O homem da imagem acima tem um desejo: chutar bundas no Brasil. Mas há uma bunda que nem mesmo ele pode chutar — a do governo. Em entrevista exclusiva ao UOL Jogos, no evento NEX (Nintendo Experience), no Panamá, o presidente da Nintendo of America foi o mais mais claro possível:

Graças à estrutura tributária, que transforma um produto viável em qualquer lugar do mundo em algo muito caro, nosso negócio é muito pequeno no Brasil.

Sentar e reclamar dos impostos, no entanto, não é o que a Nintendo faz. Há milhões a serem lucrados neste país selvagem, e a empresa os quer e está se esforçando para tê-los.

Estamos discutindo com alguns membros do governo brasileiro mudanças nos impostos e, obviamente, ainda não funcionou. Vamos continuar com tais esforços e parte do que estamos compartilhando [com eles] é, primeiro, que o mercado de videogames é enorme e vibrante, (…) e, em segundo lugar, que é algo que pode gerar emprego para milhares de pessoas, mas enquanto os impostos não mudarem isso não vai acontecer.

Aí está, gurizada. A Nintendo quer entrar no Brasil, mas quer fazer a coisa direito. O nosso governo, por mais [insira o adjetivo pejorativo de sua preferência] que seja — e É –, não vai deixar de apoiar empresas gigantescas como a Nintendo e a Microsoft por muito tempo. E está escrita a receita de um futuro com games mais baratos e impostos que não sejam dignos de se bater com a cabeça na parede em descrença.

O único problema é que ninguém sabe quando esse diabo de futuro vai chegar.

[via UOL Jogos -- leia ou assista à entrevista completa]

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