Que coelhada de minha parte! Não apenas passei batido na semana passada, como ainda tive a pachorra de atrasar a Pixels Mortos seguinte.
Enfim, após me recuperar da ressaca de Cherry Coke à qual o Bracht me submeteu como castigo, eis aqui a edição desta semana — a do feriado prometo que reponho em breve, podem cobrar.
Homenageando a primeira promoção do Continue, discorrerei hoje sobre não apenas um, mas sim dois jogos cancelados de Sam & Max, ícones pops revigorados dos adventures aponte-e-clique.
SAM & MAX FREELANCE POLICE
Este todo mundo conhece, xinga e amaldiçoa a LucasArts pelo cancelamento.
Revelado por meio de um trailer na E3 2003 — junto com o mal fadado Full Throttle 2 — marcaria o salto 3D da dupla. O estilo seria o mesmo do clássico Hit the Road e justamente aí residiu o oco motivo para cancelamento.
Pouco menos de um ano depois, em março de 2004, a LucasArts publicou um press release de absurdas DUAS linhas dizendo que a realidade do mercado era diferente e não aceitava mais títulos do estilo tradicional de adventures. O prego no caixão de Freelance Police que já se encontrava em reta final de produção e tinha até previews e propagandas programados para serem publicadas em revistas.
Desde então, o estúdio apagou qualquer vestígio da existência do game — até mesmo o press release de cancelamento. Fãs irados, abaixo-assinados online e demissão em massa de uma galera monstruosa. Baita mancada.
Nada sobre a história havia sido revelado. Sabia-se apenas que seria um adventure aponte-e-clique em três dimensões, nada mais.
Eventualmente, a turma que pulou fora do barco de Jorginho Lucas fundou a Telltale e pegou o mundo de assalto com a série episódica baseada na dupla.
Contudo, entretanto e todavia, antes disso eles fizeram um breve pit stop…
Ah, aí embaixo o tal único trailer revelado.
PLUNGE THROUGH SPACE
Antes dos contadores de história veio a máquina de infinitude, ou algo assim. Alguns dos dissidentes da LucasArts fundaram o estúdio Infinite Machine, que logo deu um toque em Steve Purcell, criador de Sam & Max, para criarem algo novo.
Conversa vai, papo vem e propiciou-se o ensejo para a confecção de Sam & Max: Plunge Through Space. Planejado originalmente para computadores, seria completamente diferente da aventura anterior, optando pelo gênero plataforma 3D — algo meio na linha de Super Mario 64.
Ainda assim, os quebra-cabeças continuariam sendo a força motriz da jornada, o que acabaria conferindo um aspecto meio Zelda pós-Ocarina of Time.
O entrecho já estava praticamente completo, mas pouco foi trazido à público. Sabia-se que Sam e Max explorariam o espaço sideral. Durante as andanças encontrariam uma comunidade nos subterrâneos de um cassino regida por crianças que esperam por milênios os pais voltarem para buscá-las — aliás, sátira de um episódio de Star Trek.
Infelizmente, este aqui não tem vídeo, mas rolam algumas artes conceituais e uma entrevista com Chuck Jordan, atualmente empregado da Telltale que participou de Plunge Through Space.
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