Videogame: a coisa mais importante entre as menos importantes

Eu estou de saco cheio de ouvir que o Wii não tem bons jogos.
Sinceramente, talvez isso fosse verdade em algum ponto do ano passado, quando só a Nintendo parecia desenvolver jogos bons para o seu console — e mesmo assim não tantos. Não vou entrar nos detalhes quanto ao motivo disso acontecer, mas tudo está no passado — nesse artigo, que será dividido em duas partes, pretendo mostrar que hoje as coisas são diferentes.
Com vocês, a ilustre lineup que ninguém parece conhecer!
Fim de ano, 2009
Tiremos os óbvios do caminho, sim? Apesar da decisão da Nintendo de não incluir a Princesa Peach ou um Toad vermelho (o que iria espelhar o amado e odiado Super Mario Bros. 2), seria uma enorme mentira eu dizer que não estou super ansioso por esse jogo. Eu adoro os jogos do Mario, veja bem — não estavam entre os primeiros do meu SNES (estes foram Street Fighter II e Mickey’s Magical Quest), mas mesmo assim passei dias e semanas jogando ao colocar as mãos numa cópia de Super Mario World. Lembro-me com nostalgia de como não conseguia passar do terceiro mundo, aquele que, com meu inglês proveniente de Chrono Cross, eu chamava de “caverna da baunilha”.
Embora fosse divertido o revezamento que envolvia passar as fases, sempre quis não ter que esperar, jogar ao mesmo tempo e em cooperação pra passar de fase, e pelo visto, com NSMBW (uma sigla quase tão medonha quanto FFCCTCB), parece que eu finalmente vou conseguir.
Ah, e mais uma coisa: THE KOOPALINGS ARE BACK OMGWTFBBQ!!
Primeiro trimestre, 2009
Ah, esse maldito que me deixou meses no escuro! Seja lá quem for o encarregado de divulgar esse jogo, não está fazendo um bom trabalho, já que, desde que foi anunciado na TGS08, só fui ouvir dele de novo na E309!
Independente disso, ele conserta muitas coisas que eu achei insuportáveis em seu antecessor, como por exemplo o gameplay impossível e sem instruções dentro do jogo, e novamente oferece dois personagens com distintas características. Sin and Punishment 2 vai ser um pouco mais fácil de se jogar, mas, nas palavras da própria Nintendo, “não é um jogo pra vovós ou para crianças pequenas”.
Setembro, 2009
Brawl, só que com as Tartarugas Ninja. ‘Nuff said.
Exceto pelo estilo artístico e essa aura irritante (da qual muita gente anda reclamando, e que podem tirar), tô bem ansioso, porque o próprio time de Brawl faz parte do desenvolvimento desse jogo, e ele também me dá esperanças de que o mercado tenha mais jogos nesse estilo, de diferentes franquias, porque, ei, tem muitos personagens legais que nunca vão chegar a participar do jogo da Nintendo. Cópia descarada ou não, dane-se, contanto que o gameplay seja sólido.
De qualquer forma, a outra parte da minha ansiosidade se deve ao fato de que eu sempre amei Tartarugas Ninja, mesmo que seja a coisa mais bizarra do mundo.
8 de Setembro, 2009
Customização total de personagem? Check.
Mundo absurdamente grande e imersivo? Check.
Enredo que pode ser ignorado em lugar de diversas sidequests? Check.
Oblivion chegou ao Wii. Tá, não, mas mesmo que Valhalla Knights pra PSP não tenha sido lá grande coisa, tudo aponta que esse aí vai ser, no mínimo, bom: há um mundo a ser explorado, uma jogabilidade sólida, monstros pra matar e elfas peitudas pra pegar. O que mais eu poderia querer? Não respondam.
TBA 2009
Não sei como se escreve esse troço. Uns lugares dizem Tact, outros dizem Takt, e eu vou usar esse último, porque tudo com k é bem mais lekau.
Err, enfim, Takt of Magic é um RTS — real-time strategy — desenvolvido pela Nintendo. Pra falar a verdade, ele meio que segue a linha de outros jogos do gênero, e o diferencial mesmo fica por conta do invididual de cada unidade e, claro, da jogabilidade através do Wiimote, que pode ser usado, entre outras coisas, para desenhar na tela símbolos místicos, de modo a lançar magias e usar outras habilidades.
Apesar de já ter sido confirmado um lançamento no ocidente, a Nintendo, assim como com Sin and Punishment 2, não anda fazendo um trabalho muito competente de marketing. Resta esperar pra ver.
TBA 2009
Ignorem que a criatura acima não sabia o que estava fazendo.
Line Attack Heroes é um brawler, mas como em Tokobot, você depende do trabalho em grupo para derrotar seus oponentes — cada inimigo derrotado se une ao seu grupo, mas ao invés de serem selecionados em um menu, eles simplesmente fazem uma linha de conga bem atrás de você, deixando suas habilidades disponíveis aos jogador. Aí, é só apertar Z pra deixá-lo na frente e chutar bundas usando aquela menina-coelho de cabelo roxo. Hã.
Além disso tudo, você também pode usar a própria linha de guerreiros para atacar, como uma espada ou marreta.
Setembro, 2009
Muitos de vocês já devem conhecer esse. Muramasa é um action RPG desenvolvido pela Vanillaware, e é continuação espiritual aos outros jogos da empresa, Princess Crown e Odin Sphere. Conhecida pelo seu estilo artístico, todos os jogos desenvolvidos pela Vanillaware parecem literais pinturas em movimento onde não existe diferença entre artwork e sprite. Outro ponto importante é que seus jogos são, em geral, absurdamente difíceis: Odin Sphere lhe dá um número infinito de continues, e pode ter certeza que você vai usá-los. Isso no easy.
Bem, bem, Muramasa deixa pra trás o ambiente nórdico de Odin Sphere, indo agora para o Japão. Todos os inimigos são baseados em lendas japonesas e os cenários tem uma ligação com diversos estilos artísticos de lá, como ukiyo-e e sumi-e, de modo que, sem dúvidas, vai passar uma grande imersão com a cultura de lá.
Outubro, 2009
Alguém chegou a jogar Dragon Ball: Advance Adventure? É um jogo bem parecido — conta a história de Dragon Ball através de diversos níveis, alguns de aventura e plataforma, outros de lutas no famoso Torneio de Artes Marciais, com uma jogabilidade bem bacana para ambos.
Assim como o de GBA, Revenge of King Piccolo também se enquadra do início da jornada de Goku até a derrota do primeiro Piccolo, o velho, só que com uma diferença: em um cel-shading espetacular. Gráficos não fazem o jogo, claro, mas isso ainda é um prato cheio pra qualquer fã de Dragon Ball.
TBA 2009
É o primeiro jogo da franquia Tales of, sem ser continuação, que chega ao Wii.
De início não me interessei muito por esse jogo, mesmo sendo um grande fã de RPGs, mas ao descobrir que o mundo seria totalmente ligado, e a sua escala de tamanho completamente fiel (ou seja, nada de entrar em barracos e encontrar mansões ali dentro ou ter que sair para o infame mapa mundi), decidi dar uma segunda chance. O sistema de batalha vai ser o mesmo de Tales of the Abyss, só que com um porém: agora magia e ataques físicos são divididos em dois estilos separados de ataque, que podem ser trocados a qualquer momento, fazendo um personagem, em termos de batalha, se tornar dois. Curti.
Janeiro, 2010
Esse é meio estranho: um jogo de aventura, no melhor estilo de Ape Escape, só que sem os macacos, e mesmo que pareça bastante infantil (e talvez até seja, mas isso nunca me impediu de gostar de clássicos feitos pra crianças), o jogo tem um fator importante: o mundo pode ser girado a qualquer momento, dando uma execução mais ampla aos níveis e, certamente, aumentando o fator de diversão.
Não vai ser a inovação super divertida do ano, mas… não custa experimentar, né?
27 de Outubro, 2009
Esse foi um daqueles jogos que eu olhei o nome e passei reto, mas que depois de ver mais um pouco sobre, me arrependi. Além de indicar que o próximo jogo de Rayman vai ter, sabe, o Rayman, aqueles mini-games sem noção dos dois jogos anteriores vão ficar por fora, sobrando só o humor fantástico e um jogo de aventura que, até agora, tem tudo pra dar certo.
Geralmente quando um jogo sai de seu gênero, acaba virando uma coisa melhor. Um perfeito exemplo é Panzer Dragoon Saga, do qual eu já falei aqui.
Quarto trimestre, 2009
Recentemente a XSEED pegou esse jogo para localização, e ele, junto com The Sky Crawlers, vai decidir se a empresa continua de pé ou não: são riscos, pois ambos tiveram notas altíssimas, mas não venderam bem em seu país de origem. As coisas podem ou não ser diferentes, e tudo o que podemos fazer é, se os jogos forem mesmo bons, comprá-los.
Enfim, em Fragile, todos os habitantes da Terra desapareceram. O mundo está vazio e só sobrou você, Seto, um garoto de quatorze anos, que busca desesperadamente por outros sobreviventes, tanto para superar a solidão quanto para não ficar louco. Fragile é um jogo artístico que foca bastante no ambiente e na história, mas isso não significa que a sua jogabilidade seja ruim — ela simplesmente é menos relevante.
Primeiro trimestre, 2010
It has been a vile, Travis.
Definitivamente um dos jogos que eu mais quero, No More Heroes: Desperate Struggle visa continuar a história de Travis Touchdown, e também de corrigir tudo o que havia de errado com o outro jogo. Com Shinobu Jacobs e Sir Henry Motherfucker como personagens jogáveis (siiim!), uma Santa Destroy modificada pra não ser tão infinitamente monótona e 50 chefes para enfrentar, esse jogo é um que eu quero muito, muito mesmo.
Ah, e o cara com máscara de luchador é o próprio Goichi Suda. Awesome, y/y?
Na verdade, sim. Minha listinha de lançamentos é bem grande, e só contém jogos me interesseram, mas não quero me prolongar (mais) aqui, e, de qualquer forma, de alguns eu já falei. Pra quem quiser, e eu tenho certeza que muitos donos de Wii vão querer, segue a lista completa:
AUGUST
18 // Spectrobes: Origins
25 // Cursed MountainSEPTEMBER
08 // Valhalla Knights: Eldar Saga
?? // Harvest Moon: Animal Parade
?? // Muramasa: The Demon Blade
22 // TMNT: Smash Up!
28 // Spyborgs
29 // Dead Space: ExtractionOCTOBER
27 // Rabbids Go Home
?? // JU-ON: The Grudge
13 // A Boy and His Blob
?? // Dragon Ball: Revenge of King PiccoloNOVEMBER
16 // Need for Speed: Nitro
Q3 2009
?? // Silent Hill: Shattered Memories
?? // Valhalla Knights: Eldar SagaQ4 2009
?? // Fragile: Farewell Ruins of the Moon
?? // New Super Mario Bros. WiiTBA 2009
?? // Lost Winds 2
?? // Takt of Magic
?? // Line Attack Heroes
?? // The Crystal Bearers
?? // Academy of Champions
?? // Drawn to Life: Next Chapter
?? // The Sky CrawlersQ1 2010
?? // No More Heroes: Desperate Struggle
?? // Sin and Punishment 2
?? // Flip’s Twisted World
?? // Red Steel 2
?? // CallingQ2 2010
?? // Trauma Team
TBA 2010
?? // Metroid: Other M
?? // Super Mario Galaxy 2
?? // Resident Evil: Darkside Chronicles
?? // Monster Hunter 3
?? // Tales of Graces
?? // Shadow TowerNota: Q1 é sigla para “Quarter 1″, ou seja, os primeiros três meses do ano, enquanto TBA significa “To Be Announced”. Em inglês por pura praticidade.
Viu como o Wii tem uma lineup boa? Mesmo que nem todos os jogos sejam pra você, há de se conver, só nessa lista de jogos que interessam a mim, já tem um montão.
Na próxima parte do artigo, pra ninguém vir com “mimimi todos esses jogos são pra daqui um tempão mimimimi”, falarei sobre os jogos que já foram lançados e estão logo ali, prontos para serem levados até a sua prateleira. Até lá!
Kudos pra Mesarthim pela ajuda, de novo!
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