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Left 4 Dead, hein? Que jogo. Putaquepariu, que jogo.

Tem dois seres da cultura nerd/pop que simplesmente não me atraem nem um pouco. Um é vampiro, e o outro é zumbi. Por isso eu não me empolgo com Castlevania, e por isso eu não estava empolgado com Left 4 Dead. Isso até o Felipe Nanni (nosso leitor, fanboy da Valve e meu Médico oficial em Team Fortress 2 nas horas vagas) vir me buzinar nos ouvidos sobre o jogo.

Depois de me semi-empolgar lendo algumas coisas, pude baixar a demo no Steam e já joguei inúmeras vezes nos últimos dias. O resumo da ópera: A Valve tem mais uma pérola nas mãos.

Fingindo por um momento que você ainda não sabe do que se trata, vou resumir: em Left 4 Dead você assume o papel de um dos quatro sobreviventes de um apocalipse de zumbis, sozinhos em uma cidade infestada com as criaturas podres.

Essa descrição pode dar a entender que estamos falando de “mais um jogo de zumbis”. Pode esquecer. L4D é tudo, menos isso.

Pra começo de conversa, os zumbis são rápidos. Bem mais rápidos que você. Correr ou desviar, Resident Evil-style, está fora de cogitação. Especialmente se você encontrar um dos cinco “super zumbis” pelo caminho. Enquanto os zumbis zé-povinho simplesmente correm atrás de você em grandes números e te estapeiam até a morte (deles, normalmente), os especiais fazem coisas singelas como te estrangular com uma língua de 20 metros de comprimento ou vomitar na sua cara (fazendo com que você subitamente vire a Jessica Alba da zumbilândia, atraindo toda a atenção dos presuntos).

Sem contar o Tank, que é o mais próximo do Incrível Hulk que qualquer zumbi jamais sonhou em chegar. Oito em cada dez vezes que encontrei um desses pelo caminho, meu grupo foi diminuído a quatro montes de carne disforme gemendo de dor ante a uma tela de Game Over – e nas outras duas, a três montes de carne disforme gemendo de dor e um sobrevivente manco, com pouca energia e sem munição, que normalmente morria logo depois.

l4d-boomer “Mas, Fabio, não dá pra simplesmente bolar uma estratégia para se antecipar ao ataque do Tank, sei lá, guardando munição para o ponto onde ele estiver?” Não, amigão, por causa do outro toque de gênio do jogo, a AI Director.

Isso é, simples e resumidamente, um nome bacana para o fato de que o jogo consegue ser 100% diferente a cada partida. Os poucos itens mudam de lugar e as hordas de zumbis aparecem de lugares diferentes, em quantidades diferentes, tudo de acordo com o modo que você e os seus amigos estão jogando. Inclusive efeitos sonoros e iluminação sofrem alterações, deixando o jogo parecido com um filme estrelado por você e os seus amigos.

Falando em amigos, este é O JOGO CO-OP da temporada. Não tem pra ninguém. O senso de companheirismo dos quatro sobreviventes não fica só nas CGs e no papo de marketeiro que você leu nas entrevistas. É real. Você se importa com a vida seus companheiros, porque na próxima esquina um Hunter pode pular na sua cara, e aí é você que vai precisar que se importem com a sua.

E isso não acontece só em partidas entre amigos. Eu participei de jogos com mais três estranhos e foi como se a gente estivesse lá, dentro do jogo. Ainda mais porque o Friendly Fire está sempre ligado e dar uma noob, passando na frente dos tiroteios, é igual a tiro na bunda sem dó. “Don’t go there, man, you’ll – oh, shit, you fired up the alarm! RUN!!!”

Olá, meu nome é Fabio Bracht e eu agora sou um viciado em zumbis.

A demo de Left 4 Dead está disponível no Xbox 360 e, para PC, no Steam. Eu jogo na versão de PC, e você pode me adicionar (inclusive para jogar Team Fortress 2) clicando aqui.

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