Nintendo WFC Quebrada

Sabe uma coisa que eu simplesmente adoro? Quando vou comentar no blog de alguém e percebo que elaborei tanto o comentário que ele poderia servir como um post. É como se eu tivesse enganado a mim mesmo para escrever um post sem nem perceber!

Isso aconteceu ontem, quando fui responder ao post do Daniel no Cabide, que por si só já era um post-resposta ao meu próprio texto de ontem, aqui mesmo no Continue, no qual dou a minha opinião sobre a incompetência da Nintendo no campo online. Leia os dois, depois clique no continue para ler o texto que quase se tornou um comentário no blog dele.

(Aviso de novo: o texto não vai fazer muito sentido se você não ler pelo menos o post do Daniel no Cabide, já que o texto abaixo é uma resposta direta a ele.)

A Nintendo não está certa. Quer dizer, ela se propôs fazer um ambiente online 100% à prova de babacas, e isso ela conseguiu. Mas a que custo? Ao custo da diversão do jogador. Da diversão de TODOS os jogadores, não só os babacas.

É absolutamente inaceitável um ambiente online onde você não possa, pelo menos, ter uma lista de pessoas disponíveis para jogar e a possibilidade de abrir uma sala de jogo para convidá-las. Do jeito que a Nintendo faz o online, a única maneira de combinar uma partida com um amigo é usando alguma ferramenta externa, como o MSN. Isso é ri-dí-cu-lo. Sério, pare pra pensar no quanto isso é ridículo.

O sistema online concebido e adotado pela Microsoft no 360 não é perfeito (como, aliás, nenhum é), mas pelo menos é funcional e não castra a sua diversão. Nada impede que você entre em uma sala de Gears of War e encontre um babaca cuja língua é 50% composta pela palavra “fuck”. Mas aí, Gears of War é um jogo de clássificação 17 anos. Ninguém com 17 anos ou mais deveria ser PROIBIDO de ouvir a palavra fuck ou qualquer outra palavra, se assim não quisesse.

Criança com HeadsetEm vez disso, a Microsoft te dá as ferramentas para se proteger dessa gente. Com três apertadas de botões, tu entra num menu e classifica aquele jogador como indesejável. A reputação dele cai na hora, todas as pessoas que verificarem o perfil dele podem ver quantas vezes e por quais motivos ele foi indesejado por outros jogadores e, por fim, o sistema de Matchmaking vai fazer o possível para não te jogar novamente em uma sala em que esse cidadão se encontre. Em último caso, tu pode inclusive apertar mais dois ou três botõezinhos e tornar aquele cara mudo, nunca mais ouvir as merdas que ele fala.

Tu falou que em WoW, por exemplo, não há controle NENHUM. Falso. Tenta entrar no servidor da Blizzard e colocar “Motherfucker86″ no teu nick. Eles não vão deixar, há filtros de palavras ativos, e a palavra “fuck” foi provavelmente a primeira a ser incluída nesse filtro. Diabos, a Xbox Live não deixou passar a palavra “Fabio” quando eu estava criando a minha gamertag, por pensar que fosse alguma palavra ofensiva! Não é bem assim.

E olha que eu nem falei dos altos níveis de controle parental do Xbox 360. Eu nunca fucei naquilo, mas suponho que tenha todas as ferramentas e opções que um pai precise para proteger o seu filho das garras dos babacas.

Qual é o papel do pai e qual é o papel da Nintendo nessa história? Pra mim, o pai tem o dever de cuidar do seu filho, enquanto a Nintendo tem apenas o dever de construir coisas divertidas para o moleque.

Apesar da Nintendo ser a minha empresa favorita (sim, eu tenho uma e não me escondo atrás de falsa imparcialidade) , eu mantenho a minha posição sobre a postura online dela. E a minha posição é esta: you’re doing it WRONG.

Qual é a sua?