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Se o Times disse, quem sou eu para discordar? E ele disse, ainda que nas entrelinhas, logo nos dois primeiros parágrafos:

Lara Croft passará por uma transformação depois de sua publisher ter sido forçada a assumir que, em decorrência da queda de popularidade da heroína nos Estados Unidos, as vendas foram cerca de £20 milhões a menos que o esperado.

A Eidos considera revisar a aparência e jogabilidade de Tomb Raider, o que pode incluir esforços para fazê-la mais “amigável às mulheres” [NT.: “female-friendly”, no original], numa tentativa de reerguer as vendas dos jogos estrelados pela pneumática arqueóloga.

Agora resta a grande questão: como assim, mais “amigável às mulheres”?

É consenso que, mesmo nos dias de hoje – dias em que a base de usuários feminina do DS e do Wii é maior que a masculina sob algumas medições –, boa parte dos jogos, principalmente os de ação, ainda é inegavelmente machista. Também é consenso que, com exceção do capítulo Legend, a série Tomb Raider está par a par com um certo ouriço azul no que diz respeito à sua capacidade de se reinventar.

Só o que nos falta é um jogo onde a Lara fica em casa cozinhando, cuidando de cachorrinhos, mandando torpedo para as amigas e experimentando vestidos.

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