daí você poderia usar esses personagens para interagir com os games que você joga”, declara. É verdade, tem uma diferença aí. Mas o que ele pensa sobre a iniciativa do lado verde da força?
“Por um lado, ver que uma empresa como a Microsoft pegou algo que nós fizemos, olhou para isso de uma certa forma e o levou para sua plataforma mostra que aquilo se tornou algo padrão, o que é bastante recompensador. Mas, por trás desses dois sistemas as idéias fundamentais são diferentes, já que provavelmente elas foram desenvolvidas de formas distintas.”
Miyamoto fala aquilo que todos nós sabemos: o Wii Remote é capaz de capturar movimentos mais bruscos, enquanto o MotionPlus é mais preciso e pode detectar mais precisamente como você move suas mãos. Combinados, eles permitem uma série de novas possibilidades de jogos no Wii, tal qual…
“…uma versão precisa de Punch-Out que vai além do que Wii Sports Boxing pode fazer. Ou mesmo outras idéias, acho que há realmente uma gama de idéias possíveis”, conclui.