brgames09Nós aqui do Continue rezamos todo dia pra São Longuinho que, se o Brasil tiver melhor projeção no mercado mundial de games, daremos muito mais do que três pulinhos. Queremos mais empregos na área para termos onde trabalhar, impostos menores de importação para podermos consumir videogame de uma maneira mais decente e sermos reconhecidos lá fora de forma séria.

Enquanto nós colocamos galinha na encruzilhada, tem gente por aí que realmente botou a cara a tapa e fez a diferença. O resultado disso é o concurso BRGAMES, divulgado hoje e que viabilizará a produção de dez demos de jogos eletrônicos com dinheiro do governo.

PARA TUDO!

Citando o site do concurso:

O BRGAMES é um Programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura e Sociedade Brasileira para Promoção da Exportação de Software – SOFTEX, que tem o apoio institucional do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE e da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos – Abragames. O Programa BRGAMES tem como objetivos gerais o fomento ao desenvolvimento da indústria de jogos eletrônicos no Brasil, o fomento à participação da indústria brasileira de jogos eletrônicos no exterior e o estimulo à criação de ambientes de mercado para o jogo eletrônico brasileiro no país.

Por meio do BRGAMES novos talentos poderão apresentar suas idéias de projetos de jogos eletrônicos e os projetos selecionados receberão prêmios em dinheiro para que possam ser executados em uma versão de demonstração. Além dos prêmios, fundamentais para concretizar os projetos, os contemplados ainda participarão de uma oficina onde profissionais do mercado irão compartilhar seus conhecimentos e orientar esses novos talentos no que se refere a gestão do projeto, a viabilidade mercadológica, além de abordar questões comerciais relevantes para o sucesso de uma produção voltada para o mercado.

Ainda não entendeu? Vou trocar em miúdos: O Ministério da Cultura e mais uma galera, inclusive aquela Abragames que muita gente acredita não servir pra nada, organizaram um concurso que vai bancar a produção de dez demos, com o objetivo de criar obras viáveis comercialmente e mostrar que a indústria brasileira pode competir em qualidade com as empresas lá fora. Exportar, por favor!

Para participar, ou você precisa ser uma empresa que produz jogos, ou trabalhar em uma empresa de jogos e conseguir o apoio da empresa para o seu projeto. Serão premiados sete projetos de pessoas físicas e três de empresas.

Aí você pergunta… “Mas é só empresa?”… Sim, é. O objetivo é realmente criar demos viáveis comercialmente. Infelizmente, no mundo real não existe o grande gênio desconhecido que manda o projeto revolucionário para uma empresa e consegue conquistar o mundo. Você precisa já estar atrelado à indústria para enviar um projeto.

Pode ser um passo pequeno, mas é só o início. Assim como muitos filmes são viabilizados através de verbas do governo, se este concurso tiver uma participação considerável das empresas brasileiras esse tipo de financiamento poderá acontecer com maior frequência no futuro. Se você reparar, nos anos 90 o cinema brasileiro estava morto, mas aos poucos ele foi se levantando com patrocínios de diversos órgaos governamentais e iniciativas privadas. A grande maioria dos filmes que se vê por aí tem o símbolo do Ministério da Cultura lá, marcado nos créditos. Imagina que legal se isso acontece com jogos também, se conseguíssemos extender a Lei Rouanet para os videogames? Serão abertos espaços para jogos mais ambiciosos. Poderemos produzir além do Nintendo DS e celular, os estúdios existentes irão crescer e sair da pindaíba generalizada… tem tudo pra dar certo. Vamos ver como se saem as cabeças criativas da nossa indústria.

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